AVEC Editora planeja lançamentos de HQs europeias para 2016

Por Samir Naliato
Data: 27 janeiro, 2016

Para 2016, a AVEC Editora planeja diversas novidades. Veja abaixo uma prévia dos lançamentos que estão sendo preparados para o decorrer do ano, e fique ligado para mais detalhes quando eles estiverem disponíveis.

Contos do Cão Negro (64 páginas) – As aventuras de um guerreiro na Irlanda do século 5. Edição com a série online que está saindo em Outros Quadrinhos, de Cesar Alcázar e Fred Rubin.

January Jones (48 páginas) – January é uma aviadora no entre guerras que tem aventuras por todo o planeta, uma mistura de Tintim com Indiana Jones. Obra dos autores holandeses Eric Heuvel e Martin Lodewijk.

Contos do Cão NegroJanuary Jones

Ember (48 páginas) – Saída das páginas de Storm, que já teve algumas edições publicada no Brasil, pela Abril, a história é um prequela da ruiva, antes de ela conhecer o Storm, numa pegada bem ao estilo Sonja, a Guerreira. A série começou a ser publicada em 2014, na Europa, e já teve dois álbuns lançados. Será a porta de entrada para o universo de Storm.

A Guardiã (48 páginas) – Mais um novo título das BDs franco-belgas, conta, em histórias curtas, as aventuras da Guardiã na época vitoriana, lutando contra o sobrenatural.

EmberA Guardiã

Alena (124 páginas) – HQ de terror sueca na qual amor, fantasmas e mortes se misturam dentro de um internato. A história já virou filme nos países nórdicos e está fazendo o circuito dos festivais.

As Aventuras de Ricardo Castillo (48 páginas) – Outro exemplo de linha clara europeia que fez bastante sucesso lá fora, traz as aventuras de Ricardo Castillo, na Nova França (o atual Canadá no século 18).

AlenaAs Aventuras de Ricardo Castillo

Le Chevalier e a besta de Notre Dame (48 páginas) – As aventuras do personagem Le Chevalier, que já saiu em romance pela AVEC. Roteiro de A.Z. Cordenonsi e arte de Fred Rubin.

Alice in Badland (128 páginas) – A editora continuará publicando esta HQ em ebook até ser completada. Os dois primeiros capítulos já estão disponíveis. Textos de Alice Viana e Tamie Gadelha, e arte de Tamie Gadelha.

Le Chevalier e a besta de Notre DameAlice in Badland

• Outros artigos escritos por

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  • Mas pode copiar o Hergé assim tão descaradamente?

    • Filipe Lima

      Fiquei pensando exatamente o mesmo. Preciso da ajuda de experts pra sacar essa. Mercado americando também tem traços bem parecidos…mas isso aí tá com cara de homenagem….só pode.

      • Noto que no mercado americano tem traços bem parecidos, no mercado europeu (principalmente o franco-belga) e japonês, idem! :)

        • Beto Magnun

          Não. Se tu pegar uma edição da shonen Jump, vai ver que o traço dos japas variam demais.E não achei que o traço na January Jones, tão parecido assim com TimTim. Já o tal Castillo…
          E COMPREM EMBER! O dono da AVEC, disse que se o titulo vingar é capaz de trazerem Storm pro Brasil.

          • Eu não disse que todos os japoneses desenham igual. Tb coleciono mangás e sei disso, assim como no mercado americano também tem muita diferenciação nos traços… o dito foi apenas que em tal mercado em comum, sempre tem alguém (e não todos) que desenha parecido com outro desenhista… seja por inspiração, influência ou cópia mesmo! E dizer que japonês não tem traços bem parecidos, quando todo mundo reconhece o estilo mangá só de bater os olhos… é um estilo próprio do Japão!

          • marcio coelho

            Que legal que estão trazendo material europeu para nosso mercado, mas isso é uma pontinha do iceberg. Tem coisas melhores no mercado franco belga. Aqui no Brasil a Nemo é quem melhor representa esse mercado. Com relação a questão de homenagem ou cópia, isso na realidade trata-se de estilo. Parece hergé, mas não é! É um mercado extremamente versátil e rico. Um dado de 2009: foram lançadas 4863 HQs no mercado franco-belga (Europa continental) Os europeus tem muito orgulho dos seus personagens. Segue um link p conhecer esse culto a Hq.
            http://oglobo.globo.com/boa-viagem/cidade-em-quadrinhos-roteiro-das-hqs-em-bruxelas-5607098

    • Vc se refere a January Jones e A Terra Prometida? Se bem que esse Ricardo Castillo é mesmo muito parecido, hehe, mas esse é um tipo de traço bem comum de ser ver nas hqs europeias… aqui saiu alguns nesse estilo… A Busca é um exemplo. Aliás, os únicos que não me chamaram atenção aqui foram Le Chevalier e Guardian, de resto, gostei de todos.

    • General ELL

      Não é cópia. É ligne-claire (linha-clara) e não foi o Hergé que inventou esse estilo, ele só popularizou.

