Marvel revive personagens dos anos 70

Por Sérgio Codespoti
Data: 6 outubro, 2006

A “Casa das Idéias” não pára de trazer para os quadrinhos atuais heróis e coadjuvantes que andavam esquecidos; alguns deles só os leitores mais velhos conhecem

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Atenção: é possível que alguns dos fatos revelados ao longo deste artigo estraguem o prazer de sua leitura, pois saíram recentemente nas revistas americanas da Marvel e ainda permanecem inéditos no Brasil

 

Cartaz de BladeA década de 1970 foi um período de experiências para a Marvel. A editora lançou de tudo. Versões femininas de superseres consagrados (Miss Marvel e Mulher-Aranha), heróis negros em títulos próprios (Luke Cage e Pantera Negra), heróis hispânicos (Hector Ayala, o Tigre Branco), personagens e revistas baseadas na onda dos filmes de Kung Fu (Mestre do Kung Fu, Punho de Ferro, Filhos do Tigre) e terror (Drácula, Blade, Motoqueiro Fantasma, Satana, Filho de Satã).

The Tomb of Dracula #10, revista que introduz o personagem BladeUma parte do revival que está acontecendo atualmente na editora é responsabilidade de autores saudosistas, como Brian Michael Bendis, roteirista de Alias e Demolidor; e outra se deve ao sucesso cinematográfico de personagens como Blade, o caçador de vampiros.

Blade nunca foi um grande personagem nos quadrinhos, até 1998, quando virou um filme com Wesley Snipes no papel principal. Depois disso, ganhou um encadernado com suas aventuras clássicas, fez pontas em diversas revistas e estrelou uma minissérie em 1999.

O personagem surgiu nas páginas de Tomb of Dracula # 10, em 1973, com texto de Marv Wolfman (que aliás processou, sem sucesso, a Marvel pelos direitos do caçador de vampiros quando o primeiro Blade foi lançado nos cinemas) e arte de Gene Colan.

Hoje, Blade tem três filmes de sucesso, uma série de TV e está mais uma vez de volta às HQs, com a minissérie Blade, escrita por Marc Guggenheim. O título terá capas de Marko Djurdjevic.

Blade, no traço de Gene Colan Cartaz de Blade Trinity, o último filme da série com Wesley snipes Arte de Marko Djurdjevic para o primeiro número da nova série de Blade

Mas ele não é o único herói da década de 1970 que ficou na gaveta por um bom tempo e está sendo renovado pela “Casa das Idéias”. Miss Marvel, Mulher-Aranha, Punho de Ferro, Luke Cage, Tigre Branco, Motoqueiro Fantasma, Cavaleiro da Lua, Mestre do Kung Fu e até mesmo o Zumbi, são alguns dos personagens que estão ativos mais uma vez no Universo Marvel. Na verdade, são tantos os personagens que a editora lançou um manual sobre a época.Luke Cage, Hero for Hire #1

Luke Cage

O Herói de Aluguel original, surgiu na revista Luke Cage – Hero for Hire, em junho de 1972, pelas mãos de Roy Thomas, John Romita e Archie Goodwin (que dividem créditos para conceito, visual do personagem e roteiro) e arte de George Tuska. O título teve este nome por 16 números e depois mudou para Luke Cage, Power Man.

Muitos acham que este foi o primeiro super-herói negro, inclusive o ator Nicholas Cage (que fez esta declaração no programa de Jay Leno, quando explicou que seu nome artístico vem de Luke Cage). Aliás, até a Marvel afirmava isto no número 1 da revista Luke Cage, Power Man.

Mas não é ele. Esse mérito é do Pantera Negra. Cage foi um pioneiro, por ser o primeiro a ganhar sua própria revista.

Luke Cage, Power Man #17 Marvel Premiere #15 Iron Fist #01

Punho de Ferro

Punhos de Aço #1, da blochVindo da cidade de K’un Lun, Daniel Rand surgiu em Marvel Premiere # 15, em maio de 1974, com enredo escrito por Roy Thomas e desenhado por Gil Kane. Os autores dedicam a aventura a Bill Everett, desenhista falecido em 1973, que concebeu Namor e foi um dos criadores do Demolidor.

Pela Marvel Premiere passaram personagens como Adam Warlock, Deus da Mata, Dr. Estranho, Satana, Tigra, Homem-Lobo e até mesmo o cantor Alice Cooper. A RGE (Rio Gráfica Editora), que depois virou a Editora Globo, lançou no Brasil um título com este nome publicando algumas dessas aventuras, antes de fechar as portas.

O Punho de Ferro ganhou título próprio em novembro de 1975, mas a revista durou apenas 15 números, sendo cancelada em 1977. Sua primeira aventura nesta publicação foi escrita por Chris Claremont e desenhada por John Byrne, autores que mais tarde fariam juntos uma das melhores fases dos X-Men.

Power Man & Iron Fist #50Um dos pontos altos dessas aventuras do personagem são os desenhos de Byrne, numa fase ainda inicial de sua carreira. O vilão Dentes-de-Sabre, que hoje é o inimigo mortal do Wolverine, fez sua primeira aparição descompromissada nesta revista, contra o Punho de Ferro.

