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Última atualização: 27/05/12       

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World War III: tudo sobre a saga final de Grant Morrison na Liga da Justiça

Uma análise abrangente sobre a saga World War III, seus antecedentes, seu desenvolvimento e o significado de sua ausência no Brasil.

por Marcus Vinicius de Medeiros

A notícia chegou de surpresa e deixou indignada a quase totalidade dos leitores de quadrinhos da DC Comics no Brasil. As histórias da Liga da Justiça, escritas por Grant Morrison e desenhadas por Haword Porter, teriam presença escassa entre as publicações da Editora Abril, no ano 2001. E, ainda mais grave, a saga World War III, a epopéia final conduzida pela citada dupla de criadores, onde todas as pontas soltas dos anos anteriores são alinhavadas, seria simplesmente ignorada.

É importante lembrar aqui que JLA, a revista da Liga nos Estados Unidos, é campeã de vendas da editora desde o lançamento da primeira edição, presença constante no Top 10 mensal e favorita de fãs novos e antigos; para muitos, a única razão para continuarem sendo leitores. No Brasil, a série foi o carro-chefe da publicação Melhores do Mundo, mas nunca esteve livre de problemas como falhas na tradução e conteúdo adulterado pelos editores.

JLA: Midsummer's NightmareA insatisfação do público nacional já não era pequena, e só fez aumentar com a reformulação de toda a linha de super-heróis, que passou das edições em formatinho para a linha Premium. Estas, apesar de mais luxuosas, significaram uma quantidade menor de histórias a cada mês. Devido a isso, veio a decisão de sacrificar o material da Liga da Justiça. Os leitores, como de costume, protestaram. A decisão da Abril, entretanto, foi mantida até o final, acompanhada por explicações pouco convincentes que evidenciaram falta de respeito ao público e pouco conhecimento sobre a obra em questão.

Acompanhe nesta matéria especial uma análise abrangente sobre a saga World War III, seus antecedentes, desenvolvimento e o significado de sua ausência no Brasil.


PRELÚDIOS DA GUERRA

As primeiras sementes do que viria a ocorrer em World War III podem ser encontradas na saga JLA: A Midsummer's Nightmare, escrita por Mark Waid e Fabian Nicieza, que antecedeu a estréia da JLA de Grant Morrison, e foi publicada nos dois primeiros números da revista Melhores do Mundo.

A trama, que reuniu os sete maiores heróis do planeta na formação definitiva da Liga da Justiça, introduziu também a enigmática figura do Conhecedor, como vilão da história e profeta de uma ameaça ainda desconhecida. Foi ele, manipulando as capacidades de Destino, um tradicional inimigo da equipe, que conferiu superpoderes a uma parcela crescente da população global, de modo a comprometer a segurança do planeta, enquanto os verdadeiros super-heróis permaneciam com a memória bloqueada, julgando-se indivíduos comuns.

Segundo a origem que ele mesmo revelou, o Conhecedor era, na verdade, um ser ancestral do homem, agraciado com a imortalidade e o dom da curiosidade intelectual por um dos Controladores, de quem herdou ainda a missão de criar uma arma antiguerra, que protegesse o setor da Terra.

JLA #34Os Controladores, para quem não se recorda, são uma facção de imortais oriundos do planeta Maltus, responsáveis pela criação da força policial intergaláctica Darkstars e, mais recentemente, do personagem Efígie. A outra facção era composta pelos Guardiões do Universo, criadores dos Caçadores Cósmicos e da Tropa dos Lanternas Verdes, sediados em Oa.

O objetivo do Conhecedor, portanto, era deixar a humanidade preparada para enfrentar a força maligna que se aproximava, o que ele descrevia apenas como "o inevitável", "um horror inimaginável... fogo e raios caindo do céu" e "o maior dos guerreiros". Ao ser derrotado pela Liga, disse também: "Não sei exatamente o que é, ou como vai atacar... mas, quando isso acontecer, será repentinamente e sem aviso!"

