Editora Mino estreia loja virtual própria

Por Samir Naliato
Data: 11 setembro, 2018

A Editora Mino estreou, hoje, uma loja virtual própria dentro de seu site oficial.

Para comemorar, a editora faz uma promoção de 25% de desconto e frete grátis em toda a sua linha de quadrinhos, bastando utilizar o cupom MINOFESTA25.

Na loja é possível encontrar várias publicações do catálogo da Mino, incluindo lançamentos e pré-vendas. Dentre as novidades estão Drácula, de Mike Mignola (com um pôster grátis para os 100 primeiros compradores) e Roly Poly – A História de Phanta, de Daniel Semanas (com edições autografadas).

A Editora Mino estreou no mercado em 2014, e desde então publicou 42 títulos e autores como Mike Deodato Jr., Jeff Lemire, Shiko, Luciano Salles, Bianca Pinheiro, James Kochalka, Davi Calil, Geof Darrow, Alexandre S. Lourenço, Richard Corben, Manuele Fior, lelis, Pedro Cobiaco e outros.

Para acessar a loja, clique aqui ou na imagem abaixo.

Loja Mino

• Outros artigos escritos por

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  • Dyel Dimmestri

    Boa iniciativa!! Agora vai ficar bem mais fácil comprar os títulos da Mino!

  • Daniel Assis

    Humm, passei lá, ficou bonito o espaço. Eu gostaria ali de duas coisas: uns previews maneiros para que eu pudesse ver algumas páginas e, principalmente, alguns preços mais atrativos. Pelos valores que eu vi ali, rapidinho, não devo voltar mais lá. Parece que o lance da editora é o mercado de colecionadores, ok, tranquilo. Só não é o meu lance, tem que goste, né? Tô procurando alguma editora de quadrinhos que produza visando (antecipando a demanda) de leitores e não colecionadores de artigo de luxo… Alguém se habilita?

    • Alexandre Viana

      Muitos tem pedido HQ mais baratos, entretanto o que deixo muito evidente é que quem realmente está sustentando esse mercado são os colecionadores (por exemplo: coleções Eaglemoss e Salvat, todos os quadrinhos do Pipoca & Nanquim, a popularização do capa dura, as vendas dos materiais Disney em capa dura … são tantos exemplos que a lista é enorme), se você já ouviu alguns dos Podcast do Universo HQ pode notar claramente isso.

      Não tenho nada contra, até tenho alguns materiais nessa qualidade, porém isso é ruim ao longo prazo, pois as pessoas só querem descontos. Além disso, é importante saber quando estamos tendo uma influência ruim no mercado, não podemos culpar somente as editoras pois elas perceberam que o que vende é o luxo, ou seja, em parte quem estabeleceu esse padrão luxuoso é o leitor/consumidor/colecionador.

      Eu mesmo sou um leitor de Júlia (Kendall) e não me importo muito com o papel, também não me importaria em comprar em capa cartonada, porém quem dita as regras não é a minoria e sim a maioria…

      • Daniel Assis

        Relendo o que escrevi, acho que fui meio rude. Mals aí. É a correria. :/

      • Daniel Assis

        Fiz três comentários, um atrás do outro, e aprovaram fora de ordem… O primeiro seria o que começa com “quem realmente está sustentando o mercado…” e o último “Relendo o que escrevi…” só pra ajudar caso alguém leia, rs. Até. :)

  • Alexandre Viana

    huashsuhsau

    Calma, não precisa me crucificar, só estava complementando o seu comentário/justificando, não tentando te contrariar huhsuhau (sem problema, algo bem normal é quando escrevemos um texto e ele não ter “emoção”, ficando aberto a interpretação se a pessoa estava ou não brava no momento que escreveu)

    É preciso adicionar mais uma informação referente link que você colocou sobre o Japão, os preços lá são “congelados” entretanto a quantidade é menor, então por exemplo se um refrigerante lá custava 1 iene para 1L, depois de um tempo a empresa diminui a quantidade então com esse 1iene agora compra 750ml, ou seja o preço está nesse patamar mas a quantidade é menor (isso é algo que os veículos de comunicação deixaram que noticiar na época), uma estratégia que as empresas japonesas usam (já no Brasil o preço aumento e a quantidade diminui assim mesmo asuhauhsau).

