Esses adoráveis idiotas…

Por Marcus Ramone
Data: 6 maio, 2004

As HQs são ricas em personagens nada inteligentes, e que, por isso mesmo, conquistam cada vez mais leitores

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Yellow KidOs intelectuais que perdoem a afirmação, mas idiotice é fundamental. Pelo menos nas histórias em quadrinhos. Afinal de contas, personagens com alguns neurônios a menos sempre estiveram presentes nas HQs, e continuam figurando na lista de preferência dos fãs de todas as gerações. E isso já vem de muito tempo. Por isso, acomode-se bem na cadeira, porque esta é uma lista beeeem extensa!

Yellow Kid (O Menino Amarelo), surgido em 1895, por obra de Richard Felton Outcault e oficializado como o pioneiro das HQs da História, também pode se considerar o néscio original da nona arte. Com aquele rosto à la Alfred E. Newman (o debilóide mascote da revista Mad, um dos imbecis mais queridos pelos leitores no mundo), esta ingênua figura ainda se vestia como um fugitivo de hospício.

Mutt e JeffEm 1915, Mutt e Jeff estrearam seu título próprio nas tiras de jornais. Jeff era um abobalhado que entendia tudo ao pé da letra e tinha as mais estapafúrdias idéias para resolver pequenos problemas.

Reco-Reco, Bolão e AzeitonaNo início da década de 1930, o Brasil deu sua primeira contribuição, quando Luiz Sá criou o trio Reco-Reco, Bolão e Azeitona, garotos tão traquinas quanto idiotas, que gozaram de muito sucesso na época.

Pouco depois, em1932, apareceu nos Estados Unidos o garoto mudo Pinduca, de Carl Anderson.

Seja nas HQs infantis ou adultas, de super-heróis ou de terror, esses personagens divertem espalhando humor, raiva, medo e muitas outras sensações. De uma forma ou de outra, eles são os adoráveis bobocas dos gibis.

Pinduca

As eminências parvas

Homer SimpsonNão há como negar que certos nomes entraram para o panteão das “antas” dos quadrinhos. Reconhecidos, inclusive, pelos menos afeitos à arte seqüencial, alguns são usados até mesmo como adjetivos pouco elogiosos contra seus pares do mundo real.

Quem está na “crista da onda” quando se fala em idiotas é o insuperável Homer Simpson. Ele é tudo que não se espera ver num pai, marido e vizinho, mas é o que todos querem encontrar num personagem de desenhos animados e quadrinhos humorísticos.

Preguiçoso, inútil, lento de raciocínio, ignorante, mal-educado e isento de qualquer traço que lembre vagamente a inteligência, Homer é atração garantida tanto na TV quanto nos gibis.

Groo - A Ira de Pipil KhanTais características também se encaixam em Groo, o errante. Eliminando o fato de que não é nem um pouco preguiçoso (não perde uma peleja por nada neste mundo), ele é composto pelos piores atributos que se possa encontrar numa criatura tão… coió. Nunca sabe se está do lado certo de uma guerra, não se lembra se está zangado com algum inimigo desde o último encontro, e ainda possui outras particularidades nada admiráveis.

PatetaPateta, o inseparável amigo do camundongo Mickey, traduz em seu próprio nome o fardo que carrega. Nada dá certo para ele. Não consegue realizar a mais simples tarefa (em casa ou nas raras ocasiões em que arranja um emprego) sem causar confusões, machucar-se ou estragar o dia de alguém.

PeninhaOutro ícone desse quesito, também morador de Patópolis, o desastrado, incapaz e pueril Peninha continua sendo um sucesso no Brasil. Mesmo sem histórias inéditas produzidas por aqui (o único país onde o personagem foi elevado à categoria de “peso-pesado” dos quadrinhos Disney), ele ainda é um dos mais queridos dos leitores, e vem sendo apresentado aos mais novos por meio de ocasionais republicações em revistas como Disney Especial e Pato Donald.

Pena das SelvasInesquecíveis também são os impagáveis Pena Kid, Pena das Arábias, Pena das Selvas e Pena das Cavernas, versões alternativas do Peninha concebidas pelos estúdios Disney da Editora Abril. Não é preciso dizer que superaram o original em idiotices.

Pena KidFagundes, o maior puxa-saco dos quadrinhos, é um inútil que não tem opiniões próprias ou idéias definidas. A cria do cartunista Laerte ganhou uma versão em carne-e-osso para o programa humorístico TV Pirata, da Rede Globo, no final da década de 1980.

Fazendo o caminho inverso, em 1989, o apresentador de televisão Sérgio Mallandro ganhou um gibi com seu nome. Como um personagem acriançado, era um dos mais imbecis da época (em todos os sentidos).Bobrinha

Criados pelo jornalista Dario Carvalho Jr., os toscos Bobrinha e Chica são alguns dos protagonistas das tiras Só Dando Gizada, que foram publicadas no jornal Correio Popular (da cidade de Campinas, São Paulo). Os dois são ingênuos garotos que satirizam as corriqueiras situações das escolas numa sala de aula.

Superimbecis

Morcego VermelhoCom grandes poderes, vêm grandes confusões. Eles se aventuram vestindo uniformes coloridos e saem por aí combatendo (ou melhor, tentando combater) o crime, transformando seus nomes em motivo de piada.

Imagine um “herói” cuja identidade secreta é o Peninha. Morcego Vermelho é o hilário alter ego desse pato atrapalhado, e até que encontra seus momentos de glória, quando captura um vilão ao tropeçar e cair sobre ele. Mas a verdade é que o pretenso paladino é tão parvo que só continua na carreira por conta do altruísmo do Coronel Cintra, que ainda o deixa bancar o apoio da polícia.

SuperpatetaO personagem é uma das criações brasileiras para a Disney que obteve mais sucesso, e chegou a protagonizar alguns almanaques próprios pela Editora Abril.

O Superpateta até que detém um alto índice de popularidade entre os patopolenses e recebe a gratidão dos policiais por sua bem-vinda ajuda. Porém, isso não o impede de, acidentalmente, destruir metade da cidade, ser enganado pelos vilões com uma freqüência gritante, e esquecer de renovar seu estoque de superamendoins debaixo do chapéu (o que sempre o deixa vulnerável no meio de uma batalha, quando o efeito passa e o herói volta a ser o simples Pateta). Também ganhou várias edições de um almanaque no Brasil.Morcego Verde

O Rio de Janeiro também tem seu super-herói “nada esperrrrto”. O Morcego Verde é o defensor da Vila Xurupita. Ou, pelo menos, pensa ser. Apesar de, em sua identidade secreta de Zé Carioca, o papagaio não ser nada idiota, o manto do heroísmo realmente não lhe dá a mesma condição. Suas trapalhadas e tolices, porém, fazem a alegria dos fãs do mais brasileiro dos personagens Disney.

OvermanFalando em heróis nacionais, tudo leva a crer que não estamos muito bem representados. Overman, por exemplo, não fica atrás como símbolo da mediocridade. Está bem, como burrice não mudou de nome ainda, vale pegar mais pesado: o morador mais ilustre de uma pensão qualquer no Ipiranga, em São Paulo, é o mais completo idiota da categoria.