A Liga da Justiça estava oficialmente reestruturada com Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, Ajax, Flash, Lanterna Verde e Aquaman. No Brasil, como a primeira parte do crossover Noite Final foi também publicada em Melhores do Mundo #2, muitos leitores ficaram com a impressão de que a ameaça prevista pelo Conhecedor era, de fato, o Devorador de Sóis. Mas isso não passou de uma equivocada coincidência. Na verdade, ainda não havia idéias bem definidas sobre o que seria tal ameaça, e os roteiristas Waid e Nicieza não tinham planos concretos para uma nova história que retomasse o gancho. Afinal, Grant Morrison estava escalado como roteirista da Liga, e caberia a ele tal tarefa.

Passadas algumas edições, Morrison começou a consolidar uma mitologia própria na saga Pedra da Eternidade (Rock of Ages), onde ficou claro que havia grandes planos para o inigualável perigo antevisto pelo Conhecedor. Enquanto Lex Luthor executava seu plano contra a Liga no comando da Gangue da Injustiça, Flash, Lanterna Verde e Aquaman eram levados numa viagem interdimensional, que os fez conhecer o Mundo das Maravilhas. Uma Terra onde tudo existia em proporções gigantescas, evolução de Mammord, o mundo original. Seu principal defensor era Adão Um, veterano de bilhões de anos na luta contra o caos e ao seu lado havia heróis vindos de diversos pontos da criação. "Cruzamos a fronteira do espaçotempo em velocidade hipertemporal. Defendemos os limites do universo conhecido. Além dele só há o abismo eterno... e o anti-sol. Juntem-se a nós, como tantos outros", disse ele aos heróis da Liga, que, obviamente, recusaram a proposta, por ter questões mais prementes a resolver naquele momento.

JLA #36De qualquer modo, um novo aviso foi feito por Metron, dos Novos Deuses, para toda a equipe, na parte final da saga: "Vocês são como crianças para mim. Pouco compreendem. Mas há uma semente... O Mundo-Mãe foi partido pelas guerras dos velhos deuses. Esse mundo se tornou dois: Apokolips e Nova Gênese. Nasceram os Novos Deuses. Com o tempo, também eles passarão. Nossa guerra continua, mas encontramos o berço planetário dos deuses que virão. Vocês são... os precursores. Defendam bem a Terra". O texto original, "prepare for the fortification of Earth", era notavelmente muito mais próximo do que dissera o Conhecedor, ao contrário do que fez parecer a versão traduzida.

Além disso, duas páginas da história ficaram de fora da edição nacional. Nelas, Metron é visto visitando o Mundo das Maravilhas, onde conversa com Adão Um sobre a ameaça imbatível que viria. Podemos ver uma quantidade maior de heróis que a presente em sua aparição anterior. E Metron termina dizendo-lhe que, no final, não seriam eles os responsáveis por enfrentá-la.

A Liga da Justiça manteve-se desativada por um curto período, retornando logo com o reforço dos novos integrantes, Homem-Borracha, Aço, Caçadora, Zauriel e Oráculo. Após o ataque de Prometheus, que quase os venceu sozinho, recebem a visita de Takion, novo Pai Celestial de Nova Gênese, que trouxe consigo os Novos Deuses Orion e Grande Barda, designados como protetores da Terra contra o inimigo das previsões de Metron. A partir de então, os dois passaram a integrar as fileiras da equipe.

Para fechar os prenúncios, temos, na edição especial New Gods: Secret Files & Origins, uma história de duas páginas que revela a identidade daquele que estava por vir. Quando questionado pelo Sr. Milagre, Takion responde, pronunciando o nome escrito na muralha da Fonte: "Mageddon. O que traz a guerra. O Anti-Sol". Finalmente, na primeira parte da saga da Liga contra os Ultra-Marines, Aço descobre que Grande Barda havia transformado as máquinas da Torre de Vigilância em tecnologia dos Novos Deuses. Enquanto, em Nova Gênese, Metron afirma que, segundo seus cálculos, Mageddon estaria na Terra dentro de dois meses. O Sr. Milagre, então, indaga se já não seria hora de avisá-los.


