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Showtime acerta na ironia
Por Beth Andalaft (13/06/2002)
Showtime não chega a ser uma grande comédia, mas diverte. Ao mostrar como se monta um reality show, tão em voga atualmente, a produção brinca com astros do cinema, roteiristas e os batidos filmes policiais. Erra, no entanto, ao contar uma história paralela e ao levar a sério exatamente as manjadas situações criticadas.
Mitch (o consagrado Robert De Niro) e Trey (o versátil Eddie Murphy) são escalados para o programa que vai mostrar policiais em ação. A graça vem exatamente da orientação que eles recebem para encenar perseguições e batidas policiais. Contribui para isso a presença de William Shatner interpretando a si mesmo, como policial de uma série de TV.
A química entre De Niro e Murphy está ótima. E De Niro pode fazer todas as caretas que quiser, pois a produção dá espaço para isso. Mitch é o policial sério, que não brinca em serviço. Trey, ao contrário, só pensa em aparecer. Evidentemente, os dois vão se desentender e daí vem a graça, claro! Ao serem escalados para o programa, eles são obrigados a conviver, e o fazem da pior maneira possível.
Trey está sempre metido em confusão, pois encara a vida como um show e ele está sempre interpretando. Enquanto Showtime limita-se à sátira vai muito bem. Mas quando coloca os protagonistas como policiais de fato, atuando num caso, e recorrendo aos chavões, o filme cai de ritmo e perde a graça. Mas, mesmo assim, garante bons momentos de descontração.
O elenco conta ainda com René Russo (de Thomas Crown - A Arte do Crime) como a produtora disposta a qualquer coisa para que o programa dê audiência.

Nota:   
Links Sugeridos:
Showtime - Inglês
Trailer (Formato Quicktime)
FICHA TÉCNICA:
Showtime (Showtime, Estados Unidos, 2002)
Direção: Tom Dey
Roteiro: Keith Sharon
Elenco: Robert De Niro, Eddie Murphy, René Russo, Frankie R. Faison, William Shatner
Gênero: Comédia
Duração: 95 minutos
Estúdio: Warner Bros.
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