Marvel Studios anuncia a Fase 4 do seu universo cinematográfico

Por Sérgio Codespoti
Data: 22 julho, 2019

Durante a San Diego Comic-Con, evento que ocorreu nos Estados Unidos entre os dias 18 e 21 de julho, a Walt Disney Company e a Marvel Studios anunciaram a quarta fase de seu universo, com projetos para o cinema e para a TV.

Serão cinco filmes: Black Widow (A Viúva Negra), Eternals (Os Eternos), Shang Chi and the Legend of the Ten Rings (Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis), Doctor Strange – In the Multiverse of Madness (Dr. Estranho – No Multiverso da Loucura) e Thor – Love and Thunder (Thor – Amor e Trovão).

Além disso, no início de novembro a Disney lançará sua plataforma de streaming, Disney+, na qual estrearão as séries The Falcon and the Winter Soldier (Falcão e o Soldado Invernal), Wanda Vision (Wanda e Visão), Loki, Hawkeye (Gavião-Arqueiro) e o seriado de animação What if…? (O Que Aconteceria Se…).

Segundo o anúncio, as séries terão temporadas com 6, 8 e 10 episódios, com participações de muitos atores que já fazem parte do Universo Marvel no cinema e cronologia interligada com os filmes. Um caso específico é o de Wanda Vision, cuja personagem Feiticeira Escarlate, papel de Elizabeth Olsen, também participará do segundo filme do Dr. Estranho.

Fase 4 do Universo Marvel Cinematográfico

Black Widow tem estreia prevista para 1° de maio de 2020. O elenco incluirá Scarlett Johansson, como a Viúva Negra; Florence Pugh, como Yelena Belova; David Harbour (de Stranger Things e Hellboy), como Alexei, o Guardião Vermelho; Rachel Weisz, como Melina; e O-T Fagbenle, como Mason. A direção será de Cate Shortland.

Eternals será lançado em 6 de novembro de 2020. Estão no elenco Richard Madden, como Ikaris; Angelina Jolie, como Thena; Salma Hayek , como Ajak; Kumail Nanjiani, como Kingo; Brian Tyree Henry, como Phastos; Dong-seok Ma, como Gilgamesh; Lia McHugh, como Sprite; e Lauren Ridloff, como Makkari. O filme será dirigido por Chloé Zhao.

Shang Chi and the Legend of the Ten Rings está programado para 12 de fevereiro de 2021. Fazem parte do elenco Simu Liu (dos seriados Fresh Off the Boat, The Expanse, Taken e Dark Matter) como Shang Chi, o Mestre do Kung Fu; Tony Chiu-Wai Leung (de Herói, O Grande Mestre, Amor à Flor da Pele e A Batalha dos Três Reinos), como o verdadeiro Mandarim; e Awkwafina (de Oito Mulheres e um Segredo e Podres de Ricos), cujo papel ainda não foi revelado. A película terá direção de Destin Daniel Cretton.

Doctor Strange in the Multiverse of Madness está previsto para 7 de maio de 2021 e terá direção de Scott Derrickson. Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen reprisarão seus papéis, como Stephen Strange, o Dr. Estranho, e Wanda Maximoff, a Feiticeira Escarlate.

Thor – Love and Thunder será dirigido por Taika Waititi e tem lançamento programado para 5 de novembro de 2021. Chris Hemsworth reprisará seu papel como o filho de Odin, mas quem ficará com o martelo – e o nome de Thor – é Jane Foster, interpretada mais uma vez por Natalie Portman. O mesmo ocorreu nos quadrinhos, na revista Thor, escrita por Jason Aaron. Tessa Thompson retorna como Valquíria, no comando do Reino de Asgard.

Natalie Portman recebe o Mjolnir do diretor Taika Waititi

A plataforma de streaming Disney+ entrará em funcionamento no início de novembro, nos Estados Unidos. Entre os seriados que marcarão sua estreia está The Falcon and the Winter Soldier.

Anthony Mackie, o Falcão dos Vingadores vai assumir o manto do Capitão América, e ao lado de Sebastian Stan, o Soldado Invernal, enfrentarão o retorno de Zemo (Daniel Brühl). Segundo o produtor Kevin Feige, dessa vez Zemo terá um visual mais próximo das HQs.