O MUNDO EM GUERRA

JLA #37World War III teve uma história-prólogo em JLA #34, um início oficial no número 36 e foi até o 41, sendo que este teve cerca de 40 páginas, quase uma edição dupla. JLA #35 foi parte do crossover Day of Judgment (O Retorno do Herói) e não teve relação com os eventos de WW3. Sabemos que Mageddon era a última - e mais mortal - arma remanescente do mundo dos Velhos Deuses, cuja destruição originou Nova Gênese e Apokolips. Seu poder era o de gerar guerra de forma irracional, de incitar violência e agressividade entre as pessoas. Estando próximo da Terra, os primeiros afetados são aqueles com predisposição ao mal e, naturalmente, os supervilões.

A primeira manifestação de Mageddon enfrentada pela Liga da Justiça, portanto, ocorre durante uma revolta em Belle Reve (JLA #34), prisão onde são mantidos alguns dos mais perigosos vilões do Universo DC. Após algumas lutas, a situação é controlada pela equipe, que encontra a origem da violência no telepata Hector Hammond. Este estava com sua enorme cabeça envolvida por um nefasto globo ocular, que o controlava.

Como Orion e Zauriel logo confirmaram, era o primeiro emissário de Maggedon. Na mesma edição, ocorreram a vinda do Sr. Milagre à Terra e a reunião de Lex Luthor e Prometheus, fundadores da nova Gangue da Injustiça. Além disso, duas guerras iniciam-se em diferentes pontos do planeta.

O destino do Mundo das Maravilhas é revelado logo nas primeiras páginas de JLA #36. A terra dos maiores campeões do universo é visitada por Mulher-Maravilha, Metron e Grande Barda, que encontram um cenário desolador. Estando à beira da morte, um de seus heróis ainda consegue dizer que se voltaram uns contra os outros, incapazes de resistir a Mageddon.

A nova Gangue da Injustiça é formada por Lex Luthor, Prometheus, o indestrutível General (da saga dos Ultra-Marines) e uma nova Abelha-Rainha alienígena. O quartel-general de Prometheus, como já sabíamos desde sua origem, ficava numa espécie de Zona Fantasma. O que os leitores descobriram em JLA #36, contudo, é que esta Zona Fantasma era a mesma Zona Estável onde se localizava a nave dos marcianos brancos, da primeira saga da LJA escrita por Grant Morrison. E que, através dela, a Gangue da Injustiça dispunha de acesso livre à Torre de Vigilância da Liga.

Assim, enquanto em Gotham, Prometheus faz uma visita a Oráculo, a Torre é invadida e "recheada" de bombas, cuja detonação não tarda muito a começar.

JLA #38Em JLA #37, Superman e Aço confrontam o General na Torre de Vigilância. No espaço, uma frota de naves-abelhas prepara-se para atacar a Terra.

De volta à Torre, Luthor começa a ser dominado por um novo globo ocular enviado por Maggedon, e a Caçadora é derrubada por Prometheus, que também retornava após quase ter assassinado Oráculo. Na edição seguinte, Batman enfrenta o criminoso, na revanche que todos queriam ver.

Aumenta o número de conflitos bélicos ao redor do mundo. Em Nova York, um dominado Aço e a população atendem ao comando hipnótico da Abelha-Rainha e começam a construir, a partir do lixo, uma gigantesca colméia, estando apenas Mulher-Maravilha, Grande Barda e Homem-Borracha disponíveis para detê-los.

