A Paixão do Arlequim, mais uma obra de Neil Gaiman pela Conrad

Por Marcelo Naranjo
Data: 15 novembro, 2002

Por Marcelo Naranjo, sobre o Press Release

A Paixão do ArlequimChega na próxima semana às principais bancas e livrarias, pela Conrad Editora, A Paixão do Arlequim (formato 27 x 17,8 cm, 48 páginas coloridas, R$9,90), uma das mais recentes histórias em quadrinhos de Neil Gaiman, criador de Sandman e autor de Deuses Americanos.

Nesta obra que mescla fantasia e amor, Neil Gaiman e John Bolton (de Livros da Magia) transportam para os dias de hoje a clássica Commedia Dell’Arte italiana, sobre um amor servil e desesperado de um bufão mágico, o Arlequim.

A história começa quando o Arlequim, literalmente, prega seu coração na porta de Missy, a mulher que ele escolheu ser sua Colombina.

Enquanto a jovem retira o coração de sua porta, colocando-o num saco plástico, olha à sua volta tentando descobrir de onde veio esse presente tão raro de dia dos namorados.

Os eventos subseqüentes se desenvolvem em torno do que Missy faz com o coração do Arlequim, enquanto ele a segue pela cidade, cada vez mais apaixonado.

Nesta aventura envolvente, os personagens dançam entre um mundo de tons pastéis e traços impecáveis de Bolton, nos quais o Arlequim é, de longe, a mancha de cor mais brilhante de cada página.

Este é um romance trágico e bizarro, no qual o Arlequim encontra as estrelas da Commedia Dell’Arte em várias dos personagens que ele espia no decorrer da história.

Primeiro, claro, vem Missy, que o Arlequim enxerga como a Colombina. Depois, encontra quem acredita ser O Doutor e o Pantaleão… E ele se diverte com isso, dando a cada um seu devido tratamento.

Também há menções ao Pierrô, outro arquétipo da Pantomima, irremediavelmente apaixonado pela Colombina, e mal-sucedido na busca pelo seu amor. Em determinado ponto, o Arlequim fala para si mesmo o quanto está se sentindo “quase como um Pierrô, o que é péssimo para um Arlequim”.

Mesmo para os que não estão familiarizados com a Commedia Dell’Arte e a Pantomima (ou Arlequinada), Gaiman dá a cada referência contexto suficiente para que a
história faça sentido.

Para aqueles que querem se aprofundar no significado do texto, a novel traz três páginas-guia referentes à Arlequinada, com a história da Pantomima e da Commedia Dell’Arte, e a descrição de todos os arquétipos. Há ainda uma história sobre Bolton e uma breve e fantasiosa biografia de Gaiman.

Confira abaixo alguns comentários sobre A Paixão do Arlequim.

“Se você gosta de contos fantásticos e de horror, então este é definitivamente um livro para você. Você poderá devorá-lo em uma hora, mas levará anos digerindo-o.”

Erin Donahoe, Strange Horizons

“Aqueles que já passaram um Dia dos Namorados sozinhos sabem que a data fria de junho pode ser difícil de suportar. Gaiman e Bolton querem que você saiba que só é preciso uma faca, um garfo e um vidro de catchup de qualidade!”

The Diamond Bookshelf

“Gaiman (…) não tem medo de mostrar suas raízes literárias e gosta de deixar seus leitores provarem isso. Assim, aqueles que estão mais inclinados podem adquirir mais conhecimento (…) A arte de Bolton é feita de modo belo e realístico, tanto que ler o livro é como assistir a um filme. Adultos que gostam de romances com um pouco de mordidas vão adorar.”

The Diamond Bookshelf

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