Graças aos céus, pois a criação de Laerte rendeu uma das mais gratas publicações tupiniquins de 2003, a compilação de tiras Overman – O álbum, o mito, lançado pela Devir.

Na extinta revista Os Trapalhões, publicada de 1974 a 1988 pela também falecida Bloch Editores, eram comuns as sátiras a famosos super-heróis americanos. Eles viviam no Brasil, tinham nomes divertidos (Nêga Maravilha, Frangasma e outros) e foram os maiores palermas que já haviam vestido aqueles célebres uniformes. Até a SWAT, polícia de elite norte-americana, que nos anos 70 foi tema de um seriado televisivo, era alvo das chacotas de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias quando eles encarnavam a Trapasuat.Os Trapalhões

Simplórios eram os componentes da Liga da Honra, que apareceram na edição especial A Pro, trazida ao Brasil pela Devir em 2003. Produzida por Garth Ennis, Amanda Conner e Jimmy Palmiotti, a história mostrou uma descarada “releitura” da Liga da Justiça, com membros tão bobocas que causavam ânsia de vômito em sua nova integrante, a prostituta sem nome que protagonizou a revista.

Na sexta edição de Hitman (Brainstore, 2003), outra dessas inacreditáveis equipes surgiu. Para ajudar seu amigo Tommy Monaghan contra uma horda de demônios, o bebum e arremedo de herói Sixpack reuniu alguns paspalhões com poderes risíveis, como Jean de Baton-Baton (que derrotava os inimigos dançando balé e gritando seu nome incessantemente) e Catarro (cuja arma eram potentes escarradas). Sem dúvida, os Defensores da Justiça fizeram daquele um dos arcos de histórias mais divertidos da revista.

Capitão CavernaAinda se pode citar os heróis bobocas dos desenhos animados e quadrinhos de Hanna-Barbera, como o troglodita Capitão Caverna (que acompanhava as Panterinhas em investigações policiais) e o bocó Hong Kong Fu (lutador de artes marciais que só vencia os inimigos com a ajuda de seu gato, China). Os personagens compunham as páginas dos gibis HB que a RGE e a Editora Abril publicaram nos anos 70 e 80.

Até mesmo os personagens mais astutos, que estejam longe de figurar entre os paspalhos dos quadrinhos, estão sujeitos a momentos de imbecilidade. Isso aconteceu com Peter Parker na saga Crise de Identidade.

Hong Kong FuIncapaz de usar o uniforme de Homem-Aranha, Parker colocou um saco de papelão na cabeça e se tornou o… Homem-Vergonha! As conhecidas piadinhas infames, aliadas ao vestuário ridículo, levaram o escalador de paredes a situações das mais cômicas. A aventura foi publicada em A Teia do Aranha # 121 (Editora Abril, 1999).

O cabeça-de-teia também foi alvo de uma sátira escrita e desenhada pelo espanhol Enrique Vegas. Es-Piderman é uma revisão caricata e desmiolada do aracnídeo, que foi publicada na Espanha no gibi Colección Satélite # 3 (Dude Comics, 2002) e continua inédita no Brasil.

Dois heróis baixinhos e forçudos entram nessa galeria de patetas. Um é Grunge, da equipe Gen13, cuja característica marcante, além de seu intelecto pouco desenvolvido, é o fato de namorar uma das mais belas garotas do grupo.

O outro é Aríete, um dos integrantes dos Mestres do Universo, aliados de He-Man nas batalhas contra o maléfico Esqueleto. O personagem, literalmente, usa a cabeça para combater os inimigos. Não é de se espantar que, levando tanta pancada no cocuruto, seja assim tão idiota.

ChicoDessa turma do Planeta Etérnia ainda faz parte o mago Gorpo, um trapalhão que não acerta nenhum feitiço e ainda põe em risco as missões de que participa.

Embora não prime pela coragem ou possua superpoderes, o gorducho Chico, parceiro de aventuras de Zagor, merece constar da lista dos heróis das HQs, mesmo que no âmbito dos bobocas. Apesar de escravo do próprio estômago e esbanjando um físico que não assusta nem uma mosca, o rotundo mexicano está ao lado do Espírito da Machadinha em todas as ocasiões, e já salvou sua vida por diversas vezes, enfrentando perigos que normalmente lhe fariam fugir em disparada.

Muito querido pelos leitores da Bonelli Comics em todo o mundo, Chico há anos é título de uma HQ na Itália. Algumas dessas edições foram aqui publicadas pela Record, nos anos 90. Outras estão prestes a aportar, ainda em 2004, sob a chancela da Mythos Editora. Nada mal para um digno representante da classe dos idiotas.

Uma das mais divertidas séries de super-heróis miolos-moles é Super-Zeros, em que dois irmãos faxineiros beberam isótopos radiativos contidos numa garrafa e se transformaram em Manly Man (com um grande coração e um cérebro minúsculo) e Bluebird (o cínico e mais velho da dupla).

Totalmente submissos à mãe, eles têm o horário do almoço e o uso do carro regulados pela velha, e nunca saem para uma missão antes das refeições. As tiras dos personagens (criados pelo norte-americano Mike Luckovich) foram lançadas no Brasil pela Editora Opera Graphica, na revista Calvin & Cia. # 1, em 2001. Aqui, tiveram seus nomes traduzidos para, respectivamente, Varonil Man e Mosca Azul.

O garoto Fox, líder dos Combo Rangers (criação do brasileiro Fábio Yabu), merece estar aqui como um alerta contra o desprezo pelos estudos. Avesso a isso, ele demonstra ser um pouquinho burro, contrastando com Lisa e Kenji, seus estudiosos e inteligentes colegas de equipe.

Há de se fazer uma menção honrosa a um super-herói que teve sua única aparição num conto publicado na antiga revista Casseta Popular # 27 (Toviassu, 1990), do grupo de comediantes Casseta & Planeta.

Com ilustrações de Walter Vasconcelos, a história contava a origem do Falha Humana, um energúmeno que podia ler pensamentos… o dele, não os das outras pessoas. Além disso, tinha o dom da invisibilidade; porém, somente ele não podia se ver, enquanto qualquer um conseguia enxergá-lo perfeitamente. Enfim, um típico idiota.

Fagundes

Solomon GrundyCalibanVilões

Fossem todos assim, os bandidos não seriam um problema difícil de encarar. As histórias em quadrinhos estão cheias de vilões imbecis cujo único crime é matar o leitor de rir.

É claro que os estúpidos Solomon Grundy, Crocodilo, Scarface e Bizarro, da DC Comics, e Russo, Lagarto e Caliban, da Marvel, são letais o suficiente para causarem mais pavor do que crises de riso. Entretanto, são raríssimas exceções num universo de puro humor.

Senhor X e os Agentes XAs HQs Disney têm muitos desses hilários facínoras. Alguns deles, concebidos no Brasil.

É o caso do Senhor X e seus ajudantes, X-1, X-2 e X-3. Tanto o chefe como os subordinados são criaturas com um nível mínimo de inteligência, sempre prontos a estragar um plano quase perfeito.

Na mesma onda, o Metralha Azarado (ou 1313) é o saco de humilhações de seus primos e irmãos da quadrilha. Basta participar de alguma ação criminosa e seu azar trata de frustrar os planos e de pô-lo na cadeia. Também criado no Estúdio Disney da Editora Abril, o personagem aparecia, na maioria das vezes, nas aventuras sobre seus antepassados, contadas pelo Vovô Metralha.

