Coleção Invictus – Lanterna Verde e Arqueiro Verde / Flash

Por Marcelo Naranjo
Data: 14 agosto, 2005

Uma revista em formato inusitado com os grandes heróis
da Era de Prata

Por Marcelo
Naranjo

Lanterna Verde e Arqueiro Verde / FlashNa
primeira
coluna
sobre as publicações da Ebal
– Editora Brasil América
, você conferiu as séries Os Clássicos
da Década apresentam Super-Homem
e Os Grandes Álbuns em Quadrinhos.
Agora, é hora de relembrar Invictus em formatinho – Lanterna Verde
e Arqueiro Verde / Flash
.

Lançada em agosto de 1977, esta série teve a duração de 20 números, com
periodicidade bimestral, seguindo até novembro de 1980. O inusitado era
o formato, conhecido como “flip-flop”: de um lado, uma capa com os heróis
Lanterna e Arqueiro Verde e, virando a revista do outro lado, uma capa
com o Flash. A última edição, de número 20, teve apenas uma capa, com Lanterna e Arqueiro.

Lanterna Verde
Antes de continuar, um breve resumo sobre esses grandes personagens da
DC Comics.

O Lanterna Verde Hal Jordan é um piloto de testes cuja vida muda drasticamente
quando encontra Abin Sur, um alienígena prestes a morrer. Este passa seu
legado para o piloto: um anel energético pertencente aos Lanternas Verdes,
heróis sob o comando dos Guardiões do Universo.

Oliver Queen, o Arqueiro Verde, era um milionário que, após passar uma
temporada como náufrago numa ilha deserta, aprende a utilizar um arco
como única maneira de sobreviver. Voltando à civilização, passa a combater
o crime como um herói uniformizado.

Por fim, Barry Allen, o Flash, era um cientista da polícia que, após ser
atingido por substâncias químicas em seu laboratório num incidente causado
por um raio, torna-se o homem mais veloz do mundo.

Flash
A maioria das histórias do Lanterna Verde e de Arqueiro Verde apresentadas
nestas edições tinha roteiros de Denny O’Neil e arte de Mike Grell. Já
Flash contou com roteiros de Cary Bates e arte de Irv Novick.

Um dos problemas da revista é que, logo no primeiro número, a aventura
do Flash começa sem fazer sentido algum. Na verdade, é a última parte
de um arco no qual o Velocista Escarlate enfrenta Zoom (ou Flash Reverso),
e fica difícil entender o motivo da luta com o que é apresentado durante
a narrativa.

Vale salientar que as tramas são extremamente datadas. Afinal, os leitores
mais antigos sabem muito bem que a Era de Prata trouxe boas tramas, outras
divertidas, e muitas simplesmente intragáveis, seja pela ingenuidade extrema
ou pelos roteiros que desafiavam qualquer lógica ou bom senso.

Alguns momentos chamam a atenção, como quando o Arqueiro raspa a barba
para tentar enganar poderosos inimigos. Seu único pensamento: “Dinah (Canário
Negro) gostará de mim, depois de barbeado?”. Flash, enganado por uma ilusão,
dança “Ciranda, Cirandinha” com o Gavião Negro e Lanterna VerdeAquaman.
E que tal as notas de rodapé, como uma que afirma “Flash e Super-Homem
trabalham juntos na Liga da Justiça”. Alguém mais sabia disso?

O juramento do Lanterna era traduzido da seguinte maneira: “No dia mais
claro, na noite mais negra, ninguém escapará à minha visão! Que aqueles
que adoram o poder do mal se acautelem contra o meu poder… a luz do
Lanterna Verde!”.

Fica impossível não se divertir com o Homem-Elástico passando apuros ao
lado do Flash, ou não se aventurar com o Lanterna Verde enfrentando problemas
cósmicos – será que ele não achava perigoso colocar o Arqueiro, que não
tinha superpoderes, a todo momento no meio de perigosas contendas interplanetárias?

E no caso destes dois heróis “verdes”, infelizmente a fase aqui publicada
ficou, em termos de qualidade, distante das histórias em que Denny O’Neil,
com desenhos de Neal Adams, fez Lanterna Verdeambos
percorrerem os Estados Unidos enfrentando os problemas das pessoas comuns,
e que culminou com o Arqueiro descobrindo que seu parceiro Ricardito era
usuário de drogas, um momento importante das HQs de super-heróis.

De toda maneira, o roteirista ainda apresentava uma linha mais elaborada
para os protagonistas de suas tramas, com fortes laços de heroísmo e amizade
entre os personagens.

Marcam presença ainda Canário Negro, Sinestro, Hector Hammond, os Guardiões,
Carol Ferris, Alan Scott, John Stewart e os demais Lanternas Verdes, além
de Kid Flash (Wally West), Íris Allen, Homem-Elástico, o Mestre dos Espelhos,
Flautista, o Mão-Negra, Mago do Tempo, Capitão Frio, Mestre dos Anéis,
a Patinadora e outros.

Enfim, uma bela coleção juntando estes grandes ícones do Universo DC,
numa época em que todos duvidariam que eles pudessem vir a falecer e ressuscitar.
Lembrando que só Barry Allen não voltou dos mortos. Por enquanto…

Marcelo Naranjo sempre foi fã destes três super-heróis, e tem certeza
de que os leitores sabem o que vale mesmo nessas histórias: a diversão!
Afinal, ver o homem mais rápido do mundo em apuros numa “Convenção dos
Inimigos do Flash”… não tem preço!

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