AVANTE, VINGADORES! # 18

Por Zé Oliboni
Data: 14 agosto, 2008

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AVANTE, VINGADORES! # 18
Título: AVANTE, VINGADORES! # 18 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Vingadores – A Iniciativa – Dan Slott (Roteiro) e Stefano Caselli (arte);

Os Poderosos Vingadores – Brian Michael Bendis (roteiro) e Frank Cho (arte);

Mulher-Hulk – Dan Slott, Ty Templeton (roteiro) e Rick Burchett (desenhos);

Homem de Ferro – Christos N. Gage (roteiro) e Butch Guice (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Junho de 2008

Sinopse: Vingadores – A Iniciativa – Depois dos cadetes treinarem com o Coisa, Komodo recebe uma missão especial: caçar o Homem-Aranha.

Os Poderosos Vingadores – A versão feminina do Ultron continua seu plano para destruir toda a humanidade. E, para impedir que os Vingadores a atrapalhem, ela ataca o ponto fraco do integrante mais poderoso da equipe.

Mulher-Hulk – Todos no escritório descobrem a verdade sobre o Sr. Zix, mas ele pode estar prestes a explodir se não cumprir seu propósito na Terra. Enquanto isso, Stu Cícero usa seus conhecimentos sobre quadrinhos para retornar do Mundo-Pato.

Homem de Ferro – Hulk está de volta e Stark sabe o que isso significa. Com a ajuda dos super-heróis e da S.H.I.E.L.D., ele esvazia Manhattan e se prepara para um poderoso confronto.

Positivo/Negativo: Um dos problemas dos grandes eventos é que,
às vezes, quando as histórias se cruzam elas ficam muito parecidas. A
HQ de Homem de Ferro é um outro ponto de vista dos eventos de Hulk
contra o mundo # 2
, e acrescenta tudo que está acontecendo na
S.H.I.E.L.D. além de uma ou outra idéia paralela de Tony Stark não foi
vista na minissérie.

Essa tangência, com repetição de cenas e falas, acaba sendo necessária para o andamento da trama do personagem, que está muito envolvido com o megaevento. Mas, para o leitor, pode ser maçante. Felizmente, a série tem um novo e melhor roteirista que, de cara, imprimiu um ritmo diferente para a história.

Quanto ao desenho, a capa da edição, com um visual até cartunesco, não faz jus à arte sombria e realista de Jackson “Butch” Guice. Não há explicação para a Marvel não usar tanto o trabalho desse grande artista dos anos 1980. Apesar de a narrativa visual dele ser um pouco mais tradicional, seu traço é bem atual e coloca no chinelo muitos dos artistas que a editora trabalha com bem mais freqüência.

Por exemplo, Stefano Caselli com um trabalho comum, enjoativo, sem graça. Isso somado com os clichês de Vingadores – A Iniciativa torna a revista quase intragável. O que salva a edição é a aparição do Homem-Aranha sendo caçado pela Komodo e o Máquina de Combate. Outro conceito legal que Slott tirou do chapéu foi o Esquadrão Aranha Escarlate.

Enquanto Komodo tenta prender o Homem-Aranha, os vilões que o herói estava capturando escapam, mas são recolhidos por esse esquadrão de soldados munidos de réplicas da armadura que Stark tinha criado para Peter Parker.

Na seqüência, outra história escrita por Dan Slott, Mulher-Hulk, na qual ele realmente se destaca e faz a melhor história do título.

Slott é cínico, irônico e faz o leitor rir de si mesmo com piadas bem colocadas sobre quadrinhos, cronologia, colecionadores etc. Um ótimo momento é quando a Mulher-Hulk é chamada pelo Tribunal Vivo para ajudar a decidir se o Universo Ultimate deveria substituir o original. Então, ela classifica o novo universo como equivalente cósmico de uma esposa oportunista gostosa, mas diz que o original sempre existirá porque é mais divertido.

Fora isso, há toda a trajetória de Stu Cícero pela memória dos quadrinhos da Marvel, passando pelo Mundo-Pato e pelos quadrinhos de horror do Homem-Coisa para chegar ao escritório e fazer uma revelação que todos já sabiam.

Outra boa sacada do roteirista foi uma justificativa para isentar o título de qualquer envolvimento em Hulk contra o mundo, principalmente nas trapalhadas editoriais geradas entre a série e os títulos mensais.

Em dois quadrinhos Jen explica que perdeu seus poderes, mas Stark os reativou para o evento Hulk Contra o Mundo e agora tirou novamente.

Fechando a aventura, uma idéia genial que seria a cara da DC. Um ser cósmico que está arquitetando a destruição do universo e, graças a um caso que a Mulher-Hulk julgou, tem a base perfeita para fazer isso: um setor do universo totalmente desconhecido, não mapeado, não explorado e a única pessoa que sabe da sua existência é um vigia que a heroína condenou a ficar mudo para o resto da eternidade.

Enfim, a revista tem tantas idéias legais, e todas funcionam tão bem, que Mulher-Hulk se tornou o título mais divertido da Marvel atualmente.

A última história é Poderosos Vingadores, na qual não acontece praticamente nada. A grande vantagem é o desenho de Frank Cho. Isso foi tão levado em conta, que o vilão, Ultron, apesar de tradicionalmente ser uma figura masculina, desta vez é uma mulher seminua extremamente sexy.

Mas, justiça seja feita, Cho é mais do que um habilidoso artista de pin-ups. Todas as cenas estão excelentes, inclusive as do Ares, que ganhou um grande destaque nesta edição.

Agora, independentemente disso, o texto ainda está muito truncado. Bendis entupiu a história de balões de pensamento e matou a fluência da leitura.

Cabe uma observação sobre a numeração das páginas das histórias de Vingadores – A Iniciativa e Poderoso Vingadores. O editor usou como ícone para acompanhar o número um “A” com uma seta, como a do título na capa. O que não dá para entender é: por que o ícone está de ponta cabeça, com a seta apontada para esquerda, em todas as páginas?

Classificação:
Zé Oliboni, responsável pelo Pop Balões

 



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