Os irmãos DaltonContinuando em família, agora no Velho Oeste americano, os quatro Irmãos Dalton são ainda mais parvos. Proporcionalmente à estatura de cada um, em “escadinha”, a inteligência diminui. Tão certa quanto sua fuga da penitenciária, é a captura pelas mãos do cowboy Lucky Luke.

Talvez os mais tontos dessa turma sejam Tatu, Magricela e Boca-Mole, que formam a quadrilha chefiada pelo Professor Nefárius e vivem na Londres do começo do século 20. Apesar de cursarem a Universidade de Ciências Criminais, são verdadeiros imbecis que, quando muito, conseguem entender os pontos-chave dos golpes articulados pelo seu líder. Em toda aventura, são capturados por Sir Lock Holmes e Mickey, mas o chefe sempre consegue escapar.

Prof. Nefarius e sua gangueIsso leva a crer que certos vilões dos quadrinhos, a despeito de suas grandes mentes criminosas e astúcia incontestável, não são muito felizes na escolha dos comandados.

Assim como Esqueleto, que tem que se contentar com o auxílio de Mandíbula e Homem-Fera, dois seres sem iniciativa própria, presas fáceis para o herói He-Man.

O mesmo acontece com o poderoso Mumm-Ra, inimigo mortal dos Thundercats, que comanda os pacóvios Simiano, Chacal e Abutre.

A classe dos bandidos idiotas parece, mesmo, se adaptar bem a esses nomes de animais. A coisa lhes cai bem. É só lembrar que Canguru, Gibão, Urso e Rino, costumeiros visitantes das histórias do Homem-Aranha, também são indivíduos nada inteligentes.

Eufrazino Puxa-BrigaO Escorpião é outro inimigo do “teioso” que não prima pela destreza de raciocínio. Sua imbecilidade suscita pérolas memoráveis. Em Homem-Aranha # 26 (Panini Comics, 2004), numa conversa com um robô, saiu com esta: “E não sai espalhando por aí que rola um lance esquisito entre eu (sic) e o Aranha”.

O Gato Gatuno, pelo menos, é “de verdade”. Na tela da TV ou no gibi, é o mais divertido dos inimigos enfrentados pelo Supermouse, e tem o ajudante que merece: Bofe, o gato mais burro do reino animal.

Voltando aos humanos, Eufrazino Puxa-briga não leva muita vantagem nos combates contra o coelho Pernalonga. O astuto roedor é incomparavelmente mais esperto que esse baixinho bigodudo e desprovido de inteligência.

Em meados da década de 1980, o desenho dos Ursinhos Gummi estreou na TV e migrou, imediatamente, para os quadrinhos Disney da Editora Abril. No bolo, apresentou o impagável Sapulha, um monstrengo da turma da floresta que perseguia os pequenos ursos encantados. Seu bordão (“Mal, Sapão!”), proferido após algum ato idiota, marcou época.

Zum e BumRetrocedendo no tempo, é possível chegar à cidade de Lem (onde vive o Piteco), numa época qualquer em que reinavam os primeiros homens das cavernas. Os assaltantes já existiam; os idiotas, também, como comprovam Zum e Bum, que ainda hoje abrilhantam as páginas das revistas da Turma da Mônica, praticando as mais frustrantes e engraçadas tentativas de assalto.

A criançada também tem seus representantes da turma da vilania estúpida. Rebimboca, inimigo número 1 de Senninha, se atrapalha mais do que assusta.

Da mesma forma, Jão Balão e o ajudante Zé nunca acertavam em suas tramas esquisitas contra Pelezinho e seus amigos. O auxiliar sempre dava com a língua nos dentes quando tudo parecia prestes a dar certo.

Herman, um garoto grandalhão e tapado, tem inveja da esperteza e popularidade do Menino Maluquinho, e por isso quer esbofeteá-lo cada vez que se encontram. Mas o “filho” do cartunista Ziraldo não é fácil de ser derrotado, e escapa com muita criatividade dos ataques do adversário.

HermanEm mar aberto

Os leitores das aventuras de Asterix já se acostumaram a ver, em praticamente todos os álbuns lançados, os piratas bobalhões que são esmigalhados pelo baixinho gaulês, seu amigo Obelix e o cão Idéiafix.

Esses pirados vilões marítimos atingiram o cúmulo do ridículo quando, ao avistar uma embarcação que se aproximava e trazia a bordo os gauleses, imediatamente afundaram o próprio navio para evitar a surra que, certamente, levariam.. Nada mais estúpido.

No Brasil, os Piratas do Tietê não medem esforços para pilhar tudo que estiver no curso de suas viagens pelo poluído rio da capital paulista. Azar de quem cruzar seu caminho, sorte daquele que tiver oportunidade de ler as engraçadas tiras desses rudes personagens de Laerte.

Piratas do Tietê

Capitão Gancho, na versão Disney, também é um pirata de poucos recursos intelectuais. Seu imediato, o gago Barrica, nivela-se nesse quesito. Na Terra do Nunca ou costeando Patópolis, os dois são garantia de diversão nas situações mais toscas.

Panca de maiorais

Johnny BravoExistem aqueles chatos, metidos a sabe-tudo, mas que não passam de idiotas.

Um dos mais novos desse clube é Johnny Bravo. Após o sucesso no canal Cartoon Network, o narcisista e marombado conquistador barato estreou em HQ, no Brasil, na revista Cartoon Cartoons (Editora Abril, 2002).

Trilhando o mesmo caminho do canal para o gibi, a besta-quadrada Babão faz jus ao nome e constrange a espécie dos macacos babuínos.

Turma da Pata LeeBibelô, de Angeli, é uma versão brasileira e mais antiga de Johnny Bravo. Estrelando diversas tiras da saudosa Chiclete com Banana, era ainda mais rude e simplório que seu colega americano.

Mais ameno nessa área era o Parceiro, da turma da Pata Lee (quadrinhos Disney produzidos no Brasil e que eram publicados na revista Zé Carioca nos anos 90). O bonitão do pedaço provocava suspiros das garotas de Patópolis, mas não dizia uma frase com metade das palavras aproveitáveis.

PatolinoPatolino, entretanto, é o maior de todos. Abusado, se acha o dono da verdade e vira saco de pancadas do coelho Pernalonga. É fácil de se ludibriar, basta ter paciência de ficar ao seu lado por alguns segundos.

ChatotorixUm dos mais engraçados, sem dúvida, é o bardo Chatotorix, o mais insuportável da Gália. Sempre presente nas aventuras de Asterix, ele se acha o tal. Sua voz desafinada, entretanto, apavora homens e animais, quebra vidros e azeda o leite. Ao fim de cada história, enquanto todos comemoram com um farto banquete, o menestrel fica amarrado e amordaçado a uma árvore para não tentar estragar a festa cantando. Com todas as letras, é um boboca que não percebe o baixo grau de seus dotes artísticos.

Merv PumpkingheadMerv Pumpkinhead, zelador do Sonhar – o reino de Sandman -, não se conforma com a condição de mero empregado, e inventa mil maneiras para se sobressair em outras áreas. Já deu até uma de agente secreto, numa minissérie lançada aqui pela Opera Graphica. Suas bobagens e a própria aparência de abóbora, porém, lhe conferem um lugar de destaque entre os patetas dos quadrinhos.