A maior parte das histórias iniciais do personagem foi publicada no Brasil pelas editoras Bloch (na qual foi rebatizado como Punhos de Aço) e Abril.

A revista Luke Cage, Power Man mudou mais uma vez de nome no número 50, com a entrada de Punho de Ferro no título, e passou a se chamar Power Man & Iron Fist.

Os dois passaram a ser os Heróis de Aluguel, e atuaram juntos até 1986, quando o título foi cancelado, no número 125. Punho de Ferro morreu nesta edição e foi ressuscitado posteriormente por John Byrne, em Namor, the Sub-Mariner # 21, de 1991, numa confusa aventura envolvendo K’un Lun, o antigo inimigo de Daniel Rand, Kahn, Namor, uma raça de homens-plantas, Misty Knight e Collen Wing.

Power Man & Iron Fist #125Punho de Ferro ficou relegado ao limbo da Marvel, despontando ocasionalmente como convidado nas aventuras de outros heróis. Nos últimos anos, teve três minisséries, uma delas com Wolverine, e atuou, em 1997, numa tentativa de recriar o conceito Heroes for Hire, numa revista com este nome que durou 19 números.

Recentemente, foi coadjuvante freqüente na revista do Demolidor, com roteiros de Brian Bendis (autor responsável por diversas destas novas revitalizações) e Ed Brubaker.

Em função disso, e de seu papel na Guerra Civil, o Punho de Ferro vai ganhar um novo título, The Immortal Iron Fist, que deve estrear em 2006, com roteiros de Ed Brubaker e Matt Fraction e arte de David Aja.

The Immortal Iron Fist #01O herói deverá virar filme, mas o projeto está no limbo faz alguns anos. O ator mais cotado para o papel é Ray Park (que fez Groucho em X-Men e Darth Maul em Star Wars – Episódio I).

Luke Cage, que até já participou do Quarteto Fantástico, substituindo o Coisa numa aventura, ficou “encostado” um bom tempo, até voltar na minissérie Cage, de Brian Azzarello e Richard Corben, da linha Marvel Max.

Ele virou personagem de apoio na revista Alias (que no Brasil se chamou Alias – Conexão Mistério), de Brian Bendis, como par romântico da heroína Jennifer Jones. Ambos passaram daí para outras revistas, como Pulse, Demolidor e Novos Vingadores, grupo do qual Luke Cage faz parte atualmente. A maior parte dessas aventuras foi publicada por aqui pela Panini.

Originalmente, Bendis queria fazer Alias com Jessica Drew, a Mulher-Aranha, mas depois mudou de idéia e inventou uma nova personagem, Jessica Jones. Mas levou para o título Luke Cage e Carol Danvers, a Miss Marvel.

Cage e Jones e tiveram uma filha e se casaram. Ao que parece, o Herói de Aluguel original está se dando bem e ganhará em breve mais uma minissérie.

Cage #1 Alias #01 The New Avengers Annual #01

Colleen Wing

Investigadora e artista marcial de primeira linha, Collen sempre foi presença freqüente nas aventuras do Punho de Ferro. Sua primeira aparição aconteceu em Marvel Premiere # 19, em 1974, escrita por Doug Moench, com arte de Larry Hama e Dick Giordano.

Marvel Premiere #19A personagem se juntaria a Misty Knight numa aventura publicada nas revistas Deadly Hands of Kung Fu # 32-34, em 1977, material que a Marvel republicou recentemente juntamente com Bizarre Adventures # 25 (de Chris Claremont e com arte de Marshall Rogers), no especial Daughters of the Dragon: Deadly Hands, em 2005.

A heroína teve dois romances famosos. O primeiro com Robert Diamond, um dos Filhos do Tigre, e o outro com o Ciclope, dos X-Men, durante o período que Jean Grey estava desaparecida na Terra Selvagem e dada como morta (início dos anos 80).

Marvel Team-Up #01Misty Knight

Esta heroína negra fez sua primeira aparição em Marvel Team-Up vol. 1 # 1, em março de 1972 (roteiro de Roy Thomas e arte de Ross Andru). Nesta aventura, da época do Natal, ela é salva de um assalto pela dupla de heróis Homem-Aranha e Tocha-Humana.

A mulher do braço biônico só ganharia um nome das mãos do escritor Tony Isabella, em Marvel Premiere # 21 (de março de 1975), numa história do Punho de Ferro (desenhada por Arvell Jones), personagem com quem ela viria a ter um longo romance. Sua origem foi contada em Iron Fist # 6, de 1976, por Claremont e Byrne.
Daughters of the Dragon #1

Misty Knight e Collen Wing são conhecidas como As Filhas do Dragão.

As Filhas do Dragão

Collen Wing e Misty Knight ganharam o apelido de “As Filhas do Dragão” (Daughters of the Dragon) em Marvel Team-Up # 64 (aventura escrita por Claremont com arte de Byrne), do vilão Davos, o Serpente de Aço.

As duas sempre atuaram como coadjuvantes nas histórias do Punho de Ferro e migraram junto com o herói para a revista de Luke Cage.