  • Bicudo Junior

    Olá meus queridos amigos e colegas de trabalho, em resposta a você Alexandre Ostan, pesquisei e acho que achei uma resposta para sua excelente pergunta ” Se pode copiar o Hergé assim descaradamente?”…e nessa pesquisa que vou posta-le resumi se assim: “assim como nos quadrinhos americanos, tem um estilo já carimbado, costelado, pode ser Marvel ou DC. Este estilo já conhecemos nas revistas do Homem Aranha, Batman, Superman etc…Na Europa não diferente, só que estes traços limpos nos causa uma certa estranheza. Mas com Martinez teve outro fato, o qual vou mostrar nesta pesquisa, baseado em um texto de Andreas Platth:

    É uma história de aventura, e em seu centro está um homem que acabou de Ricardo Castillo, cujo passado somente no curso das oito semanas, vamos acompanhá-lo através do Canadá, se abre. E porque esta é uma abordagem cômica tais clássico, os dois autores da nossa nova série, Alexis Martinez e Gunther Brodhecker optaram por um estilo de caractere, como nenhum outro sentimento na aventura desperta os leitores: o Ligne Claire.

    Esta designação introduziu o cartunista holandês Joost Swarte e teórico na década de setenta – que se refere ao estilo, o Hergé (1907-1983) trouxe em sua série de quadrinhos “Tintim”, após a Segunda Guerra Mundial até à perfeição. Assim, Hergé foi capturado em, não só com outros cartunistas de Edgar Pierre Jacobs Jacques Martin a Yves Chaland Joost Swarte ou a si próprios, mas também em design e grafismo da segunda metade do século XX. O Ligne Claire tornou-se assim atemporal, embora ele deve uma parte significativa do seu efeito sobre o efeito nostálgico que desencadeia o seu acidente vascular cerebral.

    Um material clarividente de volta

    Esta eficiência branco Alexis Martinez, os signatários do “Castillo”, que trabalha como designer gráfico em Frankfurt am Main. É sua estréia em quadrinhos, embora com o seu argumentista, o empregado como diretor criativo de uma agência de publicidade em Stuttgart Gunther Brodhecker, já tinha em 2009 criou uma cartilha para a exposição “Superman e Golem” no Museu Judaico da Cidade de Frankfurt junto. É aí que está três lados de dois projetos em quadrinhos e outras revelações foram publicadas – uma verdadeira oferta para a continuação dos dois projetos. Apesar das poucas páginas que você poderia facilmente ver o que propôs para um time de escritores talentosos do quarenta e quatro Brodhecker e trinta e nove Martinez.

    “A vida emprestado” deve nos dizer sobre o retorno de um dos nazistas que fugiram para judeus América para Frankfurt, a outra história, “A segunda partida de Ricardo Castillo”, por outro lado esboçada que agora se tornou nosso cômico.

    Com uma diferença: No estilo maravilhoso Ligne Claire, o Martinez dominou na época era apenas “a vida emprestado” marcada. As imagens “Castillo” foi visto, no entanto, a admiração do artista para Will Eisner e Robert Crumb sem ela, mas cresceu uma perfeição semelhante como os passos de Hergé.

    Brodheckers e nova série Martinez ‘agora irá mesclar os dois pontos fortes: o historicamente muito para trás levando ato de “Castillo” -Entwurfs ea segurança estilo gráfico da “vida emprestado”. O evento é dividido em episódios, cada um executando mais de duas semanas, será tal que diz quatro aventuras de Ricardo Castillo no final. Uma carga de trabalho maior deixa o estresse profissional dos dois autores não é actualmente o caso. Mas quem sabe? Quem teve que esperar o tempo que Castillo que sua história será contada, que não deveria importar se ele é talvez até mais tarde retomado uma vez. Substância, ele mostra imediatamente, dar a esta figura eo cenário, ter escolhido o Brodhecker e Martinez, mais do que suficiente atrás.

  • Pedro Bouça

    O estilo em linha clara criado por Hergé é inspirado na arte de George McManus na tira de jornal Bringing Up Father (Pafúncio no Brasil). McManus foi um dos autores de quadrinhos mais populares do mundo nos anos 30 (publicado inclusive na China e no Japão!) e influenciou centenas de autores, entre eles Osamu Tezuka!
    Hergé desenvolveu o seu estilo a partir disso e ele próprio influenciou, sem exagero, metade dos autores belgas (particularmente da Bélgica flamenga, de língua holandesa). Fosse diretamente, com autores que trabalharm no seu estúdio (Bob de Moor, Jacques Martin, Edgar P. Jacobs) ou na revista Tintin belga (Willy Vandersteen, Tibet), ou indiretamente, com autores que cresceram lendo a sua obra (gente demais para mencionar!). Alguns fazem um trabalho bem similar, como o desenhista de Ricardo Castillo, outros bem diferente, como o Eric Heuvel de January Jones, mas a influência de Hergé é bem visível no quadrinho belga até hoje.
    Como, para fazer uma comparação simples, é a influência de Jack Kirby ou de Neal Adams no quadrinho americano. Caras como Tom Scioli (Kirby) ou Tom Grindberg (Adams) fazem um trabalho bem próximo ao dos seus modelos, enquanto outros têm um trabalho mais distante, como John Byrne (influenciado por ambos). Não havendo cópia direta (o que não acontece em nenhum dos casos citados), não há mal nenhum nisso.