DilbertA comédia corporativa de Dilbert (personagem de Scott Adams) é modelo de não-comportamento nas empresas de todo o mundo. Nerds e medíocres, ninguém se salva naquele ambiente de trabalho. Do cão Dogberto ao personagem título, passando pelo incompetente Chefe e o cínico Wally, todos têm desempenho abaixo da média; e só pensam em coisas banais (como a melhor forma de se mexer o café).

MushuMas nem todos são chatos. Os estúpidos Mushu (o dragãozinho de Mulan) e Sebastião (a estabanada lagosta de Ariel, a pequena sereia), ambos da Disney, são boas-praças cujo único defeito (além da estupidez) é terem uma auto-estima tão elevada que se acham indispensáveis como tutores e protetores das garotas.

Fauna e afins

OdieEles são irracionais e não são caracterizados como humanos, como outros personagens animais. Nem por isso se pode deixar de julgar sua burrice.

A espécie canina tem fortes representantes. Oddie, “amigo” por contingência de Garfield, pode não ser o mais conhecido, mas lidera este ranking. Nenhum outro é tão massacrado física e psicologicamente por um gato e permanece com um escancarado e idiota sorriso de satisfação.

Entretanto, é seguido de perto por Rantanplan, mascote da penitenciária que aprisiona os Irmãos Dalton. O que o diferencia de Oddie é sua habilidade para articular pensamentos. Bobos, mas, ainda assim, pensamentos.

PlutoOutro que sofre nas patas de um gato é Satchel, um cãozinho inocente e passivo, alvo das agressividades de Bucky. Os dois são atrações de Get Fuzzy, recente série de tiras surgida nos Estados Unidos e concebida pelo jovem autor Darby Conley.

Pluto, por sua vez, sempre leva a pior em seus passeios pela cidade ou pelo campo. Encontra outros animais que demonstram mais inteligência e arrisca a vida ou perde seu osso preferido em suas aventuras. Isso quando não importuna seu dono, Mickey, com latidos irritantes.

Salsicha e ScubiduJá Scooby-Doo (que nos quadrinhos brasileiros teve seu nome “adaptado” para Scubidu) tem um pouco mais de trejeitos humanos, embora seja um “bicho-grilo” com uma certa deficiência de intelecto. É o reflexo de seu dono, Salsicha (curiosamente, chamado de Barbicha nas histórias publicadas pela RGE e Editora Abril), um divertido imbecil que só consegue pensar em sanduíches e biscoitos caninos.

Da mesma família saiu Scubidão, o primo dentuço e bonachão, ainda mais atrapalhado que o outro.

Dinamite, o bionicão, foi um sucesso da TV que surgiu em 1976 e, pouco depois, estreou nos quadrinhos com o mesmo brilho. Apesar de ser um robô, seu cérebro artificial não lhe garantiu nenhuma inteligência privilegiada. É um dos raros andróides idiotas das HQs (categoria em que também se pode incluir o alienígena tecnorgânico Warlock, ex-membro dos Novos Mutantes, antiga equipe de adolescentes mutantes da Marvel).

A Hanna-Barbera ainda produziu outro cão paspalho, Penugem, o gigantesco e desastrado bichinho de estimação de uma pacata família.

TazO inofensivo urso Colimério estreou num desenho animado em que o Pato Donald o caçava num parque florestal. Atrapalhado, medroso e muito burro, nos quadrinhos o animal vive no bosque às margens do sítio da Vovó Donalda, de quem costuma roubar as deliciosas tortas de maçã que ficam esfriando na janela.

Mais conhecidos nas telas de cinema e TV, o Coiote e Taz, o Diabo da Tasmânia, também tiveram versões para os quadrinhos publicadas no Brasil. Devido a características mais apropriadas para os desenhos animados, à base de muito som e impacto visual, as situações cômicas não funcionavam tão bem nas HQs. Mas isso não impedia os fãs de encontrar boas histórias desses debilóides.

O Gato FélixOs felinos dos quadrinhos também têm seus idiotas. A começar pelo(a) mais antigo(a) deles, o(a) controvertido(a) Krazy Kat, de sexo indefinido e que adorava levar as tijoladas na cabeça que o rato Ignatz (sua paixão) insistia em lhe dar. Surgiu em 1911, da mente criativa de George Herriman e, após a morte do autor, não teve mais continuidade.

Também antigo é o Gato Félix, criado pelo australiano Pat Sullivan e cuja primeira aparição foi num curta metragem chamado Feline Follies, em 1900! Nos quadrinhos, ele estreou em 1923 e podia não ser um completo burro, mas irritava seus coadjuvantes com piadinhas e brincadeiras idiotas.

Tom & JerryTom e Frajola, outros felinos bitolados, só têm um objetivo na vida: capturar e engolir, respectivamente, o rato Jerry e o canário Piu-Piu. Os hematomas adquiridos ao fim de cada tentativa não os demovem do intento.

Os dois sempre foram garantia de boas vendagens de gibis. O título Tom & Jerry – Série Papai Noel, editado pela Ebal nos anos 50, foi um dos mais vendidos da história dos quadrinhos brasileiros. Até alguns meses, a dupla continuava nas bancas em uma edição mensal da Abril, recentemente cancelada.

FrajolaQuanto a Frajola e Piu-Piu, a revista também já teve seus momentos de glória nos anos 70 (pela RGE e Abril) e, depois, no final da década de 90 (novamente pela Abril, em edições com papel de luxo e formato americano).

Ainda há Batatinha e Gênio, os integrantes mais bobos da turma do Manda-Chuva; Pacato, que antes de se transformar em Gato Guerreiro (parceiro de He-Man) é uma criatura idiota; e Fat Freddy Cat, que fez ponta na série dos Freak Brothers e deixou saudades.

GarfieldMas, sem contestações, o maior destaque nesse quesito é o dorminhoco e preguiçoso Garfield, do cartunista Jim Davis. Apesar dos lampejos criativos para conseguir comida de seu dono (o parvo Jon Arbuckle), o cérebro do gato só formula pensamentos que contenham lasanha, cama quentinha e nocividade contra Oddie. Trata Pooky, seu ursinho de pelúcia, como se fosse vivo, e a ele confidencia seus problemas.

Animais bobões não faltam. Ran, do brasileiro Salvador, é uma rã que não reconhece sua condição de simples batráquio. Ao querer agir como humano, sofre os mais engraçados revezes.

O ratinho Espeto, primo de Jerry, só não é pego por Tom devido às intervenções providenciais de seu parente. O pequenino não tem a mínima noção dos perigos a que se sujeita ao sair desprotegido pela casa, e muito menos percebe que está correndo riscos.

Até entre os dinossauros há idiotas. Tecodonte, criado por Mauricio de Sousa, é um desses. Muito diferente de seu grande amigo, o filósofo Horácio.

LoucoLoucos de pedra

Histórias com esses malucos sempre rendem boas gargalhadas. Alguns, verdadeiramente loucos (daqueles que precisam urgente de internação num manicômio); outros, vítimas de uma “chapação” desvairada. Todos, porém, muito idiotas.

