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Última atualização: 16/05/08       

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Batman e Robin numa armadilha da Mulher-Gato




O Coringa sempre colocava a Dupla DInâmica em apuros




Bruce e Dick acionam a entrada da Batcaverna
O inesquecível seriado de TV do Batman

O até hoje contestado seriado televisivo do Homem-Morcego, que fez um enorme sucesso no mundo inteiro, inclusive no Brasil, completará 40 anos em 2006

por Vinícius Marins (07/04/2001)

A clássica escalada da Dupla DinâmicaQuem não conhece a música-tema do seriado do Batman, composta em toda a sua simplicidade grudenta por Neal Hefti, que atire a primeira pedra.

Existem muitos leitores de quadrinhos que acham que ele fez mais mal do que bem, mas o seriado do Homem-Morcego dos anos 60, exibido nos mais variados canais no Brasil desde sua criação, foi quem detonou, pela primeira vez, a batmania no mundo, colocando o vigilante de Gotham em pé de guerra com o Super-Homem (ou seria Superman?) pelo título de maior dos super-heróis.

Desde então, o Morcegão se tornou uma figura pop conhecida nos quatro cantos do mundo; e seu bat-sinal já foi adotado por diversas tribos urbanas. Não importa quem faça a lista, o seriado televisivo do Batman estará sempre entre os mais conhecidos de todos os tempos. Ele deixou marcas tão profundas no imaginário da civilização ocidental que permanecem firmes até hoje: as onomatopéias animadas, os supervilões como personagens mais carismáticos que os heróis e, desgosto dos desgostos, o pretenso homossexualismo (argh!) de cuja imagem o herói demorou a se livrar (bendito Frank Miller!).

Hoje, é difícil imaginarmos que a rede ABC acreditava ter uma bomba nas mãos, fadada ao mais tenebroso fracasso. Algumas semanas antes do lançamento oficial da série, fizeram uma exibição de algumas cenas com um público teste; e o resultado foi tão decepcionante, que quase desistiram do projeto. Mas acabaram insistindo (muito dinheiro já havia sido investido) e o resultado foi um sucesso sem precedentes.

Charada e RobinO seriado estreou em 12 de janeiro de 1966. O primeiro episódio foi Hey Diddle Riddle, já apresentando um dos mais conhecidos inimigos do Morcego: o Charada. O sucesso foi imediato. Ninguém tinha visto nada parecido na TV. Aqueles uniformes espalhafatosos, os ousados ângulos de câmara, a trilha sonora com melodias dançantes que pareciam retiradas das festas de iê-iê-iê que os jovens faziam nos fins-de-semana, a indecisão dos produtores em dirigir a série para os adultos ou as crianças, personagens ridículos que se levavam tão a sério, as armadilhas inverossímeis no fim dos episódios para garantir o suspense... Todos os elementos caíram como uma luva no gosto do público.

Esse sucesso podia ser facilmente percebido pelas influências que gerou. Batman virou um estilo. Tão forte que acabou modificando outras séries que tentavam abocanhar parte do seu sucesso. O exemplo mais conhecido foi o seriado Perdidos no Espaço, exibido pela rede rival NBC. A série de ficção-científica, exibida no mesmo horário que as aventuras do Morcegão, perdeu o tom sombrio original e o Dr. Smith, de mero personagem de apoio, acabou tornando-se a estrela do seriado, com seus tiques afeminados e seus trejeitos espalhafatosos.

As próprias HQs do Homem-Morcego tiveram de se render às expectativas do público consumidor, tirando a seriedade do personagem; e transformando-o, aos poucos, na figura quase caricata vista na TV. A própria tia Harriet, criada em 1964 nos quadrinhos (estreou em Detective Comics # 328), virou coadjuvante.

Pôster do seriado do Batman

Continua - A BATJANELA



 


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