Elas foram resgatadas pela Marvel na minissérie de 2006 Daughters of the Dragon, escrita por Justin Gray e Jimmy Palmiotti e com arte de Khari Evans.

Daughters of the Dragon: Deadly Hands The Deadly Hands of Kung Fu #32 Bizarre Adventures #25

Heroes for Hire #01Heróis de Aluguel

O grupo Heróis de Aluguel, nome criado por Luke Cage, foi usado diversas vezes pela Marvel, uma das últimas equipes incluía: Punho de Ferro, Luke Cage, Hulk, Hércules, um tigre de bengala branco transformado em mulher pelo Alto Evolucionário (e que assumiu o nome de Tigre Branco, mas sem relação com o personagem), o Cavaleiro Negro e outros heróis.

A revista Heroes for Hire voltou a ser publicada em agosto de 2006, como conseqüência da Guerra Civil e da minissérie As Filhas do Dragão.

Fazem parte da nova equipe: Collen Wing, Misty Knight, Shang Chi (o Mestre do Kung Fu), Humbug, Orka, Gata Negra e a nova Tarântula. O texto é de Justin Gray e Jimmy Palmiotti e a arte é de Billy Tucci (criador da personagem independente Shi) e do veterano Tom Palmer.

Shang Chi

Shang Chi, o mestre do Kung Fu estreou nos quadrinhos em Special Marvel Edition # 15, de 1973, escrita por Steve Englehart e desenhada por Jim Starlin.

Dois números depois, a revista mudaria de nome para The Hands of Shang Chi, Master of Kung Fu. O personagem também marcou presença na revista formato Espada Selvagem de Conan, em preto-e-branco, Deadly Hands of Kung Fu (publicada no Brasil pela Ebal como Kung Fu e pela Bloch dentro da revista Mestre do Kung Fu).

Nos quadrinhos, Shang Chi virou filho do personagem Fu Manchu, do novelista Sax Rohmer, cujos direitos na época pertenciam à Marvel. Como a editora não os possui mais, a maior parte de suas aventuras não foi republicada e suas novas histórias evitam mencionar o nome de seu pai ou de seus antigos companheiros, como Sir Dennis Nayland Smith e o Dr. Petrie, criados por Rohmer.

O personagem atingiu o auge nas mãos de Doug Moench e Paul Gulacy, em aventuras que foram publicadas no Brasil em formatinho pela Bloch e pela Editora Abril.

Coincidentemente, esse também parece ter sido o ponto alto da carreira de Gulacy, que, apesar de já ter desenhado outros títulos (como Six From Sirius, Batman, Detective Comics, Slash Marauders) é lembrado até hoje por esse trabalho.

Master of Kung Fu foi cancelado em 1983 e o personagem teve uma ou outra aparição como coadjuvante por vários anos, até a década de 1990, quando ganhou uma edição especial e voltou a “pipocar” esporadicamente em outros títulos, como X-Men (no traço de Carlos Pacheco).

Em 2002, Shang Chi voltou numa minissérie do selo Max, pelas mãos de Gulacy e Moench, mas não teve sucesso.

Shang Chi também ganhou uma versão Ultimate, nas revistas Ultimate Team-Up # 15 e # 16, numa história com o Homem-Aranha. A aventura foi escrita por Brian Bendis e tem arte de Rick Mays.

Agora, o maior lutador de Kung Fu da Marvel tenta outro retorno nas páginas de Heroes for Hire, o que, aliás, é uma atitude um pouco estranha para quem conhece o personagem.

Existem boatos de que o Shang Chi poderá estrelar um filme dirigido por Ang Lee.

Os Filhos do Tigre e o Tigre Branco

Robert “Bob” Diamond, Abraham Brown e Lin Su, mais conhecidos como “Os Filhos do Tigre”, surgiram na revista Deadly Hands of Kung Fu # 1, de 1974 (no Brasil Kung Fu, da Ebal), numa história de Gerry Conway e Dick Giordano.

Os personagens ganharam seus poderes de um amuleto do Tigre de Jade, dividido em três partes, que lhes foi presenteado pelo venerável mestre Kee. No final de sua carreira de super-heróis, abandonaram seus dons por uma garota chamada Lótus e ficaram na gaveta depois do fim do título.

Robert Diamond ensinou artes marciais para o Tocha Humana, na década de 1980.

O amuleto que deu o poder aos três, é o mesmo que posteriormente transformou Hector Ayala no Tigre Branco.

Os personagens ainda não voltaram do limbo, mas Robert Diamond participou recentemente (Daredevil vol. 2 # 39, de Bendis e Manuel Gutierrez) do julgamento de Hector Ayala, injustamente acusado da morte de um policial (Daredevil vol. 2 # 38, de Bendis e Gutierrez).

Hector Ayala encontrou o amuleto que havia sido descartado pelos Filhos do Tigre e tornou-se o Tigre Branco em The Deadly Hands of Kung Fu # 19, com roteiro de Bill Mantlo e arte de George Pérez. Esta aventura foi publicada em quatro partes.