O Louco, personagem de Mauricio de Sousa que vive a atormentar o Cebolinha em situações pra lá de surreais, faz tanto sucesso no Brasil que, de vez em quando, ganha almanaques especiais em parceria com o garoto.

Baytor, um demônio que vivia numa torre do Inferno gritando “Eu sou Baytor” uma vez por segundo, apareceu no ano passado na revista Hitman (Brainstore). É impossível não explodir em risos quando esse idiota surge repentinamente bradando a mesma frase e irritando quem estiver por perto. O ser demoníaco ganhou a simpatia dos leitores desde então, e agora faz parte do elenco regular do título.

Pinky e CérebroCapitão Douglas (criado por Laerte) mantém até um cavalo dentro do apartamento, sem contar o fato de se vestir como um oficial do começo da República.

Quanto ao Vovô Fracolino, avô do Carequinha e da Aninha (turma da Lulu), é um decrépito que não pode ser deixado sozinho, sob o perigo de aprontar peraltices de criança. É divertido e carismático, mas dá um trabalho danado para os garotos.

Os Irmãos Warner, da série de TV Animaniacs, aportaram nas bancas brasileiras em 2002, na revista Pinky & Cérebro (Editora Abril). As esquisitices e situações malucas continuaram as mesmas, mas, infelizmente, o gibi durou apenas seis edições. No canal Cartoon Network, porém, os personagens continuam aprontando das suas.

O legionário Salamix é um caso à parte. Antes, era mentalmente são, mas depois de levar uma pancada na cabeça virou um imbecil. A própria fisionomia abobalhada que adquiriu, aumentou mais a carga cômica do personagem.

Lerdo e com sérias dificuldades de compreender simples determinações do centurião, ele foi um dos coadjuvantes do álbum Asterix na Córsega. Ao fim da aventura, entretanto, voltou ao normal.

O MáskaraFolião, da Turma da Pata Lee, é pouco conhecido, mas estreou num desenho animado Disney ainda na década de 1940, contracenando com Donald e Zé Carioca. Revivido no Estúdio Disney da Abril, tornou-se muito querido pelos fãs. Este, não há dúvidas, é um dos maiores doidos varridos das HQs.

Seguindo a lista, ainda há o Máskara (que por aqui já fez crossovers malucos com Batman e Lobo), e o palhaço Risadinha (da Turma do Lambe-Lambe, inesquecível criação de Daniel Azulay).

Freak BrothersPassando para os que sofreram os efeitos nefastos de misturas químicas, a barata Flit (de Fernando Gonsales) é uma preciosidade. Única no mundo viciada em naftalina, não fala nada que se aproveite. Caso raro de “porra-louquice” entre os insetos.

O paranóico Doy Jorge, outra criação “viajandona” de Glauco, anda com dois amigos também nada recomendáveis, Grinfa e Carreira, aprontando as maiores “paradas” num fusca velho ou em algum banheiro. O que sai daquelas mentes nesses momentos mágicos é simplesmente hilário.

Mas isso é fichinha para as maluquices dos Freak Brothers (Phineas Phreak, Freewheelin’ Franklin e Fat Freddy), uns dos ícones supremos do underground mundial, cujo “pai” é o cultuado quadrinhista Gilbert Shelton.

Definitivamente, antes ou depois desse trio de tapados, as HQs nunca produziram drogados tão imbecis (ou seriam imbecis tão drogados?).

Cientistas pirados

Professor GirassolPode soar paradoxal que gênios da Ciência, com mentes brilhantes e inteligência acima da média, constem de uma lista de idiotas. No entanto, que outra alcunha poderia ser imposta a indivíduos distraídos, atrapalhados e capazes de criar geringonças ridículas que muitas vezes não servem para nada?

O Professor Girassol, nesses pontos, se encaixa como uma luva. Some-se a isso uma pequena deficiência auditiva, e as situações engraçadas são garantidas nas aventuras de que faz parte nos álbuns de Tintim.

Professor PardalDr. Engano (das histórias do milionário Riquinho) não se diferencia muito. Suas invenções até que apresentam alguma utilidade – embora risível -, mas só trazem transtornos aos usuários. É também um desastrado incorrigível.

O maior representante dos cientistas malucos é o Professor Pardal, criado pelo mestre Carl Barks. Não só é o inventor das máquinas mais esquisitas, ridículas e inexplicáveis das HQs, como tem dois dos métodos mais idiotas de se buscar inspiração: o chapéu-pensador, um pequeno telhado com um ninho onde se encontram dois pássaros; e o pior, uma marreta com a qual atinge a própria cabeça.

Grandes e burros

ObelixO estereótipo de grandalhões de pouco cérebro é recorrente nos gibis. Quanto maiores, mais burros e mais diversão para os leitores.

Diretamente da irredutível aldeia gaulesa, Obelix reina entre os mais queridos. Quando criança, o fiel companheiro de Asterix caiu no caldeirão de poção mágica do druida Panoramix, adquirindo superforça. Hoje, é um brutamontes glutão temido pelo exército romano e que, muitas vezes, tira a paciência de seu amigo nos freqüentes surtos de burrice. Possui um cérebro minúsculo, mas um grande coração.

Bebê, integrante do inesquecível Esquadrão Atari (publicado no Brasil pela Editora Abril nos anos 80, na extintas revistas Heróis em Ação e Superamigos), não era assim só no nome. Alienígena com um tamanho descomunal, era a mascote e um dos membros mais poderosos do grupo, embora não passasse de um nenê chorão – literalmente.

Marreta, dos WildC.A.T.sOutro nas mesmas condições era o Bebê Gnu, que fez parte dos Novos Titãs por um breve período. Adotado pelos heróis ao ser tirado das garras do Gnus (inimigos ferrenhos da superequipe), a criatura tinha o tamanho de uma criança de poucos anos de vida, mas transformava-se num gigantesco e selvagem ser quando provocado, e conservava sua infantilidade.

A Image Comics, nos anos 90, apresentou alguns desses gigantes debilóides. Marreta, dos WildC.A.T.s, pode aumentar consideravelmente sua massa muscular, mas perde a inteligência na mesma proporção; Bedrock, do Youngblood, é idiota sem precisar mudar seu já descomunal tamanho; e Revanche, aliado de Glory, chega a ser hilário quando, ao aumentar de estatura, às vezes esquece que se encontra no meio de uma luta.

Bedrock do YoungbloodQuase desse jeito era Balbúrdia, da Geração X do Universo 2099 (saudosa linha alternativa da Marvel Comics).

No mesmo caminho, Bafo Printwhistle, o gângster de Fawcwet City (cidade do Capitão Marvel – DC Comics), falava o nome Ibac e se transformava no robusto vilão, sob o preço de perder um pouco de sua, digamos, desenvoltura intelectual.

O gigante (com todas as letras) Miudinho, criação de Alfred Harvey, era presença constante na revista Brasinha, que foi publicada pelas editoras O Cruzeiro, Vecchi e RGE do início dos anos 60 até o começo dos 80. Boa-praça, era o protetor da cidade de Mimosópolis e tinha uma ingenuidade cativante.

