Mythos republica a primeira história do Zagor em nova coleção

Por Samir Naliato
Data: 23 junho, 2020

Uma nova série do Zagor, personagem da Sergio Bonelli Editore, está chegando pela Mythos Editora para apresentar as aventuras na mesma ordem em que foram publicadas originalmente na Itália, desde o primeiro número.

Zagor Classic # 1 (formato 15,4 cx 21 cm, 108 páginas, capa cartonada, R$ 29,90) conta com roteiro de Guido Nolitta e arte de Gallieno Ferri. e traz a primeira história de Zafor, publicada originalmente em junho de 1961.

A edição está em pré-venda na Amazon com frete grátis para usuários Prime. O lançamento será em julho.

Pleasant Point, um pequeno grupo de cabanas na entrada da Fronteira. É aqui que um barqueiro mexicano barrigudo chamado Chico tem um desentendimento com James Regan, um renegado mancomunado com os belicosos índios delawares, chefiados pelo feroz chefe Kanoxen.

Os companheiros de Chico são mortos pelos peles-vermelhas, mas o mexicano se salva graças a um homem corajoso e indômito, que usa um traje pitoresco e que se tornará seu amigo inseparável: Zagor, o Senhor de Darkwood.

Zagor Classic # 1

• Outros artigos escritos por

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  • Luciano Lino

    Na Italia a Bonelli faz uma releitura da origem de Zagor, que vira sucesso de vendas e de critica, atingindo novos e jovens leitores; aqui a Mythos republica pela enésima vez a origem ‘datada’ dos anos 60, depois reclamam que o personagem não vende.

    • Natanael Floripes

      Não tinha ouvido falar dessa releitura de Zagor.

      Agora, você tem viu (leu) realmente alguém da editora dizer que é sucesso de vendas? Tem um link?

    • Jones Pereira

      verdade.

    • Andrecio

      Acho que essa releitura virá pela Panini, assim como a do Mister No

  • Dyel Dimmestri

    Uma perguntinha: será em Preto & Branco,como na época em que foi publicado originalmente, ou será em cores, como foi republicado recentemente na Itália?
    Vale lembrar que este material, com essa mesmíssima capa, foi publicado no Brasil, em 1991,pela Editora Record,na revista Zagor Especial N° 1, que trouxe as cinco primeiras aventuras do Espírito Da Machadinha, em ordem cronológica. Além de “Encontro Na Floresta”, o volume também trazia as aventuras “O Homem Voador”, “O Totem Sagrado” e “O Ouro Do Rio”.

  • Gonçalo

    Alguém sabe dizer se será impressão digital, como fizeram a reimpressão de Julia?

  • Natanael Floripes

    E, em geral, infelizmente os leitores de quadrinhos, especialmente os de venda em banca, desaparecem cada vez mais, junto com as próprias bancas aliás. Aqui e na Itália.

    Estive novamente lá em julho do ano passado, depois de uns 4 anos da última vez que tinha ido, e fiquei chocado como as bancas (edicole) de lá também secaram espantosamente.

    As bancas da Itália lembravam muito as do Brasil (na verdade é o contrário, nosso modelo de bancas foi todo copiados deles; foram imigrantes italianos que começaram as bancas aqui) e o mesmo fenômeno (desaparição das bancas) que está acontecendo lá.

    Ainda se publica coisa pra caramba lá (como aqui), mas num modelo mais de livrarias e lojas especializadas, que não são tantas assim.

    Revistas em quadrinho populares, como as da Bonelli, pensadas para vender grandes tiragens em inúmeras bancas de revistas infelizmente acho que caminham para a extinção.

    Em https://www.giornalepop.it/quante-copie-vendono-i-fumetti/ tem uns dados interessante sobre as vendas das revistas da Bonelli.

    Em outubro/dezembro de 2018, a revista campeã (Tex) vendeu uma média de 147.000 exemplares. Bastante ainda, mas você assusta quando vê que eram 210.000 em 2012, 190.000 em 2014 e 170.000 em 2016. Queda constante.

    Outros títulos Bonelli vendem bem menos. Novamente segundo esse sítio que linquei, as médias em outubro a dezembro de 2018 foram as seguintes:

    Dylan Dog 72.000
    Julia 28.000
    Zagor 25.000
    Dragonero 21.000
    Nathan Never 19.000
    Dampyr 17.000
    Morgan Lost 13.000
    Martin Mystère 8.000

    Números que ainda seriam fantásticos para os atuais padrões brasileiros, mas o problema é realmente a direção da curva, a queda ano a ano.

  • Victor Vitório

    Por favor, poderia explicar do que trata Zagor e o que o coloca acima da média? Minha pergunta é sincera, pois já vi elogiarem Zagor por nostalgia, talvez como “bom para sua época”, mas não por “padrão elevado de leitura”. Admito meu preconceito com as capas e a aparência do protagonista, que sempre me passam a impressão de mais um musculoso de roupa tosca em aventuras descartáveis de uma época menos exigente, algo como acontecia (e acontece) com os supers americanos. Também tenho desconfiança por pensar ser um personagem sem “dono”, como Tex. Gosto de personagens autorais, como Júlia, que me levou a buscar seu irmão Ken Parker. A sensibilidade humanista de Berardi e as tramas bem construídas são únicas e colocam essas obras entre as melhores que já li. Da mesma maneira, por haver gostado de Face Oculta, resolvi recentemente conhecer mais um trabalho de Manfredi e dar uma chance a Mágico Vento, do qual ando lendo alguns formatinhos. E Zagor, como se destaca?

    • Marquito Maia

      Tenho a impressão que Zagor consegue ser ainda mais raso que Tex, mas como tem gosto pra tudo…