Globo Livros lança série de álbuns com HQs originais de Tintim

Por Marcelo Naranjo
Data: 14 setembro, 2016

A Globo Livros divulgou o lançamento de uma coleção de álbuns em capa dura do personagem Tintim, com o título As aventuras de Tintim – O personagem foi criado pelo belga Hergé, em 1929.

As HQs serão lançadas como publicadas originalmente, na década de 1930, numa versão fac-símile da série – estes volumes são em preto e branco.

Vale lembrar que, ao longo das décadas, Hergé redesenhou e modificou várias de suas histórias, seja em função de adequar-se aos novos tempos ou para corrigir algumas inconsistências.

Os primeiros títulos que chegam ainda este mês às livrarias são Tintim no Congo, Tintim na AméricaOs charutos do Faraó, todos no formato 21 x 28 cm e preço de R$ 59,90. Esses álbuns já estão em pré-venda na Amazon Brasil com desconto. Clique nos respectivos títulos para acessar.

A coleção completa com os álbuns do personagem com a versão atualizada de suas HQs foi publicada entre 2005 e 2008 pela editora Cia das Letras.

Tintim no CongoTintim na América

Os charutos do Faraó

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  • Reginaldo Costa

    Que bom! Também há modificações no texto?

    • Os álbuns têm pelo menos o dobro de páginas, então, tem sim. :)

      • Rafael Olivato

        Eita! Mas o que Hergé cortou TANTO?

        Como você falou, é praticamente o dobro de páginas. Enquanto o Tintim no Congo da Cia das Letras tem 64 páginas, esse da Globo tem 120! o_O

        • Pedro Bouça

          Eu explico, a questão é a seguinte: Os álbuns em P&B eram publicados com uma densidade de quadrinhos menor do que os coloridos (em média três tiras de dois quadrinho por página, contra quatro tiras de três quadrinhos nas coloridas). Então o número de páginas dos coloridos é menor, mas o número de quadrinhos é praticamente o mesmo!
          Ou seja, apesar do número de páginas bem menor não há diferenças significativas nas histórias entre ambas as versões. Algumas sequências cortadas ou adicionadas, arte redesenhada (ao menos até O Lótus Azul), mudanças nos diálogos, mas a história propriamente dita era a mesma.

          • Rafael Olivato

            Explicado então. Por isso a diferença absurda de páginas.
            Valeu, Pedro!

  • Excelente notícia. Não vejo a hora de ter os meus em mãos!

  • Nossa! Tintin no Congo sem censura?!? Essa eu pago pra ver…

    Nossos “movimentos sociais” vão adorar! ;)

    • Pedro Bouça

      Na verdade as diferenças não são muitas.

    • Rodrigo Cazes

      Curte o posicionamento racista da obra?

      • Sim. Isso se chama “Liberdade de Expressão”.

        • Rodrigo Cazes

          Não, se chama “discurso de ódio”. Uma pena termos um racista frequentando esse site.

          • Eli Ramos

            Não isso se chama “politicamente correto”, uma praga que ameaça as liberdades individuais de pensamento e expressão.As obras de arte devem ser lidas no contexto histórico e social de seu tempo. Depois reclamam daqueles que nos acham retardados porque lemos gibis.
            Get a fucking life, pelamordedeus!

          • Você é que é racista.

    • Silvio César

      Eu curto é não censurar por causa disso, sabe? Essas HQs forma cunhadas levando em consideração o contexto histórico da época e é assim que elas devem ser lidas e não deletadas da história da humidade.
      Se fosse pra fazer essa censura com tudo no mundo, ninguém leria Monteiro Lobato, Freud, Lovecraft, Orson Scott Card etc.
      Menos mimimi, meu povo, please.

  • Priscilo

    Mais uma coleção para começar

  • Gabriel Rey

    Legal! Já tenho todos da Cia das Letras. Vou pensar se pego essa nova coleção também. De qualquer jeito, achei o preço meio caro. Ainda mais se considerar que as algumas histórias são bem ruins, como essa Tintim no Congo e Tintim na América.

    • Pedro Bouça

      É o início da série. Tintim só fica bom mesmo a partir d’O Lótus Azul e só se torna o Tintim que conhecemos em O Cetro de Ottokar.
      Mas vale uma olhada porque são as histórias como produzidas originalmente. Hergé redesenhou boa parte delas (e fez modificações no resto) quando publicou as edições coloridas que conhecemos, mas esse é o Tintim original!

      • Gabriel Rey

        De fato, o salto de qualidade dado em O Lótus Azul é gritante. Nem parece o mesmo roteirista. A partir dessa história a série passa por uma constante crescente. Os estereótipos são abandonados pelo autor e os personagens são muito mais bem desenvolvidos.

  • Gabriel Fernandes

    Não sei porque publicar esse material por aqui… O próprio Hergé reconhece que tem um cunho racista e colonizador no seu trabalho na década de 1930. E por isso até que ele alterou a história em versões posteriores.

    A Globo lançar isso é admitir que : “Estamos lançando um material notadamente racista, que o próprio autor reconhece como tal, mas iremos lançar mesmo assim”.

    Entendo o valor como colecionismo… mas não deixa de ficar feio.

  • Thiago A.

    Legal, apesar do preço salgado.