Heróis em Ação, a primeira revista mix da Editora Abril com heróis da DC

Por Marcelo Naranjo
Data: 1 outubro, 2007

Heróis em Ação #1
1984. Já se passaram mais de 20 anos! Depois de décadas nas mãos da saudosa
Ebal, os heróis da DC Comics estavam de casa nova. E a Editora
Abril
apresentava três séries em formatinho: Super-Homem, Batman
e Heróis em Ação.

Esta última, apesar de ter durado somente dez edições, fez sucesso entre os fãs do gênero. Afinal, apresentava novas séries que, na época, pela qualidade da arte e principalmente das tramas, causou impacto nos colecionadores.

No número # 1, o editorial afirmava: “A partir de agora, os personagens mais novos e fantásticos da DC Comics estarão mensalmente com você nas páginas revolucionarias de Heróis em Ação“.

E era verdade. Logo de cara, o leitor era apresentado aos Novos Titãs, de Marv Wolfman e George Pérez. Com Robin, Estelar, Mutano, Ravena, Cyborg, Moça-Maravilha e Kid Flash marcando presença contra incríveis desafios, as histórias traziam o conflito dos heróis adolescentes com muito drama, aventura e até humor.

Heróis em Ação #8O
destaque dos heróis ficou para a edição # 8, com a incrível batalha entre
os Titãs e o poderoso demônio de outra dimensão Trigon.

Recentemente, a Panini Comics relançou parte dessas aventuras em duas edições da série Grandes Clássicos DC.

Outro destaque foi Travis Morgan, o Guerreiro, que já havia tido aventuras lançadas pela Editora Ebal. O aventureiro criado por Mike Grell é tenente-coronel da Força Aérea. Após completar uma missão e com problemas no jato, entra numa passagem no Pólo Norte e vai em direção ao centro da Terra, onde encontra uma espécie de mundo perdido com feiticeiros, belas mulheres, dinossauros e seres hostis.

Lanterna Verde e Arqueiro Verde tiveram algumas aventuras de uma das melhores fases dos personagens, nas mãos de Denny O’Neil e Neal Adams – material este também republicado pela Panini, em Grandes Clássicos DC # 6 e # 7, com os heróis enfrentando os piores de todos os inimigos: a ignorância, o racismo, as drogas etc., em tramas que traziam os personagens numa abordagem mais realista.

Heróis em Ação #2Um
dos favoritos dos fãs era o Esquadrão Atari. O título surgiu de
uma parceria da DC com a fabricante homônima de consoles e games.
A trama, que se passa no futuro, narra as aventuras de uma equipe heterogênea,
formada por habitantes de mundos diversos, com a missão de descobrir e
enfrentar uma ameaça que está corrompendo todo o universo.

A equipe é formada pelo jovem Tormenta, capaz de se teleportar para outras dimensões; seu pai, Martin Champion, o líder do grupo; a telepata e médica Morféa; Paco Rato, uma espécie de rato humanóide; a mercenária Dart e Bebê, uma fortíssima criança alienígena.

Com personagens carismáticos, ação intensa, argumento dos mais inspirados bolado por Gerry Conway, além da arte bacana de José Luis Garcia-López e Ross Andru, mereceria, certamente, ser republicado.

Senhor Destino, com argumento de Martin Parko e arte de Keith Giffen, trazia as aventuras de Kent Nélson (sim, era grafado com acento agudo!), que, quando colocava o elmo mágico, era possuído por uma entidade mística imortal.

Heróis em Ação #9Jonah
Hex, de John Albano e Tony de Zuñiga, mostra o herói desfigurado do Velho
Oeste em aventuras violentes, que mostram o lado “azarado” do herói, com
boa dose de humor negro.

A Sociedade da Justiça, de Paul Levitz e Joe Staton, foi capa da edição # 9, numa trama que mostra o primeiro encontro do grupo, então da Terra Paralela, enfrentando a ameaça nazista.

O eterno Superboy, tantas vezes reformulado – e avacalhado – nas últimas décadas, apareceu em algumas aventuras fechadas. Também foram publicadas histórias da Mulher-Maravilha, por Gerry Conway e Jose Delbo; Vingador Fantasma, por Bruce Jones e Dan Spiegle; Espectro, por Michael Fleisher e Russell Carley; e a origem do Monstro do Pântano, por Len Wein e Berni Wrightson.

Após dez edições, Heróis em Ação, juntamente com Batman, seria cancelada, dando inicio à publicação de Superamigos, revista com 128 páginas.

Marcelo Naranjo lembra da boa surpresa que foi encontrar o primeiro número desta série nas bancas. Ele só não entende como 23 anos podem passar tão rápido! Ao menos, as boas HQs não envelhecem nunca.

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