Felipe Folgosi lança HQ Comunhão em São Paulo

Por Marcelo Naranjo
Data: 13 julho, 2017

No final de julho, chega às livrarias e bancas Comunhão (144 páginas, R$ 49,90), HQ com roteiro de Felipe Folgosi. Misturando suspense e thriller psicológico, a história se passa no Brasil, durante uma corrida de aventura e é contada pelos olhos de Amy, uma ex-piloto que se vê às voltas em uma trama de suspense e ação.

O lançamento acontece no dia 25 de julho, em dois locais, consecutivamente: a partir das 18h30min na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e a partir das 21h30min na Hamburgueria Stunt Burger, no Morumbi.

A publicação é uma parceria com o Instituto de Quadrinhos – polo de criação, animação e ilustração, fundado por Klebs Junior. A arte de Comunhão, toda em preto e branco, ficou a cargo do desenhista maranhense JB Bastos, que já trabalhou em títulos como Night Trap, Knight Rider e Black Bag.

 “Consegui juntar elementos suficientes para criar uma trama plausível partindo de uma premissa histórica, mas mergulhando no lado mais sombrio do ser humano, o que cada um é capaz de fazer para sobreviver. Claro que tudo isso com muita ação, violência e gore”, conta Folgosi.

O enredo começa quando um time de corrida de aventura, após uma prova, decide fazer uma trilha longe dos olhares da mídia e da organização. Eles acabam encontrando uma tribo perdida, dominada por um reverendo misterioso com um passado suspeito. A história é contada pela perspectiva da Amy. Ela é uma das melhores pilotos do mundo, mas depois de um grave acidente fica traumatizada, para de correr e passa a coordenar a equipe do irmão, Mark.

Esta não é a primeira incursão de Felipe no mundo dos quadrinhos. Sua primeira HQ, Aurora, obra de ficção científica lançada em 2015, também foi feita em parceria com o Instituto de Quadrinhos. A revista concorreu em quatro categorias no prêmio HQMix, o “Oscar” dos quadrinhos nacional.

A HQ estará disponível em todo o Brasil, em livrarias e bancas de jornal, além de livrarias online.

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  • HectorLima

    JJ, gibi nacional acaba sendo na média um pouco mais caro justamente pelo fato de as tiragens serem menores, o que encarece o custo do exemplar.

    Existem publicações muito boas, tanto de roteiro quanto de arte, cheias de histórias e personagens legais. É questão de se despir de preconceitos, abrir sua mente e seu coração pra conhecer.

    Caso tenha a oportunidade, recomendo visitar a área de artistas de um evento de Gibis / Cultura pop em que você possa comparecer. Você vai se surpreender com a quantidade de coisas legais e realmente boas que estão sendo publicadas.

    Ouça por exemplo este episódio do podcast do próprio UniversoHQ – o que não falta são recomendações de obras legais: http://www.universohq.com/podcast/confins-do-universo-038-hqs-independentes/

    • JJLequerica

      Tenho total conhecimento das dificuldades do mercado nacional, afinal, coleciono HQs há 25 anos.

      Não é questão de preconceito ou desconhecimento do material brasileiro, mas de prioridades.

      Sempre que posso vou a eventos de HQs. Na última CCXP voltei pra casa atolado de sketches e autógrafos. Pra mim a Comic Con se perdeu. Hoje os nerds são os fãs de filmes e séries que nunca chegaram perto de um gibi e as principais atrações nada tem a ver com histórias em quadrinhos. Eu mesmo cursei a finada Fábrica de Quadrinhos e até hoje continuo desenhando e fazendo bicos como artista mesmo tendo profissão. Tenho um perfil de instagram somente para meus desenhos “juli lequerica”.

      Com relação às HQs, passei ontem mesmo em uma banca de jornal. Ademais das edições mensais vi um especial lendas do Darkseid, um gibi novo do Batman e alguns encadernados diferentes. Na balança de meu bolso sempre optarei pelo material estrangeiro tanto pelo preço quanto pela qualidade certa.

      Hoje temos nas bancas umas trocentas revistas mensais da DC e da Marvel, encadernados especiais e coleções de encadernados da Salvat e da Eaglemoss.

      É muito dinheiro gasto com HQs.

      O material da Mythos, em meu caso, é inacessível. Muitas das edições da Mythos eu possuo interesse, mas tenho sempre que optar pelos gibis que coleciono e especiais mais baratos e que me interessam mais.

      As HQs nacionais para mim estão atrás das edições da Mythos. Eu compraria se o valor fosse mais acessível, mas sempre compro as edições Graphic Novels da Turma da Mônica.