    Eu até acredito que as editoras queiram entregar um quadrinho com um preço menor (como a Pipoca e Nanquim e a própria Mino já declararam), entretanto preciso lembrar da composição de preço da produção do quadrinho (algo que já foi muito discutido na internet recentemente), então imagina que hoje o dólar está acima do patamar de R$ 4,00, os direitos autorais (negociados em dólar) são bem maiores, questão de tiragem que está cada vez menor (menos pessoas lendo), a distribuição e por ai vai (luz aumentou também recentemente), são tanto detalhes para serem considerados nesse momento, que isso só impacta no preço final.

    Isso me fez lembrar de um caso engraçado, faz algum tempo que os leitores de mangá estavam cansados do papel “jornal” e queriam um mangá de melhor qualidade e com papel melhor, então a Panini finalmente atendeu o pedido dos leitores e lançou os mangás mais recentes (Boruto, Dragon Ball e Fire Force) em um formato mais de luxo, entretanto o preço aumentou igualmente (indo de R$ 13,90 para R$ 21,90), os leitores reclamaram do preço salgado, a Panini alegou que era isso que os leitores queriam “mangá com um melhor acabamento gráfico” entretanto seria impossível manter o mesmo preço. Isso chega a ser quase um paradoxo, muitos querem um quadrinho com uma qualidade gráfica melhor entretanto com um preço baixo, algo que não é possível coexiste na mesma realidade.

    Eu acredito que TODOS (você, eu e os outros leitores) também querem um quadrinho com um preço menor/justo, todavia existe uma outra parcela dos consumidores que além de querem isso (preços menores) querem um acabamento de luxo, infelizmente nesse caso fica difícil de agradar a todos.

    Teve uma época cujo as editoras estavam lançando os materiais na duas qualidades capa cartonada e capa dura (não se dizer exatamente em qual ano), e as vendas mostraram que ambos vendiam praticamente a mesma coisa, então as editoras optaram na época em manter o capa dura pois tinha um valor agregado maior (além disso, pelo que eu sei de gráfica, mesmo que o miolo seja o mesmo, a capa diferente faz com que a gráfica considera projetos diferentes, então não parece valer a pena manter os dois formatos para uma mesma publicação).

    Veja que isso tudo que falei acima tem uma parcela do leitor e da editora (isso sem considerar outros fatores como promoções/descontos, hábito financeiro dos consumidores e dentre outros).

    (Não sou especialista nesse assunto, mas depois de ver tantos vídeos, textos e podcast sobre esse assunto você começa a entender um pouco como as coisas funcionam)

    Custo Brasil é uma das coisas mais conhecidas (tanto que eu mantenho salvo uma matéria sensacional da Super Interessante sobre o tema: https://app.box.com/s/yirf5afqo5x7e0c22dbh). Outro fato engraçado é que mesmo o Brasil sendo um grande produtor de papel, o preço do mesmo é influenciado pelo mercado externo hsuhsauahsuhsa

    Como você citou isso também tem origem na parte da cultura do Brasil, claro a crise editorial atual tem outros fatores além da cultura, pois uma crise é a soma de vários fatores e não somente, que vai puxando um ao outro (efeito dominó).

    Já considerou assinar a Social Comics?

    • Daniel Assis

      Nossa, cara, vc tem realmente paciência, rs. Vambora. Todos os dados sobre a editora e publicações já eram conhecidos por mim, rs (com execeção do Japão, mas ele era só um bom exemplo, lá fora não se aceita os preços como aqui). Acompanhei o caso dos papéis transparentes, vi todos os vídeos que podia, os podcasts, leio sobre o assunto com frequência e até comecei a pesquisar economia pra tentar entender. Ah, eu assinava o Social Comics (tinha até um quadrinho que comecei a publicar lá e parei por entrar na faculdade e também por falta de maturidade). Lembro de um concorrente também, (acho que era Cósmic, algo assim), que só assinei por um mês. Por fim também comprei alguns quadrinhos digitais no Mais Gibis e apoiei outros no Catarse…

      Passei a ficha toda porque normalmente quando comento, acham, sei lá porque, que cheguei de paraquedas. :/

      Pois bem, dá pra ver que você viu os vídeos por ter repetido direitinho o que os editores dizem, rs. Acontece que meu comentário já era uma resposta, indireta, a tudo isso que eu já tinha ouvido. Se você for nos comentários do podcast daqui sobre o assunto, vai achar meus argumentos lá também.