Em Gotham, Metron visita Oráculo e a presenteia com uma Caixa-Materna. Paralelamente, membros da Sociedade da Justiça, dos Titãs e da Justiça Jovem reúnem-se com antigos membros da Liga e diversos heróis na embaixada norte-americana da equipe. Com a ação de Ajax, Luthor é libertado e trazido à Terra pelo Lanterna. Superman, Batman e Ajax decidem penetrar a Zona Fantasma. Logo em seguida, explode a última bomba e a Torre é definitivamente destruída, com Zauriel ainda presente.

A derrocada final da Gangue da Injustiça começa em JLA #39. Na Zona Fantasma, o General é jogado no vazio por Sturmer, o cão de guerra que acompanhava Orion, e os dois perdem-se para sempre. Já no espaço próximo à Terra, diversos super-heróis combatiam as naves-abelhas e vislumbravam a face demoníaca de Mageddon. Tendo a opção de teletransportar-se para qualquer lugar com a tecnologia de tubo de explosão de Orion, Superman decide ir diretamente para o interior de Mageddon.

Em Gotham, a caixa-materna dada por Metron moderniza todo o equipamento de Oráculo e concede-lhe telepatia digital, que a deixa mentalmente conectada aos demais heróis.

Ficamos sabendo, em JLA #40, que China, Japão, Rússia e toda a Europa estavam em guerra contra os EUA, e vemos ainda uma explosão atômica devastando o Paquistão. A Abelha-Rainha é derrotada e enviada de volta ao seu planeta, via tubo de explosão. Na Embaixada da Liga, o Homem-Animal diz ter descoberto de que forma Mageddon exerce sua influência maligna e, a partir daí, surge uma idéia de como enfrentá-lo. Ajax, da Terra, tenta contato telepático com Superman, que estava no interior do inimigo, mas encontra o filho de Krypton acorrentado, agonizando.

JLA #39Com a Gangue da Injustiça fora da jogada, a edição JLA #41 foi inteiramente dedicada ao derradeiro conflito com a entidade Mageddon. De acordo com a explicação do Homem-Animal, o monstro agia estimulando em cada pessoa o complexo do cérebro herdado dos répteis, algo que ele percebeu devido à sua conexão com o campo morfogenético do planeta, que molda todos os seres vivos.

Logo, auxiliado pela Mulher-Maravilha, Aço e Besouro Azul, e contando com a energia do Raio Negro, começam a construir uma máquina que provocaria o efeito inverso, despertando um potencial evolutivo futuro. No Paraíso, o anjo Zauriel encontra tropas celestiais que praticamente haviam abandonado a Terra, mas decide mudar tal situação. Na embaixada da Liga, Batman junta-se ao elo telepático de Ajax com Superman, que tinha sua força de vontade totalmente consumida por Maggedon. Aztek, Orion e o Lanterna também penetram o interior da máquina. Aztek cumprindo o destino para o qual sempre se preparou, se sacrifica, mas consegue ferir o monstro.

Na Terra, os anjos aliados a Zauriel entram em ação e convencem os grandes líderes mundiais a interromper suas ordens de ataque. Glimmer, um sobrevivente do Mundo das Maravilhas, entra em cena, trazido pelo Flash; e sua energia é fundamental para a máquina evolutiva antiguerra. Acionada com sucesso, ela transforma (por tempo limitado) a população do mundo num exército de super-humanos que, sob o comando da Mulher-Maravilha, partem para o espaço decididos a confrontar Mageddon. A entidade revida e mata.

Incitado por Batman, no entanto, o Homem de Aço consegue se recuperar e ataca a fonte de poder de Mageddon, um gerador de anti-luz solar. Com imbatível determinação, Superman absorve toda a energia e garante a vitória da humanidade.

JLA #40A última cena se passa uma semana depois, na Torre de Vigilância, parcialmente reconstruída. Os Novos Deuses se despedem e Metron profetiza que na Terra nascerão os deuses do Quinto Mundo. Repentinamente, Oráculo faz contato e anuncia o retorno do vilão Destino. Os sete heróis remanescentes, então, partem para uma nova aventura.


