Depois de bastante polêmica, Brakan – O Vingador volta às bancas

Por Marcelo Naranjo
Data: 3 dezembro, 2002

Por Marcelo Naranjo, sobre o press release

BrakanBrakan – O Vingador (formato 21 x 28 cm, 48 páginas, preto e branco, R$ 3,90), foi criado 16 anos atrás, para ser utilizado nas páginas da revista A Espada Selvagem de Conan, quando o título era editado pela Editora Abril, mas, por motivos desconhecidos, permaneceu inédito no Brasil até o ano passado. Nesse período, entretanto, foi editado na Europa.

No primeiro semestre de 2002, a Opera Graphica decidiu apostar nesta publicação estilo “espada & feitiçaria”, em formato magazine, com capa pintada e com miolo preto e branco. Mas a primeira edição foi alvo de uma grande polêmica com a Mythos Editora, que solicitou o recolhimento das edições, por considerar o personagem um plágio de Conan, o Bárbaro.

Em suas páginas, contava-se a história de um herói selvagem, de uma era perdida no tempo, repleta de seres mitológicos, mulheres fatais e entidades do além. No melhor estilo das epopéias de Robert E. Howard, o grande diferencial foi sua dupla de criadores: os brasileiros Júlio Emílio Braz (roteirista) e Mozart Couto (desenhista).

Em Brakan, eles se superaram, devido, principalmente, ao grande conhecimento que possuem sobre o tema. A receptividade entre os leitores foi tão boa, que a Opera Graphica encomendou à dupla uma segunda edição – mais dinâmica que a primeira – com uma nova aventura.

Desta vez, Brakan se vê as voltas com seres infernais e, para impedi-los de tomar posse de todo o planeta, é obrigado a se unir a um velho ancião, que guarda muitos segredos e enorme poder!

Brakan protagoniza duas aventuras. Na primeira, o traço de Couto é mostrado sem o uso de nanquim, dando um clima todo especial à aventura; e na segunda, sua arte está mais vigorosa que nunca. A trama desenvolvida por Braz, vai além do esperado, proporcionando um final, no mínimo, inusitado.

A edição traz ainda a estréia da personagem Ginah numa aventura backup, com roteiro de Franco de Rosa e arte de Valdir Fernandes.

Resta saber se Brakan # 2 não representará o surgimento de uma nova rusga entre a Mythos e a Opera Graphica.

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