AVANTE, VINGADORES! # 15

Por Zé Oliboni
Data: 14 agosto, 2008

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AVANTE, VINGADORES! # 15
Título: AVANTE, VINGADORES! # 15 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Os Poderosos Vingadores – Brian Michael Bendis (roteiro) e Frank Cho (arte);

Mulher-Hulk – Dan Slott (roteiro) e Rick Burchett (desenhos);

Homem de Ferro – Charlie e Daniel Knauf (roteiro) e Roberto de La Torre (desenhos).

Preço: R$ 7,50

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Abril de 2008

Sinopse: Os Poderosos Vingadores – Depois da Guerra Civil, o lado “da lei” ficou sem um grupo de Vingadores. Como Tony Stark considera que, mesmo com a Iniciativa, as pessoas precisam de um símbolo para confiar nos heróis, deixa nas mãos da Miss Marvel a missão de liderar a nova formação da equipe com os maiores heróis (registrados) da Terra.

Mulher-Hulk – Agindo com a S.H.I.E.L.D., Jen tem enfrentado vários inimigos tradicionais do Hulk, mas ainda não encontrou nenhum sinal de seu primo. Enquanto isso, no Escritório de Direito Super-Humano, Mallory tenta recuperar seus clientes e sua fama entre os vilões, depois de seu romance com o Assombroso Andy ter virado a fofoca do momento.

Homem de Ferro – Tony Stark tenta descobrir quem está por trás das novas células terroristas equipadas e treinadas. Enquanto isso, um antigo inimigo é libertado.

Positivo/Negativo: Desde o início, o título desta revista nunca fez muito sentido. Agora há dois grupos de Vingadores, um com heróis registrados, que comporá esta publicação, e outro renegado, com os dissidentes do grupo do Capitão América, que fica em Os Novos Vingadores. Aliás, ainda seguindo o “racha” formado pela Guerra Civil, o título do Homem de Ferro veio para Avante, Vingadores! deixando o do Capitão no outro mix.

O novo título ele não começou tão bem. Tirando o desenho sempre exuberante de Frank Cho, que concilia como ninguém mulheres lindas e cenas de ação, a trama deixa a desejar.

Bendis sempre foi elogiado pelo uso de recordatórios – alguns até acham que ele os revolucionou, trabalhando com uma forma de fluxo de consciência e substituindo os balões de pensamento. E realmente essa mecânica não só funciona, como virou algo com que o leitor se habituou.

Contudo, nesta edição ele abriu mão dessa técnica e intercalou vários balões de pensamento na conversa de Tony Stark e Carol Danvers. Assim, o diálogo se situou de tal forma entre o amor fingido e o ódio velado, que chega a ser cansativo vê-los planejando a nova formação dos Vingadores.

De interessante, há a idéia de dissecar o processo de formação de uma super-equipe. Como propõe o Homem de Ferro, a Miss Marvel poderia escolher quem quisesse para participar, mas, no fim, havia certas regras a seguir. Ter um peso pesado, um ninja, um “Thor” e um “Wolverine”, entre outras coisas.

A edição fica nisso. O final é estranho, mas aponta para a volta de um inimigo clássico dos Vingadores. Resta ver como será continuada a trama.

Há ainda duas HQs da Mulher-Hulk. O título é divertido, mas é o tipo de revista que só se deve ler uma vez por mês, pois mais do que isso acaba enjoando.

A revista continua com situações engraçadas, como Mallory indo a um bar de supervilões para tentar recuperar o respeito entre eles depois de seu caso com o Assombroso Andy ter virado notícia. Slott aproveita para retomar a questão sexual ligada à Mulher-Hulk e como Jen fica quando passa muito tempo transformada.

Na história com o Wolverine, inclusive, ele relembra um fato que aconteceu em um dos títulos mutantes, quando ela ajudou o Fanático e acabou transando com ele.

Outra boa cena são as conversas entre os nerds que cuidam da gibiteca do Escritório de Direito Super-Humano. O roteirista aproveita para fazer uma piada sobre a indústria dos quadrinhos e como as páginas duplas se tornam um grande desperdício, principalmente devido ao preço das revistas.

Nessa brincadeira, aliás, faltou um pouco de humor e autocrítica à Panini. Ao invés de simplesmente transportar a piada para a nossa realidade, colocando o preço e o número de páginas nacionais, os editores mantiveram a relação preço/página dos Estados Unidos e colocaram uma nota de rodapé explicando.

O problema é que a nota dá a entender que nos EUA a revista é muito cara, diferentemente daqui – e isso está longe de ser verdade. Mesmo que a solução brasileira de mix barateie a produção, títulos mensais custando uma média de R$ 7,00 por 96 páginas estão longe de ser baratas na atual economia nacional.

Além do humor, Slott não deixa de lado o desaparecimento do Hulk e, no final da história, Jen consegue uma pista sobre o possível paradeiro de seu primo, algo que pode levá-la a brigar com Tony Stark.

Como sempre, os desenhos caricaturais e simples de Rick Burchett criam o clima adequado para a trama.

Fechando a revista, uma história do Homem de Ferro. E os elogios que o título mereceu na edição anterior não se aplicam aqui. Charlie e Daniel Knauf começaram o novo arco com uma trama confusa, que deixa o leitor perdido.

Além do desenho muito bom, uma idéia que se salva é a volta do Mandarim, mas sem suas mãos para usar os anéis.

Classificação:
Zé Oliboni, responsável pelo Pop Balões

 



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