      O exemplo dos jornais baratos têm justamente o objetivo de refutar quando as editoras dizem que as pessoas não lêem. Eles fazem isso pra justificar as baixas tiragens que tornam a capa dura e papel especial uma ínfima parte do valor. Por isso, para as editoras que já tem baixa tiragem, compensa mais colocar capa dura e tratar como edição definitiva, “bonitona” porque o preço já está alto demais para o público aceitar com tratamento comum e também porque isso altera a percepção de valor do produto, permitindo uma maior margem de lucro (no Brasil é sempre mais alta).

      Quanto aos quadrinhos que não venderam, o fato só mostra que aqueles quadrinhos não vendem, terão que, além de baixar os preços, discobrir o que o povo quer.

      Por isso disse aquela regra. O preço é condição necessária para se vender, não condição suficiente.

      Por fim, segue o que eu digo, kkk. Você, não sei se intencionalmente, tá tentando defender, justificar, os altos preços… Caraca. Por isso digo que precisamos de um sociólogo, alguém que estude essa cultura maluca de aceitar preços mais altos do que em qualquer lugar do mundo. Cara, você tem noção de como isso é louco? Você acatou todos os dados que as empresas te passaram… Você aceitou tudinho ANTES de ter condições de checar os dados e comparar com empresas internacionais, aceitou INDEPENDENTEMENTE de saber que as margens de lucro são mais altas do que em outros países, aceitou APESAR de em outros segmentos ter ficado provado que as pessoas lêem, você acreditou APESAR de saber que essa é uma prática recorrente no mercado como um todo, não é exceção, tem precedentes (os carros tão aí e não me deixam mentir), tipo…. Caraca. Tô aqui (na fila do outro ônibus) muito de cara. Fico imaginando se as empresas chegam lá fora com uma conversinha mole e refutável dessas o que aconteceria… Teriam que chorar sangue pra convencer o povo… Digo, pra tentar justificar o injustificável. O que será que aconteceu com a gente? :/

      Desculpa o desabafo.

      • Alexandre Viana

        Pense de uma forma diferente, pense que estamos tendo uma conversa amigável sobre um assunto, nada mais do que isso…

        Em que época saiu esse jornal? Precisamos lembrar que atualmente o perfil das pessoas são diferentes, principalmente agora que a internet e celulares são mais populares e acessíveis, eu acredito que atualmente a pessoa prefira acompanhar notícias/ler pelos aparelhos eletrônicos. E também é preciso ressaltar que nem sempre o público será o mesmo, então se uma pessoa ler jornal não significa que automaticamente ela é um leitor(a) de livros e quadrinhos, muitas vezes esse sempre público é diferente. Todavia é concordo plenamente que tem que existe uma publicação de baixo preço para a iniciação de leitura.

        Realmente eu já refleti sobre os argumentos que as editoras fazem ou fizeram, eu vejo que existe sim uma lógica por trás, entretanto isso não significa necessariamente eu que apoio, como você mesmo citou, até o momento eu tentei argumentar sobre os preços, o que não significa que eu esteja feliz com isso (pelo contrário), assim como você não estou conteste, porém precisamos encarar a realidade, se o Iphone é caro no Brasil, se carro é caro e por aí vai, por que o quadrinho e livro não fugiria disso? Não é uma exclusividade do setor.

        Precisamos lembrar que, às vezes, colecionar é um hobby meio irracional, é difícil de explicar muita coisa…

        E se pegamos o próprio Iphone que citei, o que faz ele vender bastante não é o preço dele, é a marca e o status associado a ela (além daquele pensamento que todos têm de que ser é caro tem qualidade), algo que as editoras estão fazendo atualmente, com a famosa ‘gourmetização’.