Uma curiosidade brasileira cercando esta história é que a capa de Deadly Hands of Kung Fu # 22, a quarta parte da aventura, foi publicada aqui pela Bloch, na revista Mestre do Kung Fu, mas modificada: pintaram a imagem de Shang Chi sobre o corpo do Tigre Branco, que era pouco conhecido.

A primeira aparição colorida do personagem ocorreu em Spectacular Spider-Man Vol. 1 # 9, de Bill Mantlo e Sal Buscema, de agosto de 1977, no Brasil a história foi publicada pela RGE.

O Tigre Branco combateu vilões ao lado do Demolidor e do Homem-Aranha, e teve um destino trágico na revista do Demolidor (Daredevil vol. 2 # 40), de Bendis e Terry Dodson.

O amuleto que lhes deu poder está de volta às mãos da ex-agente do FBI Angela Del Toro, que assumiu o papel de Tigre Branco (em Daredevil vol. 2 # 58, de 2004, de Bendis e Alex Maleev) e ganhou uma série escrita por Tomora Pierce (famosa por seus romances femininos) e Tim Liebe, e com desenhos do francês Phil Briones, que deve estrear ainda este ano.

Miss Marvel

Carol Danvers surgiu em Marvel Super-Heroes # 13 (numa história do Capitão Marvel), escrita por Stan Lee e Roy Thomas com lápis de Gene Colan, mas só se transformou em Miss Marvel e ganhou seu título próprio, em Ms. Marvel # 1, de 1977. O roteiro é de Gerry e Carla Conway e arte de John Buscema e Joe Sinnott.

A personagem foi concebida apenas como uma versão feminina de um herói famoso (o mesmo ocorreu com She-Hulk e Mulher-Aranha) e o título Ms. Marvel durou 23 edições. Depois disso, Carol Danvers passou pelos X-Men e Vingadores e mudou de nome duas vezes – Binária e Warbird.

Uma das passagens mais conturbadas de sua carreira envolve a Vampira, dos X-Men, que lhe roubou os poderes (Avengers Annual # 10), numa ótima aventura de Claremont e Michael Golden.

O interesse pela personagem foi crescendo nas histórias de Alias, House of M e Novos Vingadores, o que resultou no lançamento da edição Giant Size Ms. Marvel # 1, que traz uma aventura original de Brian Reed, com desenhos do novato Roberto De La Torre e outra clássica republicada. Esta edicão esgotou rapidamente.

A heroína ganhou nova revista mensal em março de 2006, com roteiros de Reed e arte de De La Torre, e é parte importante da Guerra Civil.

Mulher-Aranha

Jessica Drew, a Mulher -Aranha, foi criada por Archie Goodwin com arte de Sal Buscema em Marvel Spotlight # 32 (de fevereiro de 1977), como uma vilã a serviço da organização terrorista Hydra, tentando matar Nick Fury.

Sua origem sempre esteve envolvida em muita controvérsia e remetia ao Alto Evolucionário, e seu pai, um cientista a serviço da Hydra. A Mulher-Aranha ganhou um título em abril de 1978, deixou de ser vilã, e antes de ter a revista ser cancelada enfrentou a Madame Hydra, Morgana Le Fey, Jack Russell, o Lobisomem e outros vilões macabros, muitas vezes desenhados por Carmine Infantino. A RGE publicou muitas dessas aventuras no Almanaque Marvel.

A heroína perdeu os poderes e acabou como coadjuvante, primeiro dos X-Men e depois de Wolverine (na fase de Madripoor). Também passou muito tempo na gaveta da editora. Voltou à ativa graças ao interesse de Bendis, que a colocou nos Novos Vingadores e em Alias.

A personagem ganhou uma edição especial que vendeu muito bem, e a minissérie Spider-Woman: Origin, que conta a sua “origem definitiva”, feita pelos artistas independentes Jonathan e Joshua Luna (os mesmo de Ultra e Girls), com enredo de Brian Bendis.

Jessica Drew deveria ter ganhado uma série mensal, com roteiros de Brian Michael Bendis e desenhos Alex Maleev (ambos do Demolidor), mas a revista foi adiada por tempo indeterminado.

Pantera Negra

Marvel investiu em muitos personagens negros além de Luke Cage e Misty Knight, na década de 1970, como o Pantera Negra, Golias Negro, Falcão e Tempestade, dos X-Men.

T’Challa o monarca do reino africano de Wakanda, surgiu em Fantastic Four vol.1 # 52, de 1966 (de Stan Lee e Jack Kirby), mas ganhou sua revista em janeiro de 1977, escrita e desenhada pelo lendário Jack Kirby.

O Pantera Negra nunca esteve realmente engavetado. Foi membro dos Vingadores, um dos personagens regulares da revista Jungle Action, de 1972, e teve diversas revistas e minisséries.

No seu título mais recente, o Pantera Negra se casou com Ororo Munroe (Black Panther # 18, roteiro de Reginald Hudlin e arte de Scot Eaton e Kaare Andrews), a Tempestade, dos X-Men (que, aliás, é outra personagem criada na década de 1970, em Giant-Size X-Men # 1, de 1975, escrito por Len Wein – hoje Claremont também é creditado extra-oficialmente como roteirista – e desenhado por Dave Cockrum), com direito a um vestido feito pelo figurinista vencedor do prêmio Emmy, Shawn Dudley.

