Exposição Quadrinhos, no MIS, começa nesta semana, em São Paulo

Por Samir Naliato
Data: 12 novembro, 2018

Na próxima quarta-feira, dia 14 de novembro, começa uma das maiores exposições já feitas no Brasil sobre a nona arte.

Quadrinhos, com curadoria de Ivan Freitas da Costa, acontece no MIS – Museu da Imagem e do Som (Avenida Europa, 158, Jardim Europa), em São Paulo/SP, e estará aberta à visitação até o dia 31 de março de 2019.

O ingresso custa R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia) na recepção do MIS ou no site Ingresso Rápido. A mostra abrirá de terça a sábado, das 10h às 20h (com permanência até às 22h); e domingos e feriados, das 9h às 18h (com permanência até às 20h).

A mostra inédita apresenta a História das histórias em quadrinhos no Brasil e no mundo, e traz centenas de atrações, como revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs, como super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste, erótico e muitos outros.

Apresenta ainda uma ampla retrospectiva do universo dos quadrinhos em ambientes temáticos e imersivos que ocupam os dois andares do Museu. A exposição também retrata a influência das HQs na Cultura Pop e em outras mídias, como cinema e TV.

Como em todas as suas megaexposições, o MIS apresenta uma expografia imersiva que tem como objetivo aproximar o público do tema abordado. Em Quadrinhos, os fãs mergulharão neste universo em ambientes temáticos e lúdicos ao percorrer as 16 áreas da exposição: Origens, Caricaturas e charges, Tiras, Europa, Mangá, Erótico, Mauricio de Sousa, Angelo Agostini, Ziraldo, Brasil, Brasil nas últimas décadas, América Latina, América do Norte, Disney, DC e Marvel.

O projeto expográfico é assinado pela Caselúdico, parceira do MIS em mostras anteriores.

Para chegar aos mais de 600 itens que integram a exposição, a curadoria levou 18 meses em pesquisas em diversos acervos. Além do próprio curador, cederam peças para a exposição os colecionadores Ricardo Leite, Marcio Escoteiro e Franco de Rosa, o Planeta Gibi, a família de Glauco, Francisco Ucha, Acervo Álvaro de Moya (Centro Universitário Belas Artes de São Paulo), Jal e Gualberto (Troféu HQ Mix) e artistas como Angeli, Laerte e Ziraldo.

Dentre os itens expostos, o público poderá ver de perto raridades como a revista com a primeira aparição de Luluzinha, publicada na The Saturday Evening Post em 1935; a edição número 1 de O Pato Donald (1950); uma ilustração original de Tintim, de As Aventuras de Tintim, uma das histórias mais conhecidas do belga Hergé; uma arte original da personagem de quadrinhos eróticos Valentina desenhada pelo seu criador, o italiano Guido Crepax; exemplar da revista Giant-Size X-Men # 1 (1975) e uma ilustração original de The Spirit, que traz o personagem mais conhecido de Will Eisner.

Quadrinhos também conta com um desenho do personagem Garfield, feito por Jim Davis exclusivamente para a exposição, e um vídeo com o criador do gato mais famoso das tirinhas fazendo o desenho.

Nos destaques nacionais, está uma edição do jornal O Mosquito (1873), com capa de Angelo Agostini, desenhista ítalo-brasileiro que teve intensa atividade em favor da abolição da escravatura no Brasil. Agostini também colaborou com As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte, considerada a primeira história em quadrinhos brasileira e uma das mais antigas do mundo.

A curadoria também teve acesso a desenhos originais de Ziraldo e Glauco. Dentre os itens expostos estão um desenho feito à mão feito por Ziraldo com personagens de A Turma do Pererê e um caderno de esboços de Glauco com artes originais para a revista Geraldão # 1.

“A origem da arte sequencial remonta à primeira forma de comunicação do ser humano, que desenhava nas paredes das cavernas para registrar e ajudá-lo a entender o mundo à sua volta. Na exposição, apresentamos um amplo panorama dos personagens, criadores e expressões dos quadrinhos no mundo todo de uma perspectiva brasileira, contada por meio de centenas de itens, a grande maioria deles jamais expostos no país”, destaca Ivan Freitas da Costa.

Quadrinhos

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  • Deve ser por causa da comissão do Ingresso Rápido. Comprando na bilheteria do Museu, os preços são aqueles.

    • Roberval

      Sou de Curitba, comprei antecipado para garantir o ingresso. Eu comprei no site, paguei 30 reais mais 6 reais de taxa para o Ingresso Rápido.

  • Deyse Brandão

    Sabem me dizer até quando fica a exposição?