Faleceu, aos 87 anos, o jornalista e escritor Álvaro de Moya

Por Marcelo Naranjo
Data: 14 agosto, 2017

Faleceu hoje, aos 87 anos, o jornalista, desenhista, ilustrador, escritor, diretor de cinema e televisão Álvaro de Moya. No dia 6 de agosto, ele teve um acidente vascular cerebral em sua casa, em São Paulo, ficou internado desde então, mas não resistiu.

Um dos pioneiros em atuar em prol dos quadrinhos no Brasil, ele foi um dos responsáveis pela organização da Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos, que aconteceu em São Paulo, no ano de 1951.

Ele trabalhou na linha Disney da Editora Abril, publicou adaptações de romances na Ebal, fez charges, ilustrações e matérias sobre quadrinhos para vários jornais, desenhou para livros infantis, foi professor na USP – Universidade de São Paulo, foi representante de autores internacionais no Brasil.

É autor de Shazam, O Mundo de Disney, História da História em Quadrinhos, Vapt Vupt, além de ter participado com artigos em diversos outros livros sobre o assunto. O mais recente, da Editora Criativo,  celebrava seus 70 anos de carreira e sua amizade com Will Eisner e foi lançado este mês: Eisner / Moya – Memórias de Dois Grandes Nomes da Arte Sequencial (formato 17 x 24 cm, 96 páginas, R$ 39,90).

Atencioso, sempre à disposição para um bate-papo, homem de grande cultura e artista multifacetado, ótimo contador de histórias, Álvaro de Moya era muito querido por seus pares.

• Outros artigos escritos por

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  • Stephan

    Um genuíno Herói dos Quadrinhos Nacionais, que muito fez em prol de seu estudo e divulgação, e que certamente há de fazer falta em nosso Plano Material.
    Descanse em Paz, Mestre!

  • Dimas Mützenberg

    Descanse em paz e vida longa ao legado que nos deixou.

  • Cassiano Cordeiro Alves

    Este prestou grandes serviços para os fãs brasileiros de quadrinhos. Bom descanso.

  • RIP

  • Dyel Dimmestri

    2017,sem sombra de dúvida,está se revelando um aninho sem vergonha…
    Já tivemos a perda de um GRANDE HERÓI da animação Nacional,que lutou pela valorização dos desenhos animados em nosso país;Pedro Ernesto Stilpen,vulgo Stil,no dia 23/07/2017,sem contar a morte repentina de Toninho Mendes,em fevereiro…E agora,choramos a perda de outro Herói… Alvaro de Moya fez muito pela valorização das HQs em nosso país,fazendo com esta forma de comunicação deixasse de ser vista como uma “arte menor”,”leitura de analfabetos e retardados mentais”,”cultura inútil”,”coisa de crianças”,”coisa de subversivos”,etc. Seus livros sobre o tema são LEITURA OBRIGATÓRIA para qualquer um que se declare apaixonado por HQs.
    Descanse em paz,Velho Soldado…Sua luta não foi em vão.

  • Dyel Dimmestri

    E como última homenagem,deixo o link do documentário em curta-metragem “HQ”,escrito pelo Alvaro de Moya e dirigido por ele e por Rogério Sganzerla (diretor do cultuado “O Bandido Da Luz Vermelha”)em 1969. À sua memória!
    https://m.youtube.com/watch?v=Mm8cV01ZN3E

  • Antonio Carlos Novelli

    Trabalhei com ele na extinta TV Excelsior canal 9, começo da década de 60, a emissora foi inaugurada em 09 de julho de 1960, precisamente as 18:00h, no topo do Edifíco Liege, sito a rua da Consolação. Eu estava lá. Saudade…

  • Majin Boo Sidekick do Aranha

    O cabra também dirigiu a pornochanchada A Bunda Profunda de 1984.

  • Val Fonseca

    Eu já conheci seu nome através das reportagens de quadrinhos na revista Abigraf, adorava ler cada uma daquelas matérias. Depois soube de seus livros e fui conhecendo sua história. Foi um grande colaborador em nome da nona arte que tanto amamos. Trabalha com as hqs foi algo que ele fez bem e com muito amor!

  • Uma granperda… Sem palavras.

  • Laercio Lima

    Grande perda, realmente. Tive o privilégio de conhecê-lo em uma visita q fiz a seu estúdio em São Paulo. Na parede, vários painéis (autografados) de grandes artistas dos quadrinhos de várias partes do mundo. Quando mostrei meus rascunhos arte finalizados a esferográfica, ele de bate-pronto ‘bravejou’… “Pára com isso, rapaz! Use nanquim, Você terá ótimos resultados usando, pena, caneta ou pincel. Deixa a caneta só para autografar quando for famoso, kkkkk.” R.I.P.