BLADE – O CAÇADOR DE VAMPIROS # 1

Por Zé Oliboni
Data: 14 agosto, 2008

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BLADE - O CAÇADOR DE VAMPIROS # 1
Título: BLADE – O CAÇADOR DE VAMPIROS # 1 (Panini
Comics
) – Minissérie em duas edições

Autores: Mark Guggenheim (roteiro), Howard Chaykin (arte)

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 72

Data de lançamento: Dezembro de 2007

Sinopse: Meio humano, meio Vampiro, Blade usa seus poderes para caçar essas criaturas da noite que parecem invadir diversos nichos da sociedade.

Aqui, ele enfrenta um destacamento todo da S.H.I.E.L.D., vai para a Latvéria, onde é mandado pelo Doutor Destino ao passado, e ainda é preso pela polícia sob a acusação de assassinato.

Positivo/Negativo: Blade nunca foi um dos personagens mais expressivos da Marvel e nem mesmo uma trilogia de filmes conseguiu mudar esse quadro. Mais do que isso, a editora tem ciência dessa limitação, tanto que usou na capa da primeira história o Homem-Aranha transformado em vampiro, apesar de o personagem fazer uma ponta de no máximo quatro quadros.

Aliás, a revista segue uma fórmula consagrada para tentar ressuscitar personagens do limbo, misturando participações especiais, a origem recontada do protagonista e um desenhista consagrado. Pena que não deu tão certo, pois o título, que se iniciou como uma publicação mensal, logo foi encerrado como uma minissérie.

As duas primeiras histórias são bem calcadas na questão de envolver Blade no Universo Marvel. Assim, ele se encontra muito brevemente com o Aranha, luta contra uma equipe da S.H.I.E.L.D. convertida em vampiros e tem uma passagem pela Latvéria.

Em seguida, vem uma história na qual, além de fazer várias inserções retomando o passado de Blade, tenta dar justificativas para situações “reais”. Por exemplo, mostrar qual a fonte de renda do personagem e a forma como ele lida com problemas legais, como ser preso por assassinato ou suspeita de uma série de roubos.

Um mérito a se considerar para o roteirista é trabalhar as histórias de forma fechada, encerrando cada uma na própria edição. Mas, ao mesmo tempo, dá para perceber a presença de um personagem recorrente e situações que deverão levar para uma última edição um pouco mais complexa.

A arte dá a impressão de que Howard Chaykin parou no tempo. Os grandes méritos dele, como sua diagramação e o uso de onomatopéias para compor o visual da cena, acabaram servindo de referência para tantos artistas que ele acaba parecendo “mais do mesmo”.

Tirando isso, sobra seu traço um tanto “sujo” para os padrões atuais e suas peculiaridades, como fazer o rosto do personagem principal baseado em um auto-retrato.

Cabe ainda uma nota sobre a edição que, além de chegar às bancas com um mês de atraso, não tem qualquer indicação sobre a periodicidade. Não é dito se é uma nova revista mensal, uma minissérie, nada. E seria algo importante para o leitor decidir se compra ou não.

Classificação:
Zé Oliboni, responsável pelo Pop Balões

 


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