REFLEXÕES SOBRE A GUERRA

World War III é, sem dúvida, uma leitura envolvente. Não está livre de apresentar tanto pontos positivos quanto negativos, mas, em termos gerais, é recomendada, principalmente para fãs do tradicional grupo de ícones da DC Comics. É um fechamento digno para a fase de histórias escritas por Grant Morrison, que deu novo fôlego à Liga e ajudou a transformar a face dos quadrinhos de super-heróis na segunda metade da década de 1990. Reler todas as sagas, percebendo como as peças se encaixam em WW3, é uma experiência especialmente gratificante.

Entre as críticas, devo dizer que algumas páginas a mais na última edição cairiam bem. É verdade que a saga teve duração considerável, mas alguns detalhes poderiam ter sido mais bem explicados na conclusão.

Outro aspecto que também renderia mais é a própria influência de Mageddon sobre as pessoas. Conflitos bélicos eclodem por todo o planeta durante a história, mas as primeiras edições centram o foco apenas no combate contra os vilões da Gangue da Injustiça. Os criminosos também estavam sendo induzidos, mas o que os vemos fazer não é muito diferente do que fariam em situações normais. Por isso, um enfoque sobre a ação de Mageddon em outras pessoas traria resultados mais interessantes.

Feitas as ressalvas, é inegável que Morrison entretém. Grandiosidade foi a palavra de ordem desde sua estréia na Liga, e isso é o que não falta em WW3, num festival de imagens míticas e momentos memoráveis. Mesmo os personagens menores são bem aproveitados, ganhando momentos de destaque. A participação do Homem-Animal, decisiva para a derrota de Mageddon, foi bem sacada. A série do personagem foi o primeiro trabalho do autor nos EUA, e um retorno era muito esperado pelos fãs.

As capas das duas últimas edições, em especial, são bastante significativas. Em JLA #40, temos Superman, Batman e Mulher-Maravilha juntos, num cenário sombrio, atemorizados, representando o momento dramático pelo qual o mundo passava. A capa de JLA #41, ao contrário, mostra, no espaço, Superman voando no comando de inúmeros heróis e super-humanos, tendo a Terra ao fundo. Uma bela imagem, registrada por Haword Porter e John Dell.

JLA #41Tal como vinha sendo desde o início, a mensagem de Morrison em sua última saga é de que os membros da Liga da Justiça são os maiores heróis de todos os tempos. Algo muito bem expresso pelas palavras de Batman, mentalmente proferidas ao subjugado Superman: "Eu não me importo se isso (Mageddon) pode destruir cada Deus em cada Paraíso, Clark. Ele nunca nos encarou antes". Ou seja, que eles são imbatíveis por agir em equipe até o fim, e capazes de inspirar atos de coragem em toda a humanidade.

A ausência da saga nas publicações nacionais é mais um exemplo recente das decisões de uma linha editorial cujos critérios são incompreensíveis, e que não falha em deixar seus leitores descontente. Ganhou fama a declaração de um editor afirmando que WW3 não seria publicada por tratar-se de uma "saga medonha". Triste confirmação de que opiniões pessoais são fator de importância máxima nas decisões sobre o que a principal editora do País vai lançar. Mesmo com os fãs pedindo o oposto.

Neste caso específico, é revoltante pelo fato de não ser uma saga autocontida, mas o fechamento de tramas iniciadas tempos antes. A situação do leitor brasileiro é quase a de alguém cujo livro que acabou de comprar carece das últimas páginas. Ainda pior, quase como estar assistindo à mais nova superprodução num grande cinema, ter a projeção encerrada na metade e, ao reclamar com o gerente, ouvir apenas que o filme é um lixo e por isso não será mais exibido. Podemos apenas esperar que nossa situação melhore daqui para frente.

Marcus Vinicius de Medeiros gostaria de ter o poder mais ridículo do Super-Homem: o supersopro. Assim, ele poderia mandar pra longe, muito longe, os editores que não publicam as histórias que os leitores querem ler...

 


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