Resenha: Agentes da S.H.I.E.L.D.

Por Zé Oliboni
Data: 27 setembro, 2013

Agentes da S.H.I.E.L.D.Nos quadrinhos de super-heróis, o conceito de a editora ser um “universo” onde coexistem suas criações ajudou não só a conceber diversas histórias reunindo os personagens, mas a consolidar esses superfantasiados como uma espécie de mitologia moderna.

Quando os heróis começaram a ir para o cinema, sempre houve aquele anseio dos fãs de ver estes ou aqueles personagens juntos, mas isso parecia inviável. Ideia de um supergrupo como os Vingadores era uma espécie de sonho impossível, até a Marvel Comics começar a interligar seus filmes.

Começaram com pequenas cenas após os créditos e uma ou outra indicação de que esses personagens coexistiam. Anos depois, tudo isso foi reunido no apoteótico filme dos Vingadores, coroado com um grande sucesso de público e crítica.

Agora, a Marvel dá mais um passo para aumentar sua presença, com o seriado focado na S.H.I.E.L.D e sua missão de proteger um mundo com superseres, aliens e tecnologia inimaginável.

O primeiro episódio da série abre com uma narração de Cobie Smulders no papel da vice-diretora Maria Hill, apresentando esse universo em que a série está inserida e no qual heróis, deuses e monstros são conhecidos pelo público e põem em risco a vida de todos.

Uma das grandes expectativas para esse episódio era em torno da revelação sobre o que aconteceu com o Agente Coulson – Clark Gregg. No filme dos Vingadores, sua morte foi o empurrão que faltava para os heróis se unirem e, ao que tudo indicava, ele realmente tinha morrido na história.

Na série, fica no ar um certo mistério sobre a volta de Coulson. O agente acredita que foi salvo a tempo e, depois de um período de recuperação, voltou à ativa. Mas, numa conversa entre Maria Hill e o médico da S.H.I.E.LD., fica claro que não foi isso que aconteceu e o espectador terá que aguardar para descobrir a verdade. As especulações, no geral, falam que ele é um MVA (Modelo de Vida Artificial) – um robô usado como dublê, que apareceu várias vezes nos quadrinhos.

No primeiro episodio, além da formação de um time para a série com dois agentes bons de briga e dois técnicos nerds, fica no ar a existência de uma organização que está criando super-humanos, combinando várias tecnologias apresentadas nos filmes, e esse grupo será um dos principais inimigos na série.

A produção do episódio-piloto foi relativamente boa para a TV, o que é bacana para o público, mas muito arriscado, pois esse tipo de série tende a ser muito cara e precisa de uma alta resposta da audiência para se sustentar.

No geral, o início foi bem divertido e promissor. Talvez ainda precise acertar um pouco o ponto do humor e a sintonia entre os atores. A aparição de alguns dos personagens dos filmes também seria bem interessante – o primeiro episódio, certamente, ficaria com um ar mais grandioso com Nick Fury abrindo a série -, mas o caminho certo está traçado.

Como nos filmes da Marvel, o seriado é feito para agradar o grande público, mas com várias referências para alegrar o fã de quadrinhos.

Carros voadores, bugigangas de alta tecnologia para espionagem, lutas, intrigas e super-heróis são uma receita promissora para uma série de vários anos, principalmente com a promessa de interligar tudo isso aos vários filmes que ainda virão. Agora resta esperar a resposta do público no decorrer da temporada.

Agentes da S.H.I.E.L.D. é transmitido no Brasil pelo canal pago Sony às quintas-feiras, às 21 horas.

Agentes da S.H.I.E.L.D.

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