Greg Rucka fala sobre reformulação da Mulher-Maravilha

Por Equipe UHQ
Data: 13 junho, 2003

Página de Wonder Woman #195Em agosto, muita coisa mudará na revista mensal da Mulher-Maravilha. O escritor Greg Rucka e o desenhista Drew Johnson a assumirão, provocando uma reformulação na personagem ao abordar temas que a colocarão na posição de refletir suas motivações.

Rucka falou um pouco mais sobre seus planos, que já vêm sendo traçados há quase dois anos. “Não vou refazer o trabalho de George Pérez (Nota do UHQ: o responsável por ‘recriar’ a personagem após a saga Crise nas Infinitas Terras), que ainda é relevante. Eu não insultaria isso”, disse.

“Já sobre o trabalho de William Moulton Marston (criador da Mulher-Maravilha), o assunto é outro. Vamos olhar da seguinte maneira: temos momentos históricos para a criação dos personagens. Homem-Aranha é da época do Vietnã. A razão de Ultimate Spider-Man funcionar tão bem é porque Bendis teve um bom tato. Ele viu o elenco e achou que tudo aquilo ainda era relevante atualmente, desde que vistos pela ótica correta”, analisa.

Página de Wonder Woman #195“O momento histórico da criação do Super-Homem e Batman não os afetam, pois eles mudaram ao longo dos anos. Por exemplo, pegue Frank Miller na era Reagan, final da década de 1980, e o Batman foi virado de cabeça pra baixo. Ele acabou com todas as brincadeiras e mostrou um Homem Morcego neofacista e, ainda assim, herói”, continuou.

“A Mulher-Maravilha foi criada para ser um ícone feminista. Mas o que era ser feminista em 1942, não é em 2003. Ela surgiu para ser uma personagem policial, e assim foi mais do que qualquer outro, com exceção do Capitão América”, comparou Rucka.

Assim, o autor pretende trazer esse assunto como ele é visto na atualidade. “Ela nasceu para fazer perguntas e desafiar o que se acredita. Como fazer isso ser relevante em 2003? Esse é o desafio. A Mulher-Maravilha é uma das principais personagens da DC, e merece o melhor. Sento para escrever e penso como posso servi-la melhor. E vou fazer isso de uma maneira diferente dos autores anteriores”.

Página de Wonder Woman #195Uma das principais coisas que será explorada nesse início é o que significa ser uma embaixadora de Themyscira no mundo do patriarcado, além do fato de existirem várias situações que reivindicam sua atenção e muitas pessoas que não gostam dela.

As tramas devem apresentar aspectos políticos, provocando discussões. Para abordar esse aspecto, Diana publicará um livro. “Ele será composto de estudos e frases de Diana desde que chegou ao mundo do patriarcado. As passagens abordam assuntos como espiritualidade, não-violência, ambiente, amor, pobreza e outras coisas polêmicas. Ela colocará tudo isso para um debate público”, revelou.

A primeira história do escritor será na edição # 195, batizada de The Mission. A partir do número 196, começa um arco de histórias de cinco partes chamado Down the Earth, que será concluída em Wonder Woman #200.

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