A presença de Emily Van Camp, como Sharon Carter, a Agente 13, é esperada, mas não foi confirmada até o momento. The Falcon and the Winter Soldier terá seis episódios.

Nos quadrinhos, o Falcão assumiu o manto de Capitão América em 2014, na revista All-New Captain America # 1, de Rick Remender e Stuart Immonen.

No primeiro semestre de 2021, a Disney+ lançará Wanda Vision, uma série de seis episódios, estrelada pela Feiticeira Escarlate e o Visão. Olsen e Paul Bettany retornam nos mesmos papéis. Segundo o site IMDB, Monica Rambeau (Teyonah Parris) – a filha de Maria Rambeau, amiga de Carol Danvers no filme Capitã Marvel – também estará na série.

Nos Quadrinhos, Monica Rambeau é a segunda pessoa a usar o nome Capitã Marvel. Ela também já foi chamada de Fóton, Pulsar e Espectro.

Loki também estreará no primeiro semestre de 2021. A série terá seis episódios estrelados por Tom Hiddleston.

 Sebastian Stan (Soldado Invernal) e Anthony Mackie (Falcão / novo Capitão América)

What if…?, conhecida no Brasil como O Que Aconteceria Se…, será um seriado de animação que contará com praticamente todo o Universo Marvel no elenco vocal: Hayley Atwell (Peggy Carter), Chadwick Boseman (Pantera Negra), Josh Brolin (Thanos), Dominic Cooper (Howard Stark), Michael Douglas (Hank Pym, o Homem-Formiga original), Karen Gillan (Nebula), Chris Hemsworth (Thor), Tom Hiddleston (Loki), Djimon Hounsou (Korath), Samuel L. Jackson (Nick Fury), Jeff Goldblum (Grande Mestre), Sean Gunn (Kraglin), Michael B. Jordan (Erik Killmonger), Toby Jones (Arnim Zola), Neal McDonough (Dum Dum Dugan), Jeremy Renner (Clint Barton), Natalie Portman (Jane Foster), Mark Ruffalo (Bruce Banner), Paul Rudd (Homem-Formiga), Sebastian Stan (Bucky Barnes), Michael Rooker (Yondu Udonta), Chris Sullivan (Taserface), Stanley Tucci (Dr. Abraham Erskine), David Dastmalchian (Kurt), Taika Waititi (Korg) e Jeffrey Wright (O Vigia).

A estreia ocorrerá no verão estadunidense, entre julho e agosto de 2021.

O Gavião Arqueiro chegará nas telinhas em Hawkeye, um seriado de 8 episódios com Jeremy Renner no papel do herói. O programa também mostrará a jovem Kate Bishop, que assumirá o nome Hawkeye. Vale lembrar que no cinema, Clinton Barton já foi tanto o Gavião Arqueiro, como Ronin. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2021, entre setembro e outubro.

Além disso, a Marvel Studios também confirmou os filmes Pantera Negra 2, Capitã Marvel 2, Guardiões da Galáxia 3 e até uma película estrelada pelo Quarteto Fantástico. As datas desses projetos não foram reveladas.

Outro personagem que voltará para as telonas é o caçador de vampiros, Blade, que será interpretado por Mahershala Ali (que fez o vilão Cornell “Conttonmouth” Stokes na primeira temporada de Luke Cage). O projeto está em fase inicial e é uma das apostas dos próximos anos do estúdio.

E para finalizar, a Marvel revelou que tem planos para os X-Men, mas que ainda estão estudando as possibilidades.

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  • Henrique Brum

    What If deve ficar mto legal como animação, sempre gostei das HQs, pena que a estreia esta tão longe. De filmes não sei bem o que esperar, não gosto mto do caminho que alguns estão indo, Ragnarok achei fraquíssimo, fico surpreso com o sucesso que teve, e com a internet comemorando retorno do Taiki…outra coisa que vi muita comemoração foi com o Ali como Blade, mas ia preferir um lutador no papel, alguém mias imponente como Michael J white…. medo de sair um Punho de Ferro…ou algo como aqueles testes do Tom Hiddleston como Thor, rs.

