A santíssima trindade da DC Comics

Por Sérgio Codespoti
Data: 11 dezembro, 2002

Trinity #1Não são apenas as capas da revista mensal Green Arrow que Matt Wagner está fazendo para a DC Comics. A minissérie em três edições chamada Trinity (Trindade, em português), estrelada por Super-Homem, Batman e Mulher-Maravilha, contará com argumentos e arte de Wagner, e foi uma das novidades que a editora confirmou recentemente.

A trama mostrará o primeiro encontro da Princesa Amazona com seus dois futuros companheiros no combate ao crime, e se passa pouco tempo depois de ela ter deixado Themscyra para viver na Terra.

“Como pode ser visto pelo título, o que eu realmente apresentarei é o que faz desses três personagens os principais ícones do Universo DC“, disse o autor. “O que os une de maneira tão forte, porque esse é, realmente, o santo triunvirato dos arquétipos de super-heróis. O deus da luz, o das trevas e a deusa”.

Mesmo com essa análise, o objetivo dele não é dar esse tom de ícones à história. “A minissérie faz parte da cronologia. Não é a primeira incursão da Diana ao mundo dos homens, mas se passa durante esse período; e ela não está acostumada a interagir com homens. Ainda está tentando entendê-los, e aí encontra com esses dois exemplos extremos da espécie masculina”, revelou.

Como a aventura se passará no início de carreira dos personagens, Wagner faz algumas observações. “É preciso lembrar que Clark foi descobrindo seus poderes e responsabilidades aos poucos, ao longo de sua vida adulta. Já Bruce perseguia seu objetivo de uma maneira mais orientada e metódica. Como disse, Diana é nova nesse cenário. O Super-Homem é uma grande celebridade, e a existência de Batman é pouco conhecida pelo público em geral”, explicou.

Matt Wagner também enumerou o que gosta em cada um dos personagens. “No Super-Homem, é o seu senso de otimismo: Ele é ciente do sacrifício que seus pais fizeram por ele, e sente ser seu dever ajudar todos que puder. Ele acredita que os esforços de uma única pessoa podem ser o suficiente para impedir o maior dos desastres”.

“No Batman, é seu senso de sacrifício. Ele nasceu a partir de um ato de violência, e toda a sua vida foi planejada para tentar fazer com que ninguém passe pelo mesmo tipo de tragédia. Essa é a parte do Batman que abomina violência e, ainda assim, abraça esse método para reverter a situação”, disse.

“Já na Mulher-Maravilha, é o seu senso de honra. Ela não teme lutar se a situação pedir isso, mas enfrenta todos os oponentes com o respeito de um guerreiro. Para Diana, o mal é um conceito errado, e seus perpetuadores merecem mais pena do que ódio”, finalizou.

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