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O Senhor dos Anéis retorna mais sombrio
Por Beth Andalaft (24/12/2002)
O segundo filme da trilogia O Senhor dos Anéis chega às telas
dos cinemas brasileiros abalizado por duas indicações ao
Globo de Ouro (melhor drama e melhor diretor) e por uma
bilheteria de US$ 61,5 milhões nos três primeiros dias de
exibição nos Estados Unidos, 25% a mais que a estréia do
anterior. O Senhor dos Anéis – As Duas Torres (The Lord of
the Rings: The Two Towers) prossegue de onde parou A
Sociedade do Anel, o primeiro episódio. E termina da mesma
forma – sem qualquer conclusão.
Após quase três horas de filme, os espectadores saem do
cinema sem saber ainda se Frodo Bolseiro (Elijah Wood)
consegue ou não levar o Um Anel à destruição. A saga só chega
mesmo ao fim no filme de 2003 – O Retorno do Rei, terceiro e
último episódio da série. Em As Duas Torres, o diretor Peter
Jackson já partiu direto para a continuação, não há qualquer
resumo do que se passou anteriormente. Portanto, se alguém
não assistiu o primeiro, deve correr à locadora e alugá-lo,
senão não vai entender nada.
As Duas Torres é bem mais sombrio, com mais batalhas e um
personagem que prende a atenção: Gollum. Ser virtual, mas
realizado com o auxílio do ator Andy Serkis (de Topsy Turvy e
Garotas de Futuro), que empresta voz e movimentos ao
personagem. Andy foi filmado e suas expressões faciais e
corporais passadas para o computador ajudando a compor o ser.
O resultado é surpreendente, pois Gollum é o hobbit que
detinha o Um Anel e por ele foi deformado. Ele une em si as
duas faces – a do bem e a do mal. Vive em conflito consigo
próprio e é ele que vai guiar Frodo e Sam (Sean Astin) no
caminho para Mordor.
Divididos – As Duas Torres começa com a Sociedade do Anel
dividida em grupos. Na Terra-Média, Aragon (Viggo Mortensen),
Legolas (Orlando Bloom) e Gimli, o Anão (John-Rhys Davies)
chegam ao reino de Rohan, onde o Rei Théoden (Bernard Hill) é
manipulado pelo sinistro Língua de Cobra (Brad Dourif). Éowyn
(Miranda Otto), sobrinha do rei, sente-se atraída por Aragon
e ele quase sucumbe à atração. Mas as lembranças de Arwen
(Liv Tyler) impedem a concretização do romance.
Em outro ponto, os hobbits Merry (Dominic Monaghan) e Pippin
(Billoy Boyd) conseguem escapar das mãos dos Uruk-hai e
entram na floresta Fangorn, onde encontram mais um dos novos
personagens: Barbárvore, um ser vivo, que se movimenta e vai
ajudá-los a sair da mata. Gandalf (Ian McKellen), dado como
morto, ressurge como Gandalf, o Branco. A principal batalha
vai se dar exatamente porque as duas torres – a fortaleza de
Sauron, o Senhor do Escuro e a câmara do mago Saruman em
Orthanc –, uniram-se para destruir a humanidade.
Mais uma vez, tem-se efeitos visuais deslumbrantes, cenas
envolventes de batalhas e grandiosidade. É uma belíssima
produção, mas mesmo assim suas quase três horas de duração
cansam aqueles que não são fãs do universo criado por Tolkien
(J.R.R. Tolkien, autor que escreveu a trilogia nos anos 50).
Estes saem extasiados das salas, considerando que o diretor
acertou plenamente na adaptação. A criação de seres e espaços
nascidos da imaginação do autor ganham vida na tela e são
realmente deslumbrantes, com uma ou outra exceção.
Nota:    
Links Sugeridos:
O Senhor dos Anéis – As Duas Torres
Trailer (formato: quicktime)
FICHA TÉCNICA:
O Senhor dos Anéis – As Duas Torres (The Lord of the Rings:
The Two Towers, Estados Unidos/Nova Zelândia, 2002)
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens e Stephen
Sinclair
Elenco: Elijah Wood, Ian McKellen, Liv Tyler, Viggo
Mortensen, Sean Astin, Cate Blanchett, John Rhys-Davies,
Billy Boyd, Dominic Monaghan, Orlando Bloom, Christopher Lee,
Hugo Weaving, Miranda Otto, Bernard Hill, Brad Dourif, Andy
Serkis, David Wenham, Karl Urban e Bruce Hopkins.
Gênero: aventura
Duração: 179 minutos
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