Marvel promove conferência para falar sobre Trouble

Por Equipe UHQ
Data: 13 junho, 2003

Página de Trouble #1Parece que a Marvel realmente aposta muito em Trouble, primeiro título do selo Epic, com argumentos de Mark Millar e arte de Terry Dodson. A minissérie mostrará a adolescência de May, Ben, Mary e Richard (respectivamente tios e pais de Peter Parker).

A editora promoveu uma conferência com a imprensa para falar mais sobre o projeto. Participaram o presidente Bill Jemas, o editor-chefe Joe Quesada e o editor Axel Alonso, além de Millar.

A idéia do título partiu de Jemas e Quesada, que o ofereceram ao escritor numa de suas viagens até Nova York. “Todos que viram o filme conhecem Tio Ben e Tia May, e a maioria dos leitores sabe que Richard e Mary são os nomes dos pais de Peter. Parece que vai acabar se transformando na origem de Peter Parker. A Marvel está levando o projeto muito a sério”, garante Jemas.

Página de Trouble #1“No começo, há mais de um ano, ele se chamava Parents (Pais, em português), porque a intenção era mostrar a concepção de Peter”, continua. “Mas aí chegamos ao meio do caminho, quando os criadores começaram a trabalhar, e a história se escreveu sozinha. O foco era em quatro adolescentes que vivem normalmente. Agora, a trama gira em torno de May e Mary, que fazem enormes sacrifícios por aquilo que elas acham certo. A mudança do título é para refletir isso”.

Se essa será a origem de Peter? O presidente da editora não se arriscou a responder. “Vamos deixar a resposta final com os leitores, baseado na aceitação da história. Isso não significa que não queiramos que essa seja a origem do personagem. Esperamos que o final feliz para essa trama seja os milhões de adolescentes em todo o mundo que lerão essa minissérie”.

Página de Trouble #1A “Casa das Idéias”, que tem o costume de não fazer novas tiragens para as edições que esgotarem, resolveu voltar atrás no caso de Trouble.

Para Mark Millar, o potencial para alcançar um novo público é muito grande. “Essa foi a primeira revista que escrevi e que minha esposa leu, entendeu e gostou desde a página um até a 22”, exemplifica.

A história abordará ainda assuntos como sexo e gravidez na adolescência, mas a editora garante que isso não será problema para crianças de nove anos poderem ler. Como comparação, foi lembrada a época em que foi mostrado Harry Osborn como viciado em drogas.

“Está sendo feito de maneira realista. Não há nada com o que se preocupar, por deixar as crianças lerem”, assegura o autor.

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