Aventura inédita que encerra a série Ken Parker será publicada no Brasil

Por Marcelo Naranjo
Data: 6 novembro, 2017

No primeiro semestre de 2018, o CLUQ – Clube dos Quadrinhos lançará o último episódio da saga de Ken Parker, publicado na Itália em 2015 e inédito no Brasil até o momento. A história é escrita por Giancarlo Berardi e ilustrada por Ivo Milazzo.

O álbum terá 128 páginas com uma trama que encerra em definitivo as aventuras do personagem, uma lenda dos quadrinhos. Quanto à série cuja publicação está em andamento no Brasil, o CLUQ lançara as edições #12, #13, #14 e #15 até o final de 2017.

Ken Parker é uma criação de Berardi e Milazzo. O personagem é um anti-herói, um caubói muito diferente de Tex, John Wayne e tantos outros. A principal inspiração da série é o filme Mais Forte que a Vingança (Jeremiah Johnson), de 1972, estrelado por Robert Redford.

A série foi publicada no Brasil pelas editoras Vecchi, Best NewsMythos, Tapejara/Tendência e, atualmente, pelo CLUQ. Confira abaixo a capa e duas páginas da HQ – o álbum teve o título Fin dove arriva il mattino na Itália.

• Outros artigos escritos por

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  • Wagner Ferreira

    O melhor quadrinho de faroeste ao lado de “Blueberry”, na minha opinião! Uma lástima os álbuns custarem os olhos da cara e mais dois rins…

    • Leonardo Campos

      E muitos erros de revisão…

      • Sidney Gusman

        Este tem sido o calcanhar de Aquiles das edições do Cluq. Um pecado.

  • Naranjo, você conhece algum bom lugar que apresente um histórico da publicação do personagem no Brasil, de preferência dizendo a ordem de leitura correta? Porque se tem um personagem que me deixa confuso quanto a tudo é Ken Parker aqui na terra da banana…

    • Victor Vitório

      Se permitir uma tentativa parcial de leigo:

      – A Editora Vecchi lançou 53 edições da série original entre 1979 e 83.
      – A Best News tentou continuar daí até o final, no 59, mas só lançou a 54 e 55.
      – A Tapejara/Tendência lançou todos os 59 num formato que acho o melhor p Bonelli (q sinceramente n precisa de couché e capa dura).
      – Suponho que após isso venham edições especiais como “Um Príncipe para Norma” e “Dois cervos e Um Hálito de Gelo”, porque esta última história parece ser imediatamente anterior à fase seguinte, da Mythos. Não li “Onde Morrem os Titãs”, então não sei onde entra.
      – Em 2001, acho, a Mythos lançou 18 formatinhos de Ken Parker Magazine com 2 capítulos cada, os quais são republicados individualmente pelo CluQ a preço de ouro.

      Eu não conheço o que vem depois. Comecei Ken Parker há quase um ano e consegui até agora 32 edições misturando as 5 editoras.

      • James Howllet

        Eu possuía uns 25 números dessa série da Vecchi herdados de um primo já falecido.

        Numa dessas crises aborrecentes uma década e meia depois cismei que iria para de ler quadrinhos. Resultado: doei toda a minha coleção! O saldo da nóia ainda machuca pra kraio…

        • Victor Vitório

          Já sei que nunca vou parar de ler quadrinhos, é ininterrupto desde uns 5 anos de idade. Até meu mestrado foi sobre HQ.

          Minha primeira KP foi “Um Príncipe para Norma”, que estava por 20,00 no site da Comix (e na loja custava 50,00, mas o argumento venceu!). Comprei porque adoro Aventuras de uma Criminóloga e queria ler mais de Berardi. Até a Tex escrita por ele eu comprei recentemente.

          Se tiver paciência e pouca exigência pelo acabamento, as edições da Vecchi saem na casa dos 10, 15 reais. Até gostaria de comprar todas pela Tendência, mas a 50 cada dói demais a consciência e só tenho 2. Especialmente nessa nossa época de fartura que as editoras nos enchem de ótimos encadernados a preços que até seriam razoáveis se só tivesse aquilo no mês para comprar.

          • James Howllet

            Poder aquisitivo do brasileiro é bem ruinzinho.

            Passei quase uma década comprando material importado pela Amazon que imaginei nunca chegar aqui (as tais edições Omnibus são um dos vários exemplos).