O soberano de Wakanda é outro personagem que pode virar filme com Wesley Snipes, que perdeu sua “boquinha” depois de Blade Trinity, e está interessado no papel principal.

Golias Negro

O cientista Bill Foster, amigo de Henry Pym (que já foi o Gigante e o Jaqueta Amarela, dos Vingadores) surgiu em Avengers vol. 1 # 32 (enredo de Stan Lee e desenhos de Don Heck), de 1966, mas só se tornou o Golias Negro em Power Man # 24, de 1975 (roteiro de Tony Isabella e arte de George Tuska).

O Golias Negro ganhou uma minissérie em fevereiro de 1976 (mais uma vez de Isabella e Tuska) e ficou engavetado até recentemente, quando ressurgiu durante a Guerra Civil.

Falcão e o Capitão América

O Capitão América não surgiu, é óbvio, na década de 1970 (ele apareceu em 1941, criado por Joe Simon e Jack Kirby, na Captain America Comics).

Depois do seu ressurgimento nos Vingadores, em 1964, quando foi descongelado e reanimado, ele circulou por diversos títulos até 1968, quando a revista Tales of Suspense, que ele dividia com o Homem de Ferro, se transformou em Captain America, no número 100.

Em fevereiro de 1971, na edição # 134, o título mudou de nome para Captain America and the Falcon e mostrava as aventuras do Capitão América combatendo o crime e outras ameaças lado a lado com o Falcão. São deste período as histórias desenhadas por John Romita.

Nesta fase, um dos inimigos da dupla era o vilão Morgan, um bandido do Harlem há muito esquecido, que foi revisitado por Ed Brubaker, em 2006, no seu primeiro arco em Daredevil.

Sam Wilson, o Falcão, e sua águia, apareceram em Captain América # 117, de setembro de 1969, numa história de Stan Lee e Gene Colan.

O Falcão voltou em janeiro de 1971 e se tornou o novo parceiro do Capitão América. Isso durou até junho de 1978, quando o título voltou a se chamar apenas Captain America.

No universo Marvel tradicional, a dupla refez esta parceria de sucesso numa série de 2004, que teve 14 números. O Falcão está participando esporadicamente da nova revista do Capitão América, escrita por Ed Brubaker, e combatendo na Guerra Civil.

Além disso, o Falcão ganhou uma versão Ultimate e participou de uma série de aventuras escritas por Warren Ellis.

Um filme do Capitão América está sendo planejado para os próximos anos.

Viúva Negra e Demolidor

Outra dupla parecida que foi “revivida” nos últimos anos, foi o Demolidor e a Viúva Negra.

Natalia Romanova, a Viúva Negra, surgiu em 1964, na revista Tales of suspense vol.1 # 52 (escrita por Stan Lee e Don Rico, que assinou N. Korok, e desenhada por Don Heck), como vilã comunista numa história do Homem de Ferro. Depois, virou a casaca e tornou-se membro dos Vingadores, na década de 1970, e também agente da S.H.I.E.L.D., de Nick Fury.

Uma curiosidade: seu nome original era Natasha Romanoff, que parece um nome russo, mas não é, pois os sobrenomes naquele país (entre outros como a Islândia, por exemplo) são patronímicos (formados pelo nome do pai ou de um ascendente), e logo o erro foi corrigido. Romanova significa “filha de Romanov”.

Atualmente as enciclopedias de personagens da Marvel creditam o nome da personagem como Natalia “Natasha” Alianovna Romanova, e Natasha Romanoff como um de seus pseudônimos.

A personagem não deve ser confundida com a russa Yelena Belova, que assumiu o manto da Viúva Negra recentemente. Belova é freqüentemente mostrada como vilã no Universo Marvel e suas aventuras estão ligadas aos Novos Vingadores.

Ainda na década de 1970, ela dividiu uma revista, Amazing Adventures, com os Inumanos, e depois da nona edição pulou para a revista Daredevil, na qual fez um “dueto” famoso com o Demolidor.

A revista virou Daredevil and The Black Widow entre outubro de 1972 e janeiro de 1974. Depois disso, sempre algum roteirista revisitava o romance e trazia a moça de volta.

A Viúva Negra também fez parte dos Campeões, série de 1975, criada por Tony isabella e Don Heck, junto com Hércules, Motoqueiro Fantasma, Anjo e o Homem de Gelo. E integrou as fileiras dos Vingadores.

A personagem nunca esteve engavetada para valer, e já ganhou diversas minisséries.

Em agosto de 2004, a Viúva Negra, reviveu mais uma vez sua parceria com o Demolidor, num arco de Bendis e Maleev, em Daredevil vol. 2 # 61-64, e desde então tem feito aparições freqüentes na revista do “Homem sem Medo”.

Mark Millar, na sua série Supremos, reinventou a Viúva Negra, que se tornou parte importante do grupo, no universo Ultimate.

A personagem foi cogitada para um filme que foi cancelado.