        Tem mais um exemplo que eu (e muitos outros) não gostaram, a Editora Lorentz havia lançado 3 hq’s do Dylan Dog em comemoração ao aniversário de 30 anos do personagem, a edição da editora era bem legal e o preço até que justo (R$ 16), porém depois das 3 edições que a Lorentz havia prometido, descobrimos que a Mythos relançaria o Dylan Dog novamente e com o preço de R$ 26,90 … eu e muito leitores ficamos bem intrigados e tal quanto ao preço, se uma editora pequena conseguia fazer um preço legal, por que uma editora maior não consegue? Eu comprei as 3 primeiras do Dylan Dog da Mythos porém foi só em promoção, eu nunca pagaria o preço de R$ 26,90 em uma HQ de somente 100 páginas, por melhor que ela seja (a não se que seja um HQ independente).

        Eu compreende bem o que você quer dizer quanto ao preço alto das publicação, algo que eu e muito outros querem, o que eu acho é que isso está ficando cada mais impraticável devido a diversos fatores, porém eu também quero que todos compreendam que todos tem culpa no cartório quando se trata do preço, não só das editoras.

        • Daniel Assis

          E aí rapaz. Vou responder a algumas questões, aqui no ônibus, o tempo tá bem corrido, rs:
          1 “Pense de uma forma diferente(…)”

          R: Ah, não consigo, rs. Acontece que seu comentário realmente é uma defesa dos preços altos, o que é, como disse, um problema cultural aqui. Os preços baixam na medida que o consumidor revela que a percepção de valor de im produto reflete um preço menor, então sim, se o público começa a se manifestar justificando os preços altos, eles não baixam. É a vida.

          2- “Em que época saiu esse jornal? ”

          R: Não é apenas um jornal lançado em algum momento (cerca de dez anos atrás), mas um novo seguimento de jornais voltados para outra fatia da população (classe C e D) eeque continua a ser vendido por meio de múltiplos jornais diferentes em diferentes Estados brasileiros. Comprovando que aqueles que não compravando que esse púico lê, quando se inteeinte e pode pagar.

          E sim, continuar l a vender com ou sem celular.

          3- “se uma pessoa ler jornal não significa que automaticamente ela é um leitor(a) de livros e quadrinhos”

          R: Eu disse que o exemplo demonstra que temos leitores, não especifiquei a mídia. Apenas me contrapus a um conecoment recotrreco, e incorreto, sobre o Brasil. Que livro/quadrinho não vende porque brasileiors não lêem. Demonstrei que não é o caso, que precisam procipro por outros fatores… Como preço acessíveis.

          Ah, e se um exemplo de um segmento baseado em leitura, demonstrando que um público que não Lia, porque era considerado “não leitor”, passou a ler após ter produtos voltados para o nicho dele é também, em um preço que poderia pagar, não serve pra você… Temos um problema. Eu usei uma analogia, cara, válida por ter elementos correspondentes para estabelecer uma relação. É óbvio que jornal não é há, se fosse faria uma analogia pra quê? O seu comentário não invalida meu exemplo, impede a possibilidade de uma analogia (que predsipre coisas distintas), logo, tá errado, sorry

          • Alexandre Viana

            Quando eu escrevi “Pense de uma forma diferente(…)” o que eu queria dizer era sobre o seu comentário “Nossa, cara, vc tem realmente paciência, rs.(…)”, que eu não estou tentando contrariar você e sim conversando com você trocando informações, se ler todo o comentário perceberá que é só isso “Pense de uma forma diferente, pense que estamos tendo uma conversa amigável sobre um assunto, nada mais do que isso…” não tem nenhum significado oculta nessa frase minha, você até respondeu a isso, eu não quero que você mude a sua opinião SHUSAHUSAHUAS

        • Daniel Assis

          (parte 2)

          O ônibus sacudiu aqui e enviei o comentário sem querer…

          4- “eu tentei argumentar sobre os preços, o que não significa que eu esteja feliz com isso”

          então para de atirar no próprio pé, Zé

          5- “Precisamos lembrar que, às vezes, colecionar é um hobby meio irracional”

          R: Não estou comentando o segmento de colecionadores, volte no meu primeiro comentário e verá, estou dizendo que deveria habha investimento para pessoas que não são colecionadoras, apenas leitoras. Tentando demonstrar que existem precedentes que validaram essa iniciativa.