            Hoje chega muita coisa boa é verdade. Por outro lado, apesar da variedade haver aumentado ainda sinto falta de mais coisas, sem falar nas tiragens mas…ah…Isso também tem a ver com a redução dessa mídia. A gourmetização taí, chegando com força. Ainda mais para uma mídia que vem (perigosamente) se tornando um nicho em que o “nerd do bem” foi trocado por esses insuportáveis hipsters.

          • Victor Vitório

            O que você quer dizer com “redução dessa mídia”?

            Gosto da ideia de encadernados, mas não de Omnibus, acho desconfortáveis hqs de 500 páginas. Nós somos difíceis de agradar, se é “barato” reclamamos (como dos formatinhos de papel jornal e páginas soltando da Mythos que só valem o preço cobrado por causa das histórias), se é luxuoso demais, reclamamos (como os KP da CluQ e os capa dura da Mythos). Se tem pouca oferta nos frustramos, se a oferta é demais, ficamos atolados (pô, Abril, coleções de Barks, Rosa e Gottfredson ao mesmo tempo?!). Em 2000 e pouco eu comprava quase todos os mangás das bancas, hoje deve ter uns 30 títulos em publicação e só me interesso por 3.

            Sim, criou-se um nicho terrível de HQs de 80,00 pra mais, ou de coleções de 2 vol de 50,00 por mês, com uma transição das bancas para as livrarias, mas ainda acho que o bom de toda essa oferta é que tem algo para cada leitor (mesmo que na verdade nós quiséssemos quase todos os lançamentos). Poucos anos atrás tivemos uma ótima fase da Panini de capa dura por 25, 30 reais com Livros da Magia, Orquídea Negra, etc.

            Hoje só a Amazon salva o leitor.

    • Marcelo Naranjo

      O Victor fez um bom resumo. Não é fácil ter a coleção completa – a ordem certa mesmo são os 59 álbuns da Tendência (alguns já esgotados) seguidos por esses do CLUQ em andamento. Porém, tudo o que o CLUQ está lançando, já saiu pela Mythos em formatinho.

      Duas maneiras de ler (quase) tudo:

      Tapejara (ou Tendência – 59 números) + CLUQ (Ken Parker Magazine – em andamento)

      Vecchi (53) + Best News (2) + Mythos (18)

      E o final da série, como diz a nota, será lançado ano que vem no Brasil. Os álbuns especiais e as séries de 4 números cada que o CLUQ lançou podem ser lidos fora de ordem, sem problema.

      O que atrapalha o título, desde sempre, é que vende pouco, embora seja uma série FANTÁSTICA, arte e roteiros maravilhosos. Talvez o apelo seja adulto demais, não sei dizer o motivo. Enfim, virou “cult”.

      Detalhes das séries, para facilitar:
      http://guiadosquadrinhos.com/titulos/ken%20parker

      Abraço!

      • Victor Vitório

        Talvez um dos motivos de vender pouco seja algo que também sinto sobre a série: é angustiante, de tão humana. Lembro de como me atingiu ler uma situação que saiu do controle por pouco motivo e levou ao massacre de uma aldeia indígena, e, no final, tudo o que Ken pôde fazer foi esconder o rosto nas mãos e chorar lembrando os próprios traumas dizendo “Está acontecendo de novo, de novo!”. Ou Ken se contorcendo tapando os ouvidos para não ouvir os gritos do companheiro de cela sendo espancado fora do quadrinho. Berardi tem o hábito de apontar desumanidades sofridas por personagens muito humanos e de matar personagens sem espetáculo e glória. Já fico tentando adivinhar (como que por defesa) qual personagem legal que eu acabei de conhecer vai morrer até o final da edição. A melancolia paira sobre quase todas as KP que li, bem como muitas Julia. O leitor fecha a HQ com o coração pesado, talvez resignado com a fragilidade da vida…mas no fundo queria que, apesar do preço, um herói salvasse os frágeis e sua grandeza compensasse o mal que nos ronda a todos.

        • Mario Latino

          Por isso que Ken Parker é Ken Parker… um western como poucos…

      • Tio Helbert

        Vecchi (53) + Best News (2) + Mythos (18)

        E o final da série,
        como diz a nota, será lançado ano que vem no Brasil. Os álbuns especiais
        e as séries de 4 números cada que o CLUQ lançou podem ser lidos fora de
        ordem, sem problema.

        Detalhe… Estes Vecchi (53) e Best News (2) faltariam 4 edições para passar para a Mythos.