Lobo, arte de Simon BisleyRude, beberrão, medroso e pouco afeito a pensar demais. Esse é o volumoso Volstaag, um dos “deuses” de Asgard. Atração das mais bem-recebidas nas histórias de Thor (Marvel), quando vem à Terra se mete em cômicas situações, graças ao seu raciocínio de freqüentador de taverna.

Lobo, o último czarniano (o sujeito dizimou toda a população de seu planeta natal), é grotesco, assassino, sádico, mal-educado, desumano, mal-humorado e pra lá de cruel. Como se não bastasse, também não é muito inteligente. Isso o torna, necessariamente, o maior flagelo das histórias em quadrinhos.

RanxeroxMuito parecido com Ranxerox, o andróide carniceiro e tarado sexual criado pelos italianos Stefano Tamburini e Tanino Liberatore. O personagem, polêmico no mundo normal e festejado no underground, só pensa em matar e fazer sexo. É comum sofrer alguns estragos em sua programação, mas não precisa disso como desculpa para ser um “tontão”.

Drax é um monstro verde dotado de força descomunal, poder de vôo e… cérebro diminuto. Sua mente é facílima de ser manipulada, como aconteceu recentemente no gibi Quarteto Fantástico & Capitão Marvel (Panini Comics). É o elemento de humor em qualquer história que participe.

Draz, o destruidorFrank, da Turma do Penadinho, também é verde e forçudo. O Frankenstein
de Mauricio de Sousa desfila um verdadeiro festival de besteirol em suas
aparições esporádicas. Uma das melhores aconteceu em Mônica # 113 (Editora Globo, 1996). Os sobrinhos do Penadinho procuravam um lugar vazio e espaçoso para brincar de assombração. Acabaram encontrando a cabeça de Frank, ao avistá-lo se enroscando nos cadarços de seus sapatos quando tentava amarrá-los.

HulkNo entanto, o monstrengo esverdeado mais famoso de todos os tempos é, indiscutivelmente, o incrível Hulk. A criação de Stan Lee já passou por diversas mudanças, ora um idiota, ora conservando a mente do brilhante cientista Bruce Banner após a transformação. Atualmente, o Golias Verde voltou às origens: está burro, incontrolável e muito perigoso. Tudo ao gosto dos amantes da destruição e selvageria.

Por fim, do fundo dos esgotos para os quadrinhos surgiu o Rato Rutter (de Fernando Gonsales), uma aberração forte, estúpida e divertida das tiras de Níquel Náusea.

Ingênuos

AfonsinhoAlguns deles cativam o leitor, de tão ingênuos que se mostram. São apenas meigos personagens que não causam maiores conseqüências com suas faculdades mentais limitadas.

Afonsinho, amigo do Zé Carioca; Eddie Sortudo, companheiro de aventuras de Hagar, o horrível; Leitão e Bisonho, da turma do ursinho Pooh; Dunga, dos sete anões; Abel, irmão de Cain e morador do reino de Sandman; Cícero e Heitor, dois dos três porquinhos que sempre caem na conversa do Lobão; Frangão, o goleiro ruim de bola do time do Pelezinho; Gaguinho, da galera do Pernalonga; Tutubarão, o peixe baterista de uma banda de rock; Mo, do bar de Springfield, vítima constante dos trotes de Bart Simpson; Quindim, o rinoceronte do inesquecível gibi Sítio do Picapau Amarelo; o garoto Marcha-Lenta, da equipe de mecânicos do Senninha; Peçanha (da hilária tira de Laerte), que só quer agradar o vizinho Trancoso; o patinho Duque, da Hanna-Barbera; Tenente Escovinha, hierarquicamente acima do Recruta Zero, mas abaixo dele em Q.I.; o índio Cafuné, de Mauricio de Sousa; Joel, companheiro de traquinagens do Pimentinha; Bibo Pai e Bóbi Filho; e até o debilóide Recruta Biruta, todos são tipos simpáticos que atingem muitos graus na escala de asneiras, sem grandes traumas.

Eddie SortudoO problema é quando outros desses ingênuos chateiam, machucam, causam confusão e coisas menos desejáveis.

Mr. MagooAí se encaixam o Smurf Brincalhão; o míope e inconseqüente Mr. Magoo; o glutão Pancinha, dos ursinhos Gummi, por sua falta de treino em magia; Pinky e Cérebro, dois ratos de laboratório com mania de grandeza e a fim de dominar o mundo; o azarado Boinifácio, uma das últimas criações brasileiras para a Disney; o índio Mata-a-si-próprio, elemento de humor nas páginas do fumetto bonelliano Mágico Vento e que faz tudo ao contrário; Dom Pixote, que encarna todos as profissões possíveis nas histórias e sempre apronta poucas e boas; Zé Grandão, bastante sugestionável e, aliando isso à sua força, um perigo para os animais da floresta quando fica bravo Ze Grandão(embora não seja páreo para a astúcia do coelho Quincas); e o pato OK Quack, um alienígena que aparecia nas histórias do Tio Patinhas e procurava entender os terráqueos.

Mas alguns merecem uma atenção maior. É o caso de Dentinho, soldado do Quartel Swampy e coadjuvante das aventuras do Recruta Zero. A comparação lógica e rápida entre ele e um asno se faz necessária para tentar decifrar esse ser desprovido de inteligência. Ninguém nas HQs entende as coisas tão ao pé da letra como esse amável dentuço. Sem dúvida, um dos melhores personagens de Mort Walker, cujo nome original (em inglês), curiosamente, é Zero!

Personagens do Recruta Zero

O Gordo e o MagroZacarias, dos Trapalhões, sobressaía-se no gibi em meio aos outros três paspalhos. A ingenuidade e o jeito desengonçado dessa figura era uma grande atração da revista, mas não foi bem aproveitada quando passou da Bloch Editores para a Abril, no final dos anos 80 e se tornou uma criança.

Uma das maiores duplas cômicas de todos os tempos, Stan Laurel e Oliver Hardy, conhecidos no Brasil como o Gordo e o Magro, ganharam um desenho animado produzido pelos estúdios de Hanna-Barbera. Pouco tempo depois apareceu o gibi, publicado aqui pela Abril, em 1975. Apresentando situações mais tresloucadas que nos filmes, as histórias cumpriram muito bem o papel de apresentar os comediantes às novas gerações.

Mais um paspalho egresso das telas de cinema deu as caras nas bancas brasileiras, em título próprio lançado pela Ebal, nos anos 60. Jerry Lewis, o famoso comediante norte-americano, virou um personagem de quadrinhos tão imbecil como aqueles que caracterizava em seus filmes.

Mickey X #1Patetosco, recente personagem Disney que estreou no Brasil no gibi Mickey X # 1 (Editora Abril, 2003), é um lobisomem camarada, amigo dos animais e que acompanha e guia o rato detetive no Mundo do Impossível. Em algumas ocasiões, porém, o avoado sósia do Pateta é que precisa ser vigiado para não se meter em encrencas.

Fradinho Comprido, um dos dois “fradins”, genial criação do saudoso Henfil, acreditava que o Baixinho tinha salvação. O pequenino e sacana franciscano, todavia, o chateava, xingava e se aproveitava de sua ingenuidade.

Fradim compridoAs tiras dos personagens chegaram a ser publicadas nos Estados Unidos, mas por pouco tempo. Os leitores daquele país consideraram o material ateísta e contra o american way of life. Típico!

