DC cancela a linha CMX de mangás

Por Sérgio Codespoti
Data: 19 maio, 2010

CMX

A DC Comics
anunciou repentinamente, em 19 de maio, o cancelamento do selo CMX
de mangás. A grande maioria dos títulos publicados são mangás
produzidos originalmente fora dos Estados Unidos.

Nenhum novo título CMX será distribuído pela editora depois
de 1º de julho. A única revista sobrevivente será Megatokyo,
de Fred Gallagher, o grande sucesso da linha, que continuará sendo publicado
com o selo da DC Comics.

Megatokyo é uma série produzida por um artista estadunidense, que surgiu como um webcomic. Os primeiros volumes impressos foram publicados pela Dark Horse Comics.

O anúncio do cancelamento foi feito por Jim Lee e Dan Didio, um dia após
a divulgação dos títulos que seriam publicados em agosto, e que incluía várias
revistas novas, como Nadeshiko Club Vol. 1 e 51 Ways To Save
Her Vol. 1
.

Antes do cancelamento, a editora ainda publicará: Musashi Vol. 17, Venus
Capriccio Vol. 4, Two Flowers for the Dragon Vol. 6, Polyphonica: Cardinal
Crimson Vol. 1, Stolen Hearts Vol. 2, Teru Teru X Shonen Vol. 7
e Orfina
Vol. 8
.

Eis as edições anunciadas que não serão distribuídas:
Nadeshiko Club Vol. 1, Apothecarius Argentum Vol. 9, Tenjho Tenge Vol.
19, Deka Kyoshi Vol. 3, A Tale Of An Unknown Country Vol. 3, Rampage Vol.
2, Venus In Love Vol. 9, Nyankoi! Vol. 1, My Darling! Miss Bancho Vol. 2,
I Hate You More Than Anyone Vol. 10, Shisso Holiday, The Battle Of Genryu:
Origin Vol. 3, The Phantom Guesthouse Diamond Girl Vol. 2, Broken Blade Vol.
4, Fire Investigator Nanase Vol. 5, Venus Capriccio Vol. 5, Oh! My Brother
Vol. 3, Crayon Shinchan Vol. 12, 51 Ways To Save Her Vol. 1, Go Go Heaven!!
Vol. 9, Polyphonica Cardinal: Crimson Vol. 2
e Carved.

Somente um leitor desavisado irá comprar o primeiro número de Polyphonica: Cardinal Crimson, sabendo que a série foi cancelada, o que cria um sério problema para os lojistas que investiram em títulos como esse.

A decisão da DC Comics de cancelar o selo CMX vem na esteira da demissão de 40% dos funcionários da Viz Media e dos problemas da Tokyopop com a Kodansha.

Os três incidentes mencionados acima são indicadores fortes de que, ao contrário do resto do planeta, o mangá não está numa boa fase nos Estados Unidos.

A linha CMX surgiu em 2004.

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