AVANTE, VINGADORES! # 17

Por Zé Oliboni
Data: 14 agosto, 2008

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AVANTE, VINGADORES! # 17
Título: AVANTE, VINGADORES! # 17 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Vingadores – A Iniciativa – Dan Slott (Roteiro) e Stefano Caselli (arte);

Os Poderosos Vingadores – Brian Michael Bendis (roteiro) e Frank Cho (arte);

Mulher-Hulk – Dan Slott e Ty Templeton (roteiro) e Rick Burchett (desenhos);

Homem de Ferro – Charlie e Daniel Knauf (roteiro) e Roberto de La Torre (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2008

Sinopse: Vingadores – A Iniciativa – O grupo de heróis em treinamento terá sua primeira prova real combatendo, ao lado de Henry Pym, um ataque da Hidra.

Os Poderosos Vingadores – A versão feminina de Ultron pega de surpresa a nova formação da equipe. Agora, sem Tony Stark, os heróis precisam descobrir como deter esse robô que já derrubou formações inteiras de Vingadores bem treinados.

Mulher-Hulk – Jen precisa se acostumar com sua nova vida sem poder se transformar na Mulher-Hulk. Enquanto isso, Mallory tem um novo cliente: o Líder.

Homem de Ferro – Uma massa de tentáculos está matando todos a bordo do aeroporta-aviões da S.H.I.E.L.D. e Tony Stark terá que tomar uma medida extrema se pretende salvar seus soldados.

Positivo/Negativo: Parece que tudo que é oficial acaba ficando um pouco chato e é essa cara que começa a tomar Avante, Vingadores. Praticamente a revista toda está ligada ao lado governamental da Marvel pós-Guerra Civil; e isso dá muito o tom do mix.

Tudo começa com a combinação estranha dos Poderosos Vingadores. A idéia de montar o melhor grupo de heróis de todos os tempos se mostrou uma baita chatice. Os personagens escolhidos meticulosamente com as regras de formação de grupos poderosos acabam não compondo um grupo unido. Não há a menor integração entre os heróis. Tanto que a maior parte do texto está nos balões de pensamento.

Esse retrocesso de Bendis permanece nesta edição. O autor, que revolucionou a narrativa em diversas outras revistas com o uso inteligente de recordatórios, parece ter desaprendido suas próprias técnicas de fluência do texto. A leitura de Poderosos Vingadores é extremamente truncada devido aos excessivos pensamentos dos personagens.

Na arte, Frank Cho ajuda a revista. Mas é bom até certo ponto. Apenas folheando a HQ, o visual fica bacana. Agora, quando se lê, é nítido que o roteirista faz malabarismos para inserir mulheres – que ficam ainda mais gostosas no traço do desenhista. Assim, a trama fica a um passo de um filme erótico soft.

Ainda na linha militarizada, a revista traz o Homem de Ferro no comando da S.H.I.E.L.D. É impressionante como parece não haver salvação para o personagem. Os autores inserem desesperadamente atribuições e poderes para Tony Stark, mas nada resolve.

Ele não é durão e militar como Nick Fury. Então, não funciona como líder da S.H.I.E.L.D. – nem na versão tradicional, nem na Ultimate.

Apesar dos pesares, Stark é um herói. Assim, nunca será o grande vilão do Universo Marvel, como tentaram posicioná-lo na Guerra Civil.

Ele deveria ser um gênio, um engenheiro, um futurista e resolver os problemas com um invento. Em vez disso, a história termina com Stark pelado absorvendo uma massa gigantesca de tentáculos formada pelos corpos mortos de centenas de pessoas, graças a um superpoder bem indefinido.

Ou seja, em muitos momentos pode-se dizer que uma revista perdeu o rumo ou está numa fase ruim. Contudo, com o Homem de Ferro parece que a Marvel não tem a menor noção do que está fazendo.

Vingadores – A Iniciativa, que parecia razoável apesar da trama “mais do mesmo”, usou nesta edição um punhado de fórmulas narrativas ruins e batidas, o que apagou qualquer boa impressão. Resta esperar para ver se alguma subtrama evolui nas próximos números.

O que salva esta edição de Avante, Vingadores é a positivamente indefinível Mulher-Hulk. Dan Slott e Ty Templeton fazem um malabarismo entre uma revista de ação, uma novela mexicana e um humor que zomba constantemente da própria “tribo” dos leitores de quadrinhos.

Indefinível realmente é a palavra-chave para o título. Jen não está entre os rebelados, mas não atua ao lado de Tony Stark. Ou seja, é uma revista de super-heróis em que a personagem principal não pode mais assumir sua identidade de super-heroína.

Ponto para o humor ácido, que constantemente critica a mania dos críticos e fãs por se apegarem a detalhes cronológicos. Enfim, é uma das poucas coisas que é possível ler em Avante, Vingadores!

Classificação:
Zé Oliboni, responsável pelo Pop Balões

 



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