Pouco conhecido pelo grande público, o garoto Nico Demo, impressionante personagem de Mauricio de Sousa surgido em meados da década de 1970, nunca foi editado em gibis, somente em tiras de jornal.

Sempre querendo ajudar as pessoas, o menino só aprontava confusões, pois não pensava muito no absurdo de suas idéias. Como quando, tentando salvar alguém de um afogamento, jogou uma bóia na cabeça da vítima, que acabou desmaiando e, conseqüentemente, se afogando.

Tiradas como essa, cheias de humor negro, fizeram com que cartas de reclamação chegassem aos jornais. Assim, Nico Demo desapareceu de vez dos quadrinhos, até retornar no ano passado, numa coletânea lançada pela Editora Globo.

Nico Demo

Caminho da roça

Ze BuscapéPouco alfabetizados, eles não têm culpa de serem tão burros. Trabalhadores do campo, sua visão do mundo é bastante limitada, daí a subutilização da “massa cinzenta”.

Zé Buscapé, porém, nem trabalha e quase não vê a roça, quanto mais o mundo afora. Só dorme e balbucia algo que lembra vagamente palavras. É impossível algum neurônio morar em seu cérebro (partindo do princípio que ele tenha um). Surgiu em desenhos animados e foi para os quadrinhos na década de 1960, participando de publicações da linha Hanna Barbera da RGE e Editora Abril nos anos seguintes.

FerdinandoFerdinando (criado por Al Capp em 1934), por outro lado, é apenas um ingênuo. Um roceiro grandalhão, de gestos rústicos e pensamentos mais ainda. O sucesso no Brasil terminou com o fim do gibi que circulou nos anos 60 e 70, pela RGE.

Também concebido em 1934, o casal riponga Snuffy Smith e Lowizie, obra de Billy DeBeck, estreou nas tiras de Barney Google, com uma ambientação urbana que migrou para o campo graças ao sucesso que os dois fazendeiros alcançaram, passando a dar nome à série.

Como os cartuns Disney estão em todas, Urtigão é o representante dos roceiros. Só não é mais simplório que seu cachorro, que nem mesmo possui nome. Tem como inimigos os patos Peninha e Donald, para os quais não dispensa uma boa dose de chumbo de seu trabuco. Pela Editora Abril, teve uma revista própria lançada em 1987 e que durou até 1994.

Zé LeléTambém dos quadrinhos Disney, os ingênuos cães Napoleão e Lafaiete são os bichos-do-mato da série Aristogatas. Depois de muitos anos sumidos dos gibis, voltaram a aparecer em Disney Especial # 14 – Os Curiosos (Editora Abril, 2004), numa engraçada aventura em que vão à cidade e se deparam com os assustadores frutos do progresso.

O Brasil também possui seus broncos. Embora Chico Bento não seja um primor de inteligência, Zé Lelé, seu primo, ganha o troféu de “toupeira oligofrênica”. Suas asneiras conseguem surpreender pelo absurdo.

Seu Neném, fiel escudeiro do Compadre Tinoco, vive a ajudá-lo a bolar formas “artísticas” de caçar a onça Galileu, da Turma do Pererê (obra de Ziraldo). Não é sempre que entende de cara as idéias do outro, mas divide com ele o sonho de capturar o arisco felino.

Os detetives

Ed Mort
Nem só nos livros e no cinema existem investigadores bobocas.

Ed Mort, de Luís Fernando Veríssimo, surgiu nas crônicas do autor. Depois, o quadrinhista Miguel Paiva concebeu visualmente o personagem, que passou para as tiras de jornais e ganhou álbuns pela L±. Um loser de primeira, ele divide seu quarto com um rato albino e mais uma centena de baratas. Precisa dizer mais?

Sir Lock HolmesAuto-intitulado “o melhor detetive de Londres”, Sir Lock Holmes diverte pela empáfia. Toca horrivelmente seu violino (mas se considera um exímio musicista) e se apropria das idéias de Mickey – seu parceiro de aventuras – por ser incapaz de bolar as suas. Apesar de tudo, sempre frustra as ações criminosas do Professor Nefárius e sua gangue.

Por sua vez, 00-Zero tem suas próprias idéias, mas todas ridículas. Não
dá uma dentro, e somente graças a sua parceira, Pata Hari, e ao cãozinho
Lobo, consegue escapar das enrascadas que se mete na luta contra a Bronka.
00 ZeroO Inspetor Vivaldo, presente nas páginas da saudosa revista A Pantera Cor-de-Rosa (e em um meteórico título próprio) nos anos 70 e 80, resolvia os casos mais escabrosos, não sem antes pagar micos, sofrer acidentes e fazer deduções erradas. A narrativa das histórias, em primeira pessoa, era uma atração à parte: o detetive lançava mão de eufemismos para descrever as cenas em que se dava mal.

MortadeloMortadelo, parceiro de Salaminho como agente secreto da T.I.A., pode se transformar em tudo que desejar. É ingênuo, atrapalhado, e às vezes suas ações desastrosas acabam sobrando para o amigo, que leva a culpa por ele. Tem esse nome por se parecer (tanto física quanto mentalmente) com uma mortadela.

Pimba, da Disney, e o gato Olho-Vivo (que faz dupla com o rato Faro-Fino), da Hanna-Barbera, fecham a lista.

Sujos e escatológicos

FrauzioEsse estilo de idiotas é farto nas HQs nacionais. Muitos deles, os mais famosos, surgiram nos prolíficos anos 80.

Geraldão (criado por Glauco), que voltou a ser publicado, desta vez pela Editoractiva, é um drogado e onanista submisso à mãe; Bob Cuspe (de Angeli), um punk rejeitado pela sociedade, fala pouco e cospe demais na cara dos que não lhe convêm; Ramonão (concebido por este escriba), um gorducho que só pensa em sexo, palavrões e rock´n´roll, estreou de fato (somente em duas tiras) em 1996, no jornal Tribuna de Alagoas, e voltou a aparecer seis anos depois em dois fanzines.

Tem ainda Frauzio, de Marcatti, cujas histórias mostram a escatologia levada ao seu mais alto extremo. O personagem usa menos o cérebro do que outras partes do corpo.

Quanto a Grump, ele é um ser estúpido que apareceu há pouco tempo na extinta série Graphic Talents, da Editora Escala. Nascida por obra do competente Orlandeli, a ingenuidade dessa criatura só é superada por sua mente suja.

Beavis & ButtheadOs Skrotinhos, grande criação de Angeli, ainda são os reis. Tarados, poluídos mentalmente, desbocados e com uma compulsiva necessidade de sacanear o próximo, esses gêmeos fazem e falam as mais engraçadas besteiras.

Mas Los Três Amigos, cujos integrantes são as versões caricaturadas de seus criadores (Angeli, Glauco e Laerte), também se sobressaem. Em suas viagens em busca de sexo e outras diversões mundanas, encontram as mais diferentes formas de se dar mal. Nada espertos, deixam seus órgãos genitais falarem mais alto.

Em meados dos anos 90, o desenho animado Beavis & Butthead chegou a ser proibido de ser veiculado na MTV brasileira. Tudo contornado, a dupla migrou para os quadrinhos, apresentando seu humor recheado de palavrões, arrotos, flatos e muita imbecilidade.

