Emmanuel Guibert foi o vencedor do Grand Prix do Festival de Angoulême de 2020

Por Sérgio Codespoti
Data: 3 fevereiro, 2020

A 47ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França, aconteceu entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2020. A votação foi feita por 1.852 autores de HQs.

O festival é uma grande celebração dos quadrinhos e inclui exposições, palestras e outros eventos pertinentes.

Veja abaixo a lista oficial dos premiados, que engloba os lançamentos de 2019.

Emmanuel Guibert, autor de obras como O Fotógrafo, Brune, La fille du professeur, L’enfance d’Alan, Martha et Alan, foi o vencedor do Grand Prix, o grande prêmio do festival. Também concorriam Emmanuel Guibert e Chris Ware.

Révolution – Volume 1 – Liberté, de Florent Grouazel e Younn Locard, da editora Actes Sud / L’An 2, ganhou o prêmio Fauve d’or, na categoria Melhor Álbum.

Clydes Fans, de Seth, publicado pela Delcourt, faturou o Prêmio Especial do Júri.

Dans l’abîme du temps, HQ de Gou Tanabe baseada na obra de H.P. Lovecraft, da editora Ki-oon, venceu na categoria Prêmio de Série.

Lucarne, de Joe Kessler, da L’Association, ganhou na categoria Revelação.

Acte de Dieu, de Nanni Giacomo, da editora Ici Même, ganhou na categoria Prêmio da Audácia.

Les Vermeilles, de Camille Jourdy, publicado pela Actes Sud BD, faturou na categoria Prêmio da Juventude.

La main verte et autres récits, de Nicole Claveloux e Edith Zha, da editora Cornélius, venceu na categoria Patrimônio.

Emmanuel Moynot foi o vencedor do Fauve Polar – SNCF (categoria Policial, patrocinada pelo Serviço Nacional Ferroviário da França), com No Direction, da editora Sarbacane, que também ganhou nessa mesma categoria, em 2019, com VilleVermine – Tome 1, de Julien Lambert.

Ivana Armanini, da Croácia, faturou na categoria HQ Alternativa, com a revista Komikaze #18.

Le tigre des neiges – Tome 4, de Akiko Higashimura, da editora Le Lézard Noir, ganhou o prêmio na categoria Jovens Adultos.

Chloé Wary foi a ganhadora do Prêmio do Público da France Telévisions, com Saison des Roses, da editora FLBLB.

O prêmio Roteiro 2020 – René Goscinny foi entregue a Fabien Vehlmann e Gwen de Bonneval pelo álbum Le dernier Atlas, publicado pela Dupuis. O anúncio foi realizado em dezembro de 2019, mas a entrega foi feita em conjunto com a premiação do Festival de Angoulême.

Finalizando, o Prêmio Konishi, para tradução de mangás em francês, ficou com Léopold Dahan, que traduziu Les fleurs rouges e La vis, obra de Yoshiharu Tsuge, lançada pela Cornélius.

• Outros artigos escritos por

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  • A Marcha de Alan foi uma das melhores hqs q já li na vida. Seria bom ver mais obras do autor no Brasil, ainda mais no q se refere a Alan…

    • Samuka

      A Guerra de Alan. As Memorias do Soldado Alan Ingram Cope

      • Isso. A Guerra de Alan. Publicado pela editora Zarabatana. :)

        • Pedro Bouça

          Há mais duas obras, mostrando como foi a vida dele antes e depois da guerra.

  • Fabio Negro

    Oi, Sérgio! No 4° parágrafo o nome do vencedor e o nome do concorrente estão iguais? Somente o Cris Ware concorria com o Guibert ou havia mais alguém?

    • Pedro Bouça

      A outra concorrente era na verdade a Catherine Meurisse.

      • Fabio Negro

        Ooooopa, obrigado, Hunter! Aliás, abusando da sua paciência: esse grand Prix premia O QUÊ? É equivalente ao Oscar especial pelo total da obra? Premia em dinheiro?

        • Pedro Bouça

          É um prêmio pelo conjunto da obra, atribuído a algum autor ainda vivo.

          Não é um prêmio em dinheiro, mas normalmente as vendas dos autores premiados disparam nos meses seguintes. É comum reeditarem material esgotado deles ou fazerem compilações das principais obras na sequência dessa premiação.

          O autor também será o presidente do próximo Festival de Angoulême, desenhando o cartaz e tendo (se quiser, Rumiko Takahashi recusou, por exemplo) uma grande exposição em sua homenagem. Autores mais proativos podem sugerir e coordenar outros eventos ao longo do festival, o Lewis Trondheim chegou ao requinte de criar e desenhar a mascote do festival, que é usada até hoje.

          • Fabio Negro

            caraca, será que a Rumiko Takahashi se eximiu de exercer a liderança dentro do júri?

            não consigo imaginá-la lendo a obra do Guibert ou do Cris Ware para influenciar neste ou naquele resultado

            na verdade não identifiquei nem mesmo o cartaz dela no Angouleme 2020

            obrigado pelas explicações, Hunter, vou procurar entrevistas de “todos os envolvidos” :)

          • Pedro Bouça

            Ela fez o cartaz, mas há alguns anos o Festival pede a outros dois homenageados (no caso Charles Burns e Catherine Meurisse) para desenharem seus próprios cartazes para qualquer eventualidade.

            Até onde eu sei, foi esse o limite da participação dela.

            A votação do Grand Prix hoje em dia é direta e realizada por todos os autores publicados no espaço franco-belga (alguns milhares), o vencedor anterior não influi nela. Antigamente os vencedores passados escolhiam o vencedor ou, pelo menos, os indicados, mas a confusão que rolou no ano em que não houve nenhuma mulher indicada acabou com essa prática.