  • Ricardo Costa

    É na Ken Parker magazine que vende na comix ? Ou tem outras

  • ARQUEIRO VESGO

    Pelo menos essa edição de despedida podia ser publicada em capa dura e em cores.

  • Eterna esperança é alguma editora com estofo adotar o título e publicar desde o começo. O CLUQ fez um trabalho heroico, mas torna o material pouco acessível e de impossível entrada para novos leitores.

    • Victor Vitório

      Podia até ser no modelo Dylan Dog da Lorentz.

  • James Howllet

    Belíssimo!

    O melhor quadrinho de faroeste. Me perdoem os fãs de Tex, mas fecho com o Jeremiah Johnson. Temáticas, narrativa, arte, personagens…

    O problema é encontrar isso a um preço, distribuição e com a qualidade justas.

  • Victor Vitório

    – Ken Parker Magazine é o mesmo que a Mythos publicou, mas em formato luxo, se você comparar as capas vai perceber.
    – Cada Ken Parker Encadernado é só a compilação de 3 vols da Mythos, na ordem numérica. Eu tenho a primeira, pode valer a economia ao invés de comprá-los separados.
    – “Lar doce Lar” é o número 30 da série original e “Lily e o Caçador” é o número 25 (eu não conhecia essas edições avulsas da ASA. Esses números foram lançados também pela Vecchi e pela Tendência).
    – Ken Parker Especial, pelo que entendi, é rumando para o final de tudo. Pelo título suponho que “As Aventuras de Teddy Parker” seja continuação direta das 18 da Mythos. Já “Nos tempos do Pony Express” é uma história da juventude de Ken.
    – “Os cervos” é totalmente avulsa e “Um Hálito de Gelo” é após os 59 e pode ser considerada como prólogo aos 18 da Mythos, na jornada para o Canadá.
    – “Um Príncipe para Norma” fica antes das 18 da Mythos e suponho que depois das 59, já que faz parte da fase de foragido de Ken que começa nos números 50 e pouco.

  • Marquito Maia

    Vamos por partes, como diria Jack:
    – Dizem que “Um príncipe para Norma” é, tipo, o “número sessenta”. E aí vem a atual coleção do CLUQ (que inclui as edições da Mythos);
    – Além dos álbuns que você já citou, também tem: “Onde morrem os titãs” e uma minissérie em quatro partes com histórias ambientadas durante as quatro estações (“Filhotes”/Inverno; “A lua da magnólia em flor”/Primavera; “Soleado”/Verão; “Pálidas Sombras”/Outono), tudo publicado pelo CLUQ;
    – “Lily e o Caçador” é o número 25 da série original e “Lar Doce Lar”, é o número 30 (publicados por aqui pela Vecchi e Tapejara/Tendência);
    – Esse “Ken Parker Encadernado” da Mythos tem toda a pinta de ser o bom e velho “encalhenardo” dos 18 volumes publicados pela editora;
    – “Ken Parker Magazine” do CLUQ é o nome da coleção que atualmente está sendo publicada (o último número foi o 11);
    Quanto a esse futuro lançamento do CLUQ, já vou começar a economizar a verba necessária, que, algo me diz, será um tanto quanto exorbitante… Mas a gente faz esse sacrifício!

  • Victor Vitório

    “Okhlahoma!”, em Tex Ouro 35, 350 páginas. É a única Tex que li, então não sei comparar com as outras do ranger, mas gostei. Tem uns textos extra legais sobre Berardi e publicação dessa história, o que inclui a relação com Bonelli e umas questões das diferenças entre KP e Tex.

    • Obg por responder. Bem, se vc nunca leu outra história de Tex, pode ter ctz q a qualidade se mantém em qq história do personagem. Tex não tem história ruim. Vlw! :)

      • Victor Vitório

        Certa vez, por não querer sair sem levar nada, comprei uma Tex de férias, mas decidi não ler porque assusta o fato de ser uma série de não sei quantas centenas de edições. Imagina se eu começasse a gostar?! Já me basta ter me apaixonado por Aventuras de uma Criminóloga no número 91 e ter começado a caçar as anteriores (faltam umas 30 ainda).

        • Faltam cinco da Júlia pra mim… Nos últimos dois anos consegui as mais de 100 edições! Já leu a Ed. 02 de Nick Raider, da Mythos? Tb foi escrita pelo Berardi. Vale a pena!

          • Victor Vitório

            Julia 1 e 2 eu consegui na edição espanhola. Seria bom uma reedição por aqui, mas isso não vai acontecer. Vou pesquisar essa Nick Raider.