Editora Draco abre seleção para coletânea de faroeste em quadrinhos

Por Marcelo Naranjo
Data: 27 fevereiro, 2018

Homens armados, sol escaldante, botecos mal frequentados, pistoleiros de cabeça quente, mulheres que aprendem a sobreviver sozinhas, vinganças sem limites, criminalidade transbordando.

Tudo isso descreve o clima de um bom faroeste, mas também tem muito a ver com o Brasil. Quantos lugares não têm tudo isso e ainda grandes trocas de tiro, jogatina ilegal e tudo o que caracteriza um bangue-bangue?

Pensando nisso, a Draco publicará uma coletânea de faroeste, mas com uma diferença: histórias ambientadas em todo o território brasileiro. Ou seja, além das já tradicionais tramas de faroeste no cangaço, a editora procura temas como conflitos entre madeireiros e indígenas, perigos em um garimpo sem lei, disputas de território em uma favela, um gaúcho defendendo sua fazenda de bandidos, um banco sendo roubado no Brasil, assaltos de carga, policiais que não aceitam propina, justiceiros do Nordeste, seringueiros no Acre. Tudo isso e o que mais o autor conseguir pensar.

A antologia Sangue no Olho terá organização de Raphael Fernandes. Para conferir outras informações e participar, clique aqui.

 

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  • Douglas Coelho

    Não entendi nada de “tradicionais tramas de faroeste no cangaço”. Não sei qual a ligação cangaço com faroeste (Far West).

    • Procura o termo “faroeste macaxeira” que tu pode encontrar referências sobre esta relação.

      • Sim, Mike, outros termos são western feijoada e nordestern.

  • Ficou um pouco confuso, poderiam ter usado alguns termos pro western à brasileira como faroeste feijoada, faroeste macaxeira ou melhor de todos, nordestern.

    • Pedro Bouça

      Nordestern é um termo muito doido!

      Mas repare que o verdadeiro faroeste do Brasil seria mais a Amazônia, que ainda hoje tem muitas regiões sem lei. Curiosamente, acho que até hoje isso só foi explorado em Mister No.

      • ninguém

        Isso depende do referencial e do assunto.
        Se for para a História da Cafeicutura paulista, por exemplo, o “Oeste Velho” era o Vale do Paraíba do Sul, enquanto o “Oeste Novo” era a região de Campinas.

        Se for para a Geografia que enfatiza expansão territorial brasileira em direção ao interior, a “Marcha para o Oeste”, promovida pelo governo Getúlio Vargas, buscou tirar a lógica de ocupação metropolitana da zona litorânea.

        A região amazônica não tem caráter de Faroeste, como o termo veio a ser entendido nos filmes americanos, a não ser que você esteja se referindo ao Ciclo da Borracha – com a transferência de mão-de-obra nordestina para lá. Mesmo assim, ela pode ser considerada, dentro do espírito da época, muito mais uma “Sibéria brasileira”.

  • ARQUEIRO VESGO

    Que tolice. Isso tem cara de apelação pura e simples.

  • Eugênio Furtado

    Putz! Estou trabalhando num roteiro que combina perfeitamente com a proposta! Resumidamente, trata-se de um produtor agrícola do interior de São Paulo, que tem sua fazenda invadida por uma quadrilha que se diz parte de um movimento social de ”sem-terra”. No confronto, a família do fazendeiro é morta e ele vai se vingar dos invasores com a ajuda de um vereador da cidade. Será que passa?

  • Silvio César

    Não, não vai.