Disney compra personagens da Crossgen

Por Sérgio Codespoti
Data: 17 novembro, 2004

AbadazadNuma
iniciativa para expandir sua linha de quadrinhos dentro do mercado americano,
a Disney
anunciou a compra, feita no final de outubro, dos personagens da Crossgen
Comics
.

A compra foi feita pela Cal Publishing Inc, subsidiária
da Disney, que pagou 1 milhão de dólares por todo o conteúdo
da Crossgen, incluindo Ruse, Meridien, e Abadazad.

A Disney é responsável por 50% de todos os quadrinhos
publicados no mundo, e, mesmo assim, sua presença dentro dos Estados Unidos
é pouco sentida. A razão disso é que a Disney usa outro
sistema de distribuição.

Uma vez que a editora já é a líder do mercado infantil, é natural que
seu maior interesse esteja no título Abadazad,
de J.M. DeMatteis e Mike Ploog.

Para estes dois autores em particular, o acordo com a Disney
caiu do céu. DeMatteis e Ploog já estavam envolvidos no início de uma
batalha jurídica para liberar os direitos de seus personagens da editora,
antes que ficassem no limbo.

Brenda Bowen da Disney/Hyperion Books facilitou o processo
e após a compra, foi relativamente simples de se chegar a um excelente
acordo entre todos os envolvidos.

Além da publicação de quadrinhos, Abadazad será transformado
numa série de quatro livros, que devem ser publicados em 2006.

MeridianA
Disney pretende estudar todo o conteúdo desenvolvido
pela Crossgen e explorá-lo em diversas mídias, começando
pela impressa.

Outros materiais que despertaram o interesse da Disney
foram Ruse, Meridian e The Way of the Rat.

A editora está estudando o que fará com estes títulos de maneira cuidadosa,
envolvendo diversos segmentos da companhia, do pessoal de cinema e games
da Buena Vista, até o setor de quadrinhos, que fica na
Itália, em Milão, sob os cuidados de Alessandro Belloni.

A equipe de Belloni é a responsável pelo sucesso de W.I.T.C.H.,
que hoje é a revista mais vendida na Europa, acima até mesmo da famosa
Cosmopolitan.

Segundo Bowen, a “entrada” no mercado americano, pela Disney,
será significativa, e será notada pelas duas grandes (Marvel
e DC)
que poderão descobrir, em breve, que existem “três grandes” no páreo.

A Disney pretende flexionar seus músculos para atacar
o mercado infantil, infanto-juvenil e dos jovens na faixa dos vinte anos.
Mas se a editora pretende ganhar este segmento, precisa entender que seus
principais competidores não são a Marvel ou a DC,
mas a Tokyopop e Viz, e seus mangás.

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