    • Tiago Salviatti

      Considerando que os dois primeiros filmes do Thor são, pra dizer o mínimo, bem ruins (sendo o segundo ainda pior) e Ragnarok é pelo menos divertido, acho bem simples porque teve tanto sucesso e Taika é um diretor excelente (ao contrários dos anteriores)…

  • Stephan

    Shang Chi sem Fu Manchu não terá graça…Quanto ao resto, que Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko nos protejam!

    • Cassiano Cordeiro Alves

      Acho excelente utilizarem o Mandarim no lugar do Fu Manchu, pois existem correlações entre ambos os personagens. Shang-Chi já começa imerso na gênese do UCM.
      Ademais, com todo respeito à vossa opinião, questiono: por que tal pessimismo? São 11 anos de Marvel Studios, 22 filmes, se você até agora não gostou do que viu, ou não tem confiança no planejamento do estúdio, talvez seja o caso de deixar de acompanhar os filmes UCM, não?

      • Stephan

        Prefiro o original à cópia, ou seja, Fu Manchu veio primeiro e, de certo modo, é mais interessante do que os seus infindáveis clones, mas para não pagarem direitos aos herdeiros de Sax Rohmer resolveram usar um genérico mais próximo(e mais barato também).
        O problema com a Marvel Studios é que as atuais versões cinematográficas contaminam os gibis, algo que não ocorria em épocas passadas(felizmente). Creio que as mudanças – muitas delas radicais e algumas até mesmo forçadas – que eles fazem nas telas deveriam ficar restritas lá, salvo se forem melhores que as suas contrapartes nos quadrinhos, o que raramente acontece! Quanto a acompanhar o estrago que essa turma anda fazendo com personagens icônicos(inclusive de outras mídias, tais como séries antigas de TV), bem, há um bom tempo que eu deixei de fazê-lo, pois normalmente quem cresceu lendo a fase áurea tanto da Marvel quanto da DC e assistiu TV até meados dos anos 80 não se deixa enganar muito fácil pelas modernosas picaretagens hollywoodianas, que consistem em películas de visuais aprimorados e conteúdos/interpretações pífios, com as exceções de praxe…

        • Cassiano Cordeiro Alves

          Interessante o seu ponto de vista. Concordo que são as HQs que devem influenciar as versões cinematográficas e não o contrário (creio que Jonathan Hickman comentou sobre isso em entrevista, recentemente). Todavia, nós como fãs tendemos a esquecer que estes personagens que amamos não são nossos, mas sim produtos para gerar dinheiro, explorados em diversas mídias (o “pobre” Batman, por exemplo, é tão rentável que não dão sossego nunca para ele, só escapou do Arrowverse até agora). E a influencia de uma mídia em outra é comum e nem é nova (vide a kryptonita surgida na série de rádio e depois migrada para os quadrinhos, por exemplo).
          Pessoalmente, já sofri muito com as adaptações; hoje com quase 40 anos tenho a mente aberta para as liberdades criativas com os personagens. Claro, as adaptações nem sempre vão agradar ou acertar, mas isso MUITO é subjetivo e inerente a toda obra artística; objetivamente só a receptividade do público, o tempo e o lucro gerado é que vão ditar o que foi ou não um sucesso.
          Sobre “conteúdos/interpretações pífios” acho que, em geral, estamos levando ou querendo levar as HQs de super-heróis e seus filmes muito a sério e esquecendo a diversão. Assim com nem toda hq deve ser um Sandman ou Piada Mortal da Vida, querer que todo filme seja um Poderoso Chefão da Vida é pedir muito. O UCM é um produto rentável e com características bem definidas para o público EM GERAL: histórias fantásticas para toda a família, com muita ação e humor, e pouco drama. Serve para uns, não serve para outros, como tudo.

          • Stephan

            Quando me referi a conteúdos e interpretações pífios o fiz no sentido genérico mesmo, comparando os filmes comerciais de hoje com os de ontem, sem querer que todos sejam filmes “cabeça”. Exemplo: o Predador dos anos 80 é muito melhor do que as versões atuais.
            Não sou contra as influências entre as mídias, desde que isso enriqueça (e não distorça em demasia) o universo quadrinhístico de determinado personagem. Um caso positivo foi o da Batgirl da série televisiva do Batman da década de 60, que migrou da telinha para os gibis, e que ainda continua a dar os ares de sua graça no Universo DC.