Julio Shimamoto é o homenageado do Artists’ Alley na CCXP 2019

Por Samir Naliato
Data: 7 novembro, 2019

O veterano quadrinhista Julio Shimamoto, de 80 anos, será o homenageado deste ano no Artits’ Alley da CCXP.

Ele assinará o pôster e a credencial do espaço no evento, que é dedicado aos artistas nacionais e internacionais que produzem quadrinhos, além de participar de painéis que serão divulgados em breve. Shima, como é conhecido, estará presente em todos os dias da CCXP 2019, que acontece entre 5 de 8 de dezembro.

Shimamoto nasceu em Borborema, cidade do interior de São Paulo. É descendente da uma família de samurais aristocratas do Japão, que decaíram com o tempo. Já fazia seus primeiros rabiscos aos cinco anos de idade, quando sua família se mudou para uma região próxima ao Mato Grosso. Seu pai era administrador de fazenda, e conseguiu um emprego por lá.

Ainda na juventude, tornou-se desenhista no Departamento Promocional da multinacional Sears, Roebuck & Co. (Lojas Sears) e, desde então, nunca mais abandonou os pincéis.

Com seu traço denso, passou por praticamente todas as editoras e publicações do país: La Selva, Taika, Outubro, Ebal, Noblet, Folha de S.Paulo, Ática, Editora do Brasil, Cooperativa Editora e de Trabalho de Porto Alegre, Vecchi, Grafipar, Abril, D-Arte, Press, Maciota, Record, Globo, Bloch, Via Lettera, Devir, Marco Zero, Novo Mundo, Escala, Nova Sampa e Opera Graphica.

Aos 80 anos, Shima segue na ativa, envolvido em projetos autorais e produzindo quadrinhos experimentais. Recentemente, desenvolveu uma técnica na qual aplica uma camada de tinta sobre uma peça de cerâmica para depois desgastá-la utilizando objetos pontiagudos. As imagens surgem em negativo, em uma nova versão do estilo claro-escuro. A partir daí, passa a escanear e xerocar estas imagens, para depois montar as páginas das histórias por meio de colagens.

Foi com essa técnica que ilustrou Cidade de Sangue, com texto de Márcio Jr, que também estará no evento ao lado de Shima.

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Julio Shimamoto

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  • Fabio Marchi

    Ótima notícia. Poderiam chamar também o Fernando Gonsales. Nunca consegui encontrá-lo para pegar uns autógrafos nos meus álbuns da Devir.

  • Stephan

    E quando é que alguém irá escrever a biografia deste Mestre da Nona Arte?