Jotapê Martins fala sobre as mudanças da tradução nos quadrinhos

Por Marcelo Naranjo
Data: 27 junho, 2016

Jotapê Martins é conhecido dos leitores de super-heróis há mais de 30 anos.

Ele traduziu obras como Batman – O Cavaleiro das Trevas, Watchmen, The Spirit, X-Men, Homem-Aranha, Elektra Assassina, Demolidor, Sandman, Monstro do Pântano, Conan, Patrulha do Destino, Lobo Solitário, Batman – Ano um, Crise nas infinitas Terras, Marvels, Sin City e O reino do amanhã, dentre outras.

Para falar sobre sua carreira e os desafios de um tipo de tradução tão peculiar, ele fará uma palestra na próxima quinta, dia 30 de junho, a partir das 19 horas, no Anexo da Casa Guilherme de Almeida (Rua Cardoso de Almeida, 1943 – Perdizes), em São Paulo/SP. O espaço pertence à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e é gerenciado pela organização social POIESIS.

Será uma rara oportunidade para conhecer o processo de tradução e como Jotapê enfrentou desafios, não só da transposição, como das limitações editoriais e gráficas nas editoras pelas quais passou – em especial Abril, Globo e Panini.

Os problemas do espaço, formato, padrão, tamanhos originais e adaptação, letreramento, balões, onomatopeias e os títulos são alguns dos assuntos em pauta.

palestra_jotape

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  • Terá transmissão online?

    • Homem Simpson

      Se não tem sistema de pagamento online, a resposta é não.

  • Eduardo Roque

    C estivesse em Sampa certamente iria

  • O Gato Socialista

    ah, esse assunto é muito interessante. comecei a colecionar quadrinhos aos 12 anos, em 1987, com as publicações da DC/Abril. numa sessão de cartas, salvo me engano, Correio de Krypton, de Leandro Luigi del Manto, veio publicado uma propaganda de bancas que vendiam material importando em várias cidades do país. e havia a da Devir que vendia para o Brasil todo e que tinha o saudoso Recado semanal em off-set. em 1990 começo a comprar, via Devir, edições de Superman e Action Comics e me deparo com uma quantidade de texto por página que me deixou impressionado. levantei duas hipóteses: 1) a DC começou a publicar os textos grandes agora, por isso que ainda não chegou por aqui; 2) há cortes!

    essa segunda alternativa me deixou pensativo e triste.

    e a única forma de saber a verdade, naqueles tempos sem internet, era esperar que o material fosse publicado no Brasil. aqueles primeiros materiais estrangeiros que recebi foram publicados em Super-Homem 100, era a saga The Day of the Krypton-man, que saiu inteira em Super-Homem 100. ai eu pude comparar e ver que, realmente, a saga havia sido publicada pela abril… “inteira”… foi quando tive a certeza que ela fazia cortes.

    poxa, bem que poderia essa palestra ser gravada e transmitida na NET.

  • Thiago A.

    Jotapê e suas traduções colocando seu nome balões… Ahhh os anos 90…

  • Montanha

    O pessoal do UHQ poderia convidar o Jotapê pra um podcast para falar desse assunto. Que tal? Seria um oportunidade para tratar desse tema para um público maior. Como não moro em São Paulo, fico só na vontade…

    • Eduardo Carreiro

      Depois de um ranca rabo do Sidney com o Jotapê a respeito de uma tradução em Sandman acho difícil ele aceitar. Mas seria muito bacana. O Jotapê é um cara que merece um reconhecimento.

  • Flavio

    Reconheço o trabalho, mas convenhamos que as traduções dele nos anos 80 principalmente eram marcadas pela vaidade de se colocar como personagem das histórias e as gírias paulistas.

  • LOBO_O_Maioral

    Só eu, na minha adolescência, achava (e ainda acho) o cúmulo da idiotice traduzir onomatopeias?!?

  • Marko Ajdaric

    viva o encontro presencial!!!!