Confira os dois novos títulos da Editora Nemo

Por Marcelo Naranjo
Data: 3 maio, 2016

A Editora Nemo divulgou o lançamento de dois novos álbuns em quadrinhos.

Uma morte horrível (formato 17 x 24 cm, 128 páginas, R$ 39,90), da francesa Pénélope Bagieu, tem como protagonista Zoé, uma garota que trabalha em excesso e ainda precisa suportar o namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um escritor de sucesso à procura de inspiração.

Nada intelectual, ela não sabe diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta, porque Thomas esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo literário do século.

morte_horrivel_capa

Entre umas e outras (formato 17 x 24 cm, 208 páginas, R$ 39,90), de Julia Wertz, é uma graphic novel autobiográfica, na qual a autora documenta o ano em que decidiu ir embora de São Francisco, sua cidade natal, para ganhar as ruas desconhecidas de Nova York.

Mas esta não é aquela história manjada de redenção da jovem que supera todas as adversidades ou bobagens desse tipo. É um livro engraçado – às vezes incisivo –, repleto de ilustrações divertidas, de um humor ácido e de muita autodepreciação. De quadrinho em quadrinho, Wertz passa por quatro apartamentos toscos, sete empregos sofríveis, problemas familiares, viagens fracassadas e uma infinidade de garrafas de uísque.

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• Outros artigos escritos por

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  • Vinicius Paqui de Aguiar

    Essa editora Nemo <3

  • HQs europeias são as melhores e hqs biográficas ou auto-bigraficas são sempre interessantes..

    • Moroni Machado

      Cara, estou meio cansado de hqs biográficas

      • Vc não parece ser do tipo q lê quadrinhos biográficos, a não ser q seja a biografia não autorizada do Lex Luthor kkk

  • camatari

    A Nemo não brinca em serviço…

  • Dyel Dimmestri

    Nemo,nemo,nemo…
    Chegou ali,em 2012,quetinha,como quem não quer nada,e agora,vejam…
    Vem apresentando ao público brasileiro a “papa fina” da atual geração de quadrinhistas europeus e americanos :Margoux Motin,Penélope Bagieu,jiula wertz,entre outros.
    Eu Me Pergunto:Haverá Mais Surpresas???

  • Algumas realmente são sérias, mas outras são bem divertidas. As mais sérias geralmente são as do gênero quadrinho jornalístico! Mas enfim, é bom q o mercado de quadrinhos nos ofereça vários gêneros à escolha. Desculpe a brincadeira, abc! :)

    • Moroni Machado

      Sem problema. É que li nos últimos messes Bulldogma, Pilulas Azuis, Chines Americano, Hinário Nacional. Na hora que fui ler Hoje é o último dia do resto da sua vida, fiquei irritado, como se todos quadrinistas achassem que uma “autobiografia” sempre é relevante e “adulta”. Como se só biografia fosse uma maneira de fazer quadrinhos ser levados á sérios. Mas óbvio que não sou contra lançamentos, acho que o mercado tem que expandir.

      • Pô, mas Bulldogma e Hinário Nacional não são autobiografias!

        • Moroni Machado

          Esse é o ponto. Não precisa ser autobiografia para ser adulto.

          • Brontops

            Bem, a maioria das autobiografias em quadrinhos tendem a ser muito boas. Crumb, Gen, Persépolis, Morango e Chocolate, Espinafre de Yukiko, Pílulas Azuis, Hoje é o último dia, O Fotógrafo… De modo geral, concordo que há um excesso, mas isso não afeta a qualidade das histórias. O que importa para mim é se a história é boa, tanto faz se criada ou não.

      • Brontops

        Achei “Hoje é o último dia do resto de sua vida” uma ótima hq. Muito boa mesmo. Ok, eu também acho que há um excesso de produção dentro desse subgênero (autobiografia em quadrinhos). Mas o mesmo ocorre em literatura, parece que só “vale” quando a experiência é real e autêntica. É uma discussão recorrente na literatura contemporânea.