Linda Carter (Enfermeira Noturna)

Outra personagem resgatada, de certa forma, por Bendis foi a Night Nurse, a enfermeira noturna Linda Carter (nenhuma relação com a atriz Lynda Carter, do seriado de TV da Mulher-Maravilha).

A série Night Nurse, de novembro de 1972, foi escrita por Jean Thomas (esposa do editor-chefe da Marvel na época, Roy Thomas) e ganhou arte de Winslow Mortimer, e mostrava o dia-a-dia de um hospital no turno da noite.

As protagonistas eram Linda Carter, Georgia Jenkins e Christine Palmer (esta última acabou se envolvendo posteriormente com o Noturno, numa aventura dos X-Men)

Marvel já havia publicado uma série com um título parecido, Linda Carter, Student Nurse, em 1962, de Stan Lee e Hal Hartley. Atualmente, porém, os “dicionários de personagens” da editora, os Handbooks, tentam conectar as duas alegando que as personagens são parentes.

Em 2002, a enfermeira quase ganhou uma revista cômica escrita por Gail Simone com arte de Jill Thompson. A série foi anunciada e cancelada antes de ser publicada pelo selo Marvel Max.

Bendis e Maleev criaram uma nova enfermeira, cujo nome verdadeiro ainda não foi revelado, que atende super-heróis feridos numa instituição em Nova York. A personagem apareceu em Daredevil vol.2 # 58, de 2004, e voltou em Daredevil vol. 2 # 80, de fevereiro de 2006.

A próxima aparição da personagem acontecerá na nova minissérie do Doutor Estranho, prevista para o final de 2006.

Motoqueiro Fantasma

O Motoqueiro Fantasma, parceiro da Viúva Negra nos Campeões, surgiu em 1973, na revista Marvel Spotlight # 5, de agosto de 1972, numa história de Roy Thomas e Mike Ploog.

Johnny Blaze, o primeiro Motoqueiro Fantasma, só ganharia um título no ano seguinte, em novembro de 1973. O primeiro volume de Ghost Rider teve 81 números, e começou escrito por Gary Friedrich e desenhado por Tom Sutton.

Blaze fez um pacto com Mefisto e acabou sendo possuído pelo demônio Zarathos, do qual só se libertou ao final da série, em 1983.

O personagem ficou “guardado” por um tempo e voltou na década de 1990. O título era o mesmo, mas o homem sobre a moto passou a ser Danny Ketch.

Em 2005, Johnny Blaze voltou numa minissérie de seis partes, de Garth Ennis e Clayton Crain, pelo selo Marvel Knights.

Agora, em 2006, o personagem ganha outro título, providencial, uma vez que o filme Ghost Rider, com Nicolas Cage (que depois de vários tropeços finalmente interpretará um super-herói) no papel de Johnny Blaze foi adiado para 2007.

A revista mensal do Motoqueiro Fantasma (Johnny Blaze) terá roteiro de Daniel Way e arte de Mark Texeira e Javier Saltares, a mesma dupla que reiniciou carreira do Espírito da Vingança na década de 1990.

Daimon Hellstorm

Outro personagem de horror da década de 1970 que está voltando é Daimon Hellstorm (seu nome original era Hellstrom) o Filho de Satã.

Ele surgiu com seu tridente em Marvel Spotlight # 12, de outubro de 1973, com texto de Gary Friedrich e arte de Herb Trimpe. Sua irmã, Satana, também estreou no mesmo mês.

O Filho de Satã permaneceu neste título até outubro de 1975, com a maioria de suas histórias escritas por Steve Gerber. Ganhou sua revista, Son of Satan, em dezembro daquele ano. O título era bimestral, com roteiros de John Warner, e durou apenas oito edições, encerrando em 1977.

Apesar do nome polêmico, o personagem pipocou em vários lugares e foi membro inclusive dos Defensores (que, ao que parece, aceitavam qualquer um como integrante). O personagem casou com Hellcat (Patsy Walker, a garota adolescente modelo da Marvel, dos anos 50, que foi transformada em super-heroína).

Na década de 1990, o personagem voltou numa série em que se separou de Patsy, matou seu pai (um dos inúmeros demônios do inferno da Marvel) e o Dr. Druida (personagem que foi membro dos Vingadores e o primeiro super-herói criado pela dupla Stan Lee e Jack Kirby).

Se você estranhou a declaração acima, não se assuste. O Dr. Druida surgiu como Dr. Droom, em 1961, antes do Quarteto Fantástico. Suas histórias foram reeditadas em 1975, com o personagem renomeado e suas origens asiáticas transformadas em célticas. O personagem usava seus superpoderes para combater o mal.

Daimon Hellstorm (o novo sobrenome significa Tempestade Infernal) ganhará este ano uma nova série pelo selo Marvel MaxHellstorm: Son of Satan. O título será escrito por Alexander Irvine, com arte de Russel Braun e Klaus Janson.

Satana

Satana é cria de Roy Thomas e John Romita. A irmã de Daimon Hellstorm debutou em Vampire Tales # 2, revista formato Espada Selvagem de Conan, em preto-e-branco.

