Devir lança três novos álbuns

Por Sérgio Codespoti
Data: 20 agosto, 2002

Por Sérgio Codespoti

A Magia de AriaMais dois bons lançamentos da Devir devem chegar ao mercado. O primeiro deles é A Magia de Aria, um álbum de 104 páginas, com roteiro de Brian Holguin (de Spawn e Kiss: Psycho Circus) e arte de Jay Anacleto, publicada nos Estados Unidos pela Image Comics.

A Magia de Aria (lançamento no Brasil e em Portugal) conta a história de Lady Kildare, uma princesa das fadas exilada na cidade de Nova York. Mas surge uma ameaça não só à sua vida, mas a todo o universo, que irá transportá-la, e ao leitor, aos bucólicos campos ingleses e à terra das fadas. Assim, ela e seus companheiros enfrentarão o Senhor das Trevas numa luta sem tréguas.

A Pior Banda do MundoOutro lançamento (simultâneo com Portugal e Espanha), é A Pior Banda do Mundo Vol. I: O Quiosque da Utopia. Este álbum de 72 páginas é uma das maiores obras de José Carlos Fernandes, e a primeira de uma série, de, pelo menos, mais quatro títulos (pela ordem: O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante, As Ruínas de Babel, A Grande Enciclopédia do Conhecimento Obsoleto e O Depósito dos Refugos Postais).

José Carlos Fernandes nasceu em Loulé, em 1964, e é um dos autores portugueses de “banda desenhada” mais prolíficos da atualidade, com mais de 2 mil páginas produzidas nos últimos 10 anos. Entre suas obras mais famosas estão Irrealidades Quotidianas, Um Catálogo de Sonhos, Coração de Arame (já publicado pela Devir), Daqui a Pouco, Crossroads, As Aventuras do Barão Wrangel e A Pior Banda do Mundo.

Página de A Pior Banda do MundoA Pior Banda do Mundo é composta por Sebastian Zorn (serrilhador de selos), Ignácio Kagel (fiscal municipal de isqueiros) e Idálio Alzheimer (verificador meteorológico). A banda ensaia numa antiga sapataria fechada em 1958. Inepta e desastrada, tem pretensões jazzísticas, mas o resultado é puro caos.

Seus membros são meros habitantes de uma cidade sem nome, em algum lugar entre a Nova York de Benn Katchor, a Praga de Kafka e a Buenos Aires de Jorge Luís Borges. Além da banda, outros personagens, como o compositor Dimitri Sikorski, o vidente Cornelius Gauss, o bibliotecário Leopoldo Nazca e Kaspar Grosz, o líder do Partido Nacional Idiossincrático, fazem parte deste curioso universo.

A Saga dos Cavaleiros DragõesO álbum entrelaça a vida desses personagens em histórias de duas páginas, de humor e melancolia, que podem ser lidas de maneira aleatória, mas que adquirem um panorama maior quando se lê a obra em sua totalidade.

“Nesta série, tentei concentrar ao máximo a narrativa. Todas as idéias são comprimidas em duas páginas, jogando simultaneamente com três níveis de discurso – as imagens, o discurso direto dos personagens (os balões) e a narrativa em off – que algumas vezes se completam, e em outras se contradizem, criando um efeito irônico”, disse o autor.

Para encerrar, o álbum franco-belga A Saga dos Cavaleiros Dragões, de Ange (roteiro) e Varanda (desenho), no formato 21 x 28 cm, colorido, 64 páginas. É o primeiro de uma série de quatro livros.

A série fala sobre uma ordem religiosa, composta por mulheres virgens, que combatem os dragões que assolam um continente. Jaina, da Ordem dos Cavaleiros Dragões, e a sua escudeira Ellys partem para enfrentar a besta.

Página de A Saga dos Cavaleiros Dragões

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