          6 “quero que todos compreendam que todos tem culpa no cartório ”

          R: o público está embarcando nos altos preços, por uma questão cultural (expliquei isso longamente já), mas as editoras têm uma grande respondresponsab de não termos um país de leitores acíduos e consumidores. Eles criaram uma barreira , com conivência e apoio de quem paga, que impede que tenhamos um mercado. Nossa arma atual é questionar isso, questionar os preços e bem… Entendo o que quer dizer, apenas discordo e digo, se você quer apontar a verdadeira causa do problema em questão, sinto te alertar, você defendendo e justificando os preços altos, é o problema. Muito mais do que os outros que apenas compram.

          Os: cara, peguei pesado né? Kkk, tentei criar um final enfático. Brigadão por responder, rs. Estou escrevendo, agora, já aqui na rua, enquanto subo um morro para uma reunião na faculdade, então Sorry pelos erros, nem vai dar pra reler. Até.

    • Daniel Assis

      Sobre formação de público leitor/consumidor no Brasil :

      No Brasil, o público não está acostumado a comprar livros e hqs, já que desde sempre foi um produto caro, para poucos. Não dá pra baixar o preço de hoje pra amanhã, as pessoas mal sabem que esse mercado existe e nem sabemos se o que agradaria esse novo público seria o que já está sendo publicado. O jornal Super, que comentei antes, é muuuuito diferente, em formato, temática abordada, dos jornais convencionais. As editoras de quadrinhos criaram um produto específico para os leitores com menor poder aquisitivo ou apenas fizeram um outra versão? Bem, são os empresários que temos, né? A iniciativa deles para aí, já no jornal, foi diferente.

      1- Mas… Como o público que até então não comprava poderá passar a ler?

      Os mercados no exterior foram construídos com produções acessíveis para a classe trabalhadora, pesquise pelos Penny Dreadfuls produzidos, segundo a wiki “on cheap wood pulp paper and were aimed at young working class men”. Os Penny dreadfuls caíram depois por causa de produções que custavam meio Penny… Dá pra entender o obvio? Se nem em lugares onde o poder aquisitivo é maior conseguiram construir um mercado vendendo caro tão pouco aqui. A estratégia está gritantemente errada.

      https://en.wikipedia.org/wiki/Penny_dreadful

      O mesmo aconteceu para a consolidação do público de cinema, é só pesquisar pelos Nickelodeons, entetenimento a cinco centavos que se popularizaram grandemente e precederam, lá nos EUA o cinema que conhecemos.

      Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Nickelodeon_(movie_theater)

      Como o mercado de lá poderia crescer se cobrassem pelas obras um valor pelo qual a população não pode pagar? Qualé? Como ignorar o que aconteceu na nossa história, como ignorar o que aconteceu mundo a fora? Lembra dos jornais? Taí o link:

      Fonte: https://www.webartigos.com/artigos/jornal-super-noticia-uma-inovacao-no-meio-jornalistico-brasileiro/1715

      Não dá pra formar um público de leitores com livros inacessíveis. Isso é básico. Se o povo não pode comprar, não dá nem pra começar a conversa sobre como ampliar o público… No Brasil (fora os impostos) trabalha-se com margens de lucro altíssimas, é uma cultura brasileira tentar antes vender “caro para poucos” do que “barato para muitos”, prioritariamente. Nunca estudei a fundo, mas provavelmente isso remonta a como nosso país foi construído. Resumindo, preferimos quebrar do que vender pra classe mais pobre da população.

      (reaproveitei um comentário que fiz em outro lugar)

  • Alexandre Viana

    Eu também lembrei de algo, na época que o Dragon Ball era publicado pela Conrad quando teve um aumento no preço, no final do mangá tinha uma nota explicando o motivo do novo preço (talvez o Sidão possa confirmar isso, não lembro se ele ainda trabalhava na Conrad nessa época).

    Outras editoras recentemente também fizeram pronunciamentos, como a JBC e NewPop, a Panini nem tanto (ela não foi proativa nesse quesito, ela só se manifestou depois da pressão que o leitores fizeram em cima dela).

    Também precisamos ressaltar que a cultura japonesa é totalmente diferente da brasileira, lá o mais importante é a tradição e o respeito, assim a empresa vim a público e pedir desculpas era a coisa mais lógica lá.

    Pelo menos nesse quesito o que posso dizer é que algumas editoras ainda tem respeito pelo leitor…