Na década de 1970, a Marvel tinha diversos destes títulos como Savage Tales, Savage Sword of Conan, Vampire Tales e Deadly Hands of Kung Fu.

A Filha do Demônio teve menos sorte que seu irmão e, depois de duas aparições em Vampire Tales, ficou relegada a poucas aparições, entre elas, Marvel Premiere # 27, de dezembro de 1975, e Marvel Preview # 7, de 1976.

Sua origem foi contada em Marvel Spotlight # 13, título estrelado por seu irmão.

A personagem morreu em 1979, em Marvel Team-Up # 80, escrita por Chris Claremont e com arte de Mike Vosburg e Gene Day, numa aventura do Dr. Estranho e do Homem-Aranha. Mas nada disso a impediu de continuar aparecendo esporadicamente no Universo Marvel.

Em 2004, ela retornou na minissérie Witches, junto com Topaz, Jennifer Kale e Jack Russell, o Lobisomem da Marvel, com roteiros de Brian Walsh (originalmente seria a escritora Browyn Carlton) e desenhada pelo brasileiro Mike Deodato.

Jennifer Kale e Topaz

Jennifer Kale fez sua aparição em Adventures into Fear # 11, de 1974, revista capitaneada pelo Homem-Coisa, com texto de Steve Gerber e arte de Rich Buckler.

Topaz apareceu nas páginas de Werewolf by Night # 13, também de 1974, numa história de Marv Wolfman e Mike Ploog. A moça acabou se tornando a namorada de Jack Russell, o Lobisomem do título.

Nenhuma das duas teve grande destaque, nem mesmo dentro dos círculos místicos do universo Marvel. Ambas retornaram, junto com Satana, na minissérie Witches, de 2004.

Zumbi

Marvel tem todo o tipo de criaturas (incluindo uma infinidade de monstros risíveis dos anos 50 e 60) em seu acervo: vampiros (os mais famosos são Drácula e Morbius), Frankenstein, a Múmia, lobisomens (Jack Russell e o Homem-Lobo), monstros diversos (como o Homem-Coisa) e até mesmo um Zumbi (Simon Garth), que foi criado por Roy Thomas e Steve Gerber, com desenhos de John Buscema,e surgiu em Tales of the Zombie # 1, de 1973.

Embora a editora não esteja fazendo um revamp do personagem, como os zumbis estão na moda mais uma vez (graças há alguns filmes e aos Mortos-Vivos, de Robert Kirkman), a “Casa das Idéias” lançará Zombie, de Mike Raicht e Kyle Holtz, que mostra um assalto a banco onde literalmente tudo dá errado.

Eternos

Os Eternos, de Jack Kirby, surgiram em junho de 1976 em sua revista própria, The Eternals, que durou 19 edições e parou de ser publicada em 1978. Eles formavam um estranho grupo de heróis que incluía Sersi, Makkari e Ikarus, que lutavam contra seus inimigos naturais os deviantes, esperando evitar o juízo final nas mãos de Arishem, o celestial.

Embora Ikarus, Sersi (que chegou a integrar os Vingadores) e outros personagens apareçam, vez por outra, no Universo Marvel, foram os deuses “kirbyanos”, os Celestiais, que marcaram uma presença maior e foram para sempre integrados à tapeçaria cósmica.

Os Eternos ressurgiram numa minissérie de 12 partes, em 1985, por Peter Gillis e Sal Buscema, sem grande sucesso. O mesmo aconteceu com as edições especiais lançadas em 1991 e 1999.

Mas tudo isso está mudando, uma vez que o consagrado escritor Neil Gaiman (de Sandman e Deuses Americanos) está com suas mãos no roteiro da mais recente minissérie dos Eternos, que está sendo publicada desde julho de 2006, com arte de John Romita.

Cavaleiro da Lua

Marc Spector, o Cavaleiro da Lua surgiu em Werewolf by Night # 32, de 1975, pelas mãos de Doug Moench e Don Perlin. Depois passou pela Marvel Spotlight # 28 e finalmente ganhou sua revista em novembro de 1980.

Foi em Moon Knight que Bill Sienkiewicz começou a se destacar. Esta primeira revista durou 33 edições. O personagem teve diversas séries, a mais longa delas em 1989, com 60 números. Mas desde 1994 estava no limbo da Marvel.

Em junho de 2006, o personagem retornou com roteiros de Charlie Huston e arte de David Finch.

Shanna

Shanna, the She-Devil #1Até mesmo Shanna, uma imitação de Sheena, a Rainha das Selvas (de Will Eisner), que por sua vez é a versão feminina do Tarzan, recebeu uma nova roupagem da “Casa das Idéias”.

Shanna O’Hara (que casou e adotou o sobrenome Plunder), personagem que é mais conhecida por ser a companheira de Kazar (outra imitação do Tarzan), desfilou pelas selvas pela primeira vez em Shanna, the She Devil # 1, de 1973.

A primeira aventura tinha roteiro de Carole Seuling e Steve Gerber e arte de George Tuska. Seu título afundou depois de apenas cinco edições e suas histórias continuaram nas revistas KazarDemolidor e Hulk.

