AVANTE, VINGADORES! # 19

Por Zé Oliboni
Data: 14 agosto, 2008

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AVANTE, VINGADORES! # 19
Título: AVANTE, VINGADORES! # 19 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Vingadores – A Iniciativa – Dan Slott (roteiro) e Stefano Caselli (arte);

Os Poderosos Vingadores – Brian Michael Bendis (roteiro) e Frank Cho (arte);

Mulher-Hulk – Dan Slott, Ty Templeton (roteiro) e Rick Burchett (desenhos);

Homem de Ferro – Christos N. Gage (roteiro) e Butch Guice (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2008

Sinopse: Vingadores – A Iniciativa – Casca-Grossa recebeu uma proposta para roubar a tecnologia NAIPE da base da Iniciativa e aceitou. Agora, com a invasão do Hulk, ele descobrirá as conseqüências dos seus atos.

Depois, os cadetes são chamados para ajudar a evacuar Manhattan, mas eles querem partir para a ação com os Vingadores.

Homem de Ferro – Tony Stark foi derrotado e capturado pelo Hulk. Agora cabe a Dugan comandar a S.H.I.E.L.D. nesse momento de crise. Por sorte, ele descobre um meio de se comunicar com seu chefe.

Mulher-Hulk – Diversas cópias de personagens da Marvel começam a surgir de uma realidade alternativa e o Escritório de Direito G.L.K. & B. (sim, Mallory finalmente conseguiu se tornar sócia) se incumbirá da deportação desses imigrantes ilegais superpoderosos.

Os Poderosos Vingadores – Ultron matou a mulher do Sentinela e terá que encarar toda a fúria dele. Enquanto isso, mísseis nucleares são disparados pelo mundo e a única esperança dos Vingadores pode estar nas mãos de Ares.

Positivo/Negativo: Avante, Vingadores! é uma revista apenas pouco acima da média, mas há meses em que se supera e apresenta bons momentos até mesmo nas séries tradicionalmente regulares. É o caso de Vingadores – A Iniciativa, com a história do Casca-Grossa e o roubo da tecnologia NAIPE. Dan Slott explorou uma brecha bem interessante, o ataque frustrado do Homem de Ferro contra o Hulk.

Para quem só leu a minissérie Hulk contra o mundo, fica a idéia de que a arma de Tony Stark para suprimir os poderes do Hulk não funcionou devido ao nível de poder que o Gigante contém no momento. E não há problema algum nesse raciocínio.

Agora, nesta revista, o leitor descobre que não foi bem assim. Graças ao roubo feito pelo Casca-Grossa, nas palavras do próprio personagem, ele “ferrou com o mundo todo”, porque a “bala mágica que poderia ter acabado com tudo isso era de festim”.

Não é nada de mais, mas ficou legal essa subtrama, principalmente porque aos poucos cada personagem está sofrendo um momento traumático e ficando, de certa forma, cauteloso.

É como se toda aquela empolgação inicial de ser herói fosse morrendo aos poucos, conforme se defrontam com a realidade. E, pela cena que encerra esta edição, na qual eles vêem os Vingadores derrotados, talvez seja a fase final desse processo.

Pena que a arte não seja das melhores. Stefano Caselli não é ruim, mas se o editor o juntasse a um colorista que desse um pouco mais de corpo para o seu desenho, ajudaria.

Na seqüência, uma história interessante do Homem de Ferro que melhorou muito desde a mudança de roteirista. Sem a presença de Tony Stark (capturado pelo Hulk), a S.H.I.ELD. começa a desmoronar.

Dugan, o oficial em comando, nervoso, protagoniza uma ótima cena em que começa a conversar com uma armadura do Homem de Ferro e, de repente, recebe uma transmissão de Stark direto da nave do Hulk.

Stark usa o capacete da armadura para se comunicar e, quando pára, Dugan continua segurando e questionando o objeto, em uma cena shakespeareana.

Como era esperado, Stark tem um plano suicida caso nada possa deter o Hulk, o tipo de estratagema que faz um velho militar como Dugan recuperar o respeito pelo chefe.

A arte é realista na medida certa; e a cor segue um visual muito usado nas revistas da Marvel, com tons mais sóbrios, menos luminosidade e com um efeito computadorizado que parece um acabamento de carvão nos sombreamentos. Funciona bem.

Mulher-Hulk tem uma história meio “viajandona” sobre uma realidade em que o único super-herói é o Reed Richard transformado em Coisa que criou um portal para a realidade oficial da Marvel. Quem passa por esse portal, vira uma versão de um personagem superpoderoso.

Na verdade, essa ladainha foi para, no final, Jen recuperar seus poderes. Mas, como sempre, foi recheada de piadas sobre a cronologia da Marvel e suas vicissitudes, inclusive resolveu uma questão que há tempos tem perturbado a heroína: afinal, ela dormiu ou não com o Fanático?

(A título de curiosidade, segundo esta edição, quem teve um caso com o Fanático em um dos títulos mutantes foi a versão da Mulher-Hulk vinda da outra Terra).

Por fim, Poderosos Vingadores parece ter mudado de nome para “Morosos” Vingadores. A história com Ultron já se arrastou por cinco edições e não acontece praticamente nada.

Um pouco da culpa é de Frank Cho e dos leitores. O estilo do artista é expansivo, toma muitos quadros para se desenvolver, para deixar as cenas bonitas, atraentes. E sempre que trabalhou assim, com belos desenhos, um conteúdo lento e rarefeito, ele foi muito bem aceito. Por isso, não haveria razão para agir de outra forma.

A próxima edição deve resolver parcialmente algumas questões do arco, para montar o cenário para o problema maior. Vale esperar para ver o que acontece.

A edição nacional merece elogios por dedicar uma página a um memorial ao desenhista Michael Turner, falecido em junho deste ano. Mesmo assim, cabe a ressalva: o ícone que acompanha a numeração das páginas de Vingadores – A Iniciativa e Poderosos Vingadores, um “A” com uma seta, como o visto na capa, tem sido colocado de cabeça para baixo.

Classificação:
Zé Oliboni, responsável pelo Pop Balões

 



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