GimbrinhasGimbrinhas, do português Dr. Panzerfaust, é um caso interessante de mudança de conduta. Surgiu nos anos 80 em livros escolares, sumiu e retornou recentemente com histórias animadas para o site O Mangalho Anti-Stress. Agora, é um personagem beberrão e estúpido.

Cara de CuO descontentamento com a vida fez com que Cara-de-Cu (criação de Garth Ennis e Steve Dillon para a revista Preacher) tentasse o suicídio, atirando no queixo com uma espingarda. Mas até a morte resolveu brincar com aquele idiota e não o levou embora. Deixou-o vivo, porém com o rosto parecendo um… bem, o nome do personagem já diz tudo. É verdade que o você-sabe-quem fala muitas palavras de baixo calão, mas é difícil entender os sons que saem de sua boca enrugada.

Em 2001, no gibi Canalha # 2 (Brainstore), o público brasileiro conheceu a série Perseguindo traseiros, dos europeus Sanchez Abuli e Darko Perovic. Tratava-se de um humor negro envolvendo um deficiente que se locomove numa cadeira de rodas empurrada por um cego. Aquele que enxergava descrevia para o outro, os dotes naturais das mulheres que perseguiam, correndo tresloucados pelas ruas da cidade.

Nos mangás

Goku quando criançaOs quadrinhos japoneses, em sua diversidade também repleta de heróis, vilões, garotas sensuais e criaturas esquisitas, não poderiam deixar de produzir alguns divertidos idiotas.

Só para citar alguns: lançados pela Conrad merecem destaque Goku, que quando garoto em Dragon Ball (Conrad) era tão inocente que chegava às raias da idiotice; e Ruffy, o protagonista de One Piece, outro que não prima nem um pouco pela inteligência. Seu negócio é dar pancada e se empanturrar de comida. Tem como concorrente nesse quesito Usopp, seu parceiro de aventuras.

Dr. SembeJá na JBC, o que dizer, então, do atrapalhado Eitarô, personagem principal do mangá erótico e quase pornô Love Junkies? Até perder a virgindade, era um completo abestalhado; e o quadro não mudou muito após a primeira vez. E em Shaman King esse papel de atrapalhado cabe ao baixinho Manta Oyamada, que sempre rende boas risadas quando encontra os espíritos que rodeiam seu amigo Yoh.

EitarôNo entanto, o grandíssimo campeão é o maluco Dr. Sembe, um inventor tão genial quanto idiota (especialmente quando se trata de conquistar mulheres) que, ao lado da andróide Arale, é responsável pelo hilário mangá Dr. Slump, que a Conrad “suspendeu” há quase um ano e continua sem dar qualquer informação.

Mulheres

Elas não poderiam ficar de fora deste rol. Nos quadrinhos as mulheres também se igualam aos homens em idiotices.

Luke & Tantra

Luke e Tantra, duas das mais recentes criações de Angeli, são adolescentes com cérebro de… adolescentes. Interagindo com punks, lésbicas, drogados e bebuns, o universo das garotas é recheado de muitas sacadas divertidas. Bares e lanchonetes são seu mundinho, gírias são o vocabulário recorrente, e os maiores desejos das meninas são perder a virgindade e virar estrelas do rock.

Olívia PalitoAninha, melhor amiga da Luluzinha, é o ponto fraco da dupla, por onde os meninos conseguem atingi-la. Facilmente engabelada, a garotinha sofre nas mãos do irmão Carequinha, que lhe faz promessas falsas de adesão ao Clube dos Meninos, em troca de algumas vantagens como um sorvete ou pedaço de bolo.

Olívia Palito é outra que cai fácil na conversa dos outros, principalmente de Brutus. Não importa quantas vezes seja surpreendida por alguma má intenção do bandido, sempre se deixa levar por sua lábia. Depois, basta sair gritando pelo Popeye e esperar a salvação.

Os Duendes StrunfsCom poucas aparições, mas o bastante para revelar sua personalidade idiota, Ursolina, namorada do Zé Grandão, une-se ao seu amor nas frustradas tentativas de captura ao coelho Quincas, passando por maus bocados e deixando-se fazer de trouxas. Os dois formam um lindo casal de “asnos”.

A cor dos cabelos é coincidência, mas a loura Smurfete é burra ao extremo. Entretanto, é a alegria da vila dos Smurfs (Schtroumpfs, no original francês), por ser a única fêmea entre centenas de duendes machos. A estréia dos personagens por aqui se deu em 1974, pela Vecchi, no título Os Duendes Strunfs. Foram algumas edições em formatinho e depois três álbuns, nos mesmos moldes dos de Asterix. No final de 1982, já como Os Smurfs, ganharam um gibi pela Abril.

Reunião de idiotas

Kid FarofaQuando sós, em alguns casos, eles até parecem sujeitos normais. Contudo, basta se reunirem para formarem um grupo de imbecis.

A Bronka (criada pelo Estúdio Disney da Editora Abril), organização criminosa internacional repleta de descerebrados, é um desses, e só não foi desfacelada até agora porque seu inimigo é outro bocó, o agente 00-Zero.

TutubarãoA Anacozeca (Associação Nacional dos Cobradores do Zé Carioca) é um dos expoentes dessas entidades. Foram anos de planos fracassados, humilhações e reputação jogada na lama. No fim, a associação se dissolveu sem que o papagaio malandro pagasse um centavo sequer, e os integrantes do grupo deixaram para os leitores a saudosa lembrança de “micos” homéricos.

Inspetor VivaldoO caloteiro ainda se juntou ao amigo Nestor e formou a Agência de Detetives Moleza, cuja sede é um balcão no meio da rua. Até nas raras ocasiões em que conseguiam solucionar algum caso, os investigadores não viam a cor do dinheiro, e sim os punhos do contratante, quando, na última hora, faziam alguma bobagem para estragar tudo.

Quartel Swampy, a fortificação do exército americano que é desdenhada pelo Pentágono, possivelmente é o lugar nas HQs onde há mais idiotas agrupados. Do cozinheiro Cuca ao ativista Tenente Mironga, passando pelo Sargento Tainha e chegando ao General Dureza, não existe ali nenhum soldado ou oficial capaz de seguir a ordem e a disciplina ou ter idéias coerentes, quanto mais de garantir a soberania nacional dos Estados Unidos.

DentinhoNo ano passado, a Agência X foi montada pelo mercenário Alex Rayden, o Agente X, que deu nome à minissérie lançada pela Panini Comics em 2003. As piadinhas infames, o jeito infantil do personagem e seus costumeiros desentendimentos com os outros integrantes da equipe (principalmente o Treinador) davam comicidade às tramas violentas das histórias.

Ainda há diversos nomes a citar nesta gama incrível de personagens abestalhados das HQs, como os que compõem os universos de Kid Farofa, Umpa-pá, Iznogud, Mago de Id, Dick Tracy, Brucutu e tantos outros.

Certamente, muitos ainda serão criados. Afinal, via de regra, o tema é garantia de excelentes histórias. Só os idiotas não vêem isso.

Marcus Ramone às vezes perde o raciocínio, fala besteira e ri como um paspalho, mas jura que é só quando vê uma mulher bonita.

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