Em 2005, o sul-coreano Frank Cho escreveu e desenhou a minissérie Shanna: The She-Devil. A origem da personagem foi modificada, e algumas páginas da história foram redesenhadas em função de cenas de nudismo. O autor é famoso pela série Liberty Meadows e por suas mulheres sensuais.

Nova, Drax e Gamora

O estudante Richard Rider se transformou em Nova (uma espécie de Lanterna Verde da Marvel) em setembro de 1976, com roteiro de Marv Wolfman e arte de John Buscema.

O personagem recebeu seus poderes de um alienígena moribundo e passou a combater o crime. Seu maior inimigo era o Esfinge. Muitas de suas histórias foram publicadas no Brasil pela RGE.

A revista durou 25 edições e terminou antes de a história do personagem ser concluída. Os leitores tiveram que saltar para uma história do Quarteto Fantástico (Fantastic Four Vol. 1 # 208), de 1979, para ler o final da saga, que ainda se prolongou por alguns números.

O personagem ficou no limbo até 1994, quando voltou numa série mal-sucedida e, novamente, em 1999. Ele também integrou os Novos Guerreiros.

Seu retorno está acontecendo por cortesia do crossover Aniquilação (Annihilation), que envolve a maior parte dos personagens cósmicos da editora. A minissérie Annihilation: Nova foi lançada em junho de 2006, com roteiro de Dan Abnett e Andy Lanning e desenhos de Kev Walter.

Drax e Gamora surgiram das mãos de Jim Starlin e sempre estiveram ligados a Thanos (contra ou a favor, dependendo da história).

O nome verdadeiro de Drax é Arthur Sampson Douglas. O personagem apareceu em Iron Man # 55, de 1973, e ficou famoso como o Destruidor, na Saga de Thanos, publicada na revista Captain Marvel no mesmo ano (no Brasil saiu em Heróis da TV). Durante a saga, se descobriu que ele era pai da personagem Heather Douglas, a Serpente da Lua.

Ele voltou na minissérie que leva o seu nome, escrita por Keith Giffen, com arte de Mitch Breitweiser, numa aventura que acabou com a personalidade “debilóide” de suas histórias pós-Jim Starlin.

Gamora, que se intitula a maior assassina do universo, surgiu em Strange Tales vol. 2 # 180, de 1975, durante as aventuras de Adam Warlock. Pipocou nos títulos cósmicos da Marvel nas décadas de 1980 e 1990 e voltou em Ronan, The Accuser, minissérie em quatro partes, com roteiro de Simon Furman e arte de Jorge Lucas, lançada em 2006.

Todos estão juntos em Annihilation, série que começou a ser publicada em agosto de 2006.

Namorita

Sub-Mariner #50A prima de Namor despontou em Sub-Mariner # 50, de 1972, com roteiros e desenhos de Bill Everett. Ela é um clone mutante de sua mãe, a personagem da década de 1940, Namora.

Namorita nunca foi do primeiro time da Marvel, apesar disso, participou da equipe dos Defensores e faz parte dos Novos Guerreiros.

Em junho 2005, voltou na minissérie New Warriors e morreu tragicamente no evento que inicia a Guerra Civil, em Civil War # 1, de julho de 2006, escrito por Mark Millar com arte de Steve McNiven.

Wolverine contra Hulk

Para finalizar o combate clássico entre Wolverine e Hulk está sendo reprisado (e modernizado) em Ultimate Wolverine vs. Hulk.

Wolverine surgiu como Arma X, na última página de The Incredible Hulk # 180, de outubro de 1974 (roteiro de Len Wein e arte de Herb Trimpe, sobre conceito visual de John Romita), e combateu o Gigante Esmeralda na edição seguinte.

Em fevereiro de 2006 o combate foi reinterpretado na minissérie Ultimate Wolverine vs. Hulk, escrita por Damon Lindelof (roteirista do seriado Lost), com arte de Leinil Francis Yu.

Até agora, apenas duas edições foram lançadas porque Lindelof ficou sobrecarregado com o seriado e não cumpriu seus prazos, fato que está se tornando cada vez mais normal no mercado norte-americano. A Marvel promete o final da luta para breve.

A lista acima é abrangente, mas não é completa. Muitos personagens, como Justiceiro (primeira aparição em Amazing Spider-Man # 129, de 1974), por exemplo, ficaram famosos e nunca foram engavetados. Por isso, ficaram fora deste artigo.

Outros como Ted Sallis, o Homem-Coisa (que surgiu em Savage Tales # 1, de maio de 1971), continuam “guardados”, apesar de o personagem ter sido transposto para DVD, num filme sofrível, produzido em 2002 e que só foi lançado em 2005.

Dado o tamanho interesse dos estúdios cinematográficos nos super-heróis, não será de se estranhar se, em breve, a Marvel relançar personagens como o Irmão Vodu, Wundar, Tigra, Hellcat, Valquíria, Golem, Morbius, Simon Garth, Nômade…

Sérgio Codespoti viveu toda sua infância nos anos 70 lendo os quadrinhos da Marvel e garante que nunca, jamais, em hipótese alguma, foi relegado ao limbo

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