Mythos suspende distribuição para as livrarias Saraiva, Cultura e Fnac

Por Samir Naliato
Data: 14 agosto, 2018

A crise continua no mercado editorial, tanto em bancas quanto em livrarias. A Mythos confirmou que suspendeu a distribuição de seus quadrinhos para as livrarias Saraiva, Cultura e Fnac, por falta de pagamento.

Esta dificuldade para receber o valor dos livros vendidos vem de algumas meses, mas tanto editora quanto livrarias estão conversando para solucionar o problema. Quando a situação for resolvida, um comunicado será feito avisando que a distribuição foi regularizada.

De acordo com recente informação da Folha de S.Paulo, a dívida líquida da Saraiva é de RS 284 milhões e ela demoraria 12 anos para ser paga (caso não faça novas dívidas e o fluxo de caixa se mantenha constante).

A falta de pagamento atingiu tanto editoras quanto fornecedores. A empresa Bookwire também ameaçou parar de fornecer seus e-books pelo mesmo motivo.

A Saraiva corresponde a um terço de todas as vendas de livros do Brasil; e ela, Cultura e Fnac não estiveram presentes na Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2018, encerrada no último domingo.

Em nota oficial, a Saraiva afirmou estar num processo de transformação, tomando medidas para a evolução da operação e a sustentabilidade do negócio. A empresa contratou uma consultoria para gerar ganhos contínuos de eficiência operacional, revisando e otimizando processos e assegurando que a estrutura possa suportar maiores vendas com diluição efetiva de custos.

Mythos Editora

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  • Cassiano Cordeiro Alves

    Ops, isso é muito ruim. A livraria Saraiva é um local onde habitualmente compro hqs (agora mesmo estou lendo Ghost In The Shell que comprei lá). Se estão mal das pernas, então há risco de surgir uma “amazondependencia”?

    • Marquito Maia

      Olá, Cassiano, na minha modesta opinião, acho que a Amazon vem comendo pelas beiradas, tipo o Pinky e o Cérebro:
      “- O que faremos esta noite, Cérebro?
      – A mesma coisa de sempre, Pinky: tentar conquistar o mundo!”
      Aí, teremos um monte de “amazondependentes”, bem provavelmente SEM as regalias de hoje em dia (descontos, frete grátis etc.)

    • Stephan

      Admirável Mundo Novo + Fahrenheit 451 + 1984(de George Orwell) = Século XXI.

  • James Howllet

    Estourou!!!

    • Aster Yupio

      Isso não tem nada a ver com uma possível bolha no mercado de quadrinhos. Mythos está levando calote da livraria e desistiu de entregar de graças os seus produtos, apenas isso.

      • James Howllet

        Hum…Pode ser.

        Mas…estou desconfiado e os sinais não são animadores
        Se a Saraiva anda mal das pernas o que dizer de Cultura e FNAC? Lojas especializadas e tradicionalíssimas bateram as portas, as bancas não param de diminuir e a Salvat já paralisou parte de suas coleções.

        Pode não ser um efeito bolha clássico, mas a coisa não tá legal…

        • Stephan

          Concordo 100% contigo!

        • Marquito Maia

          Ué, a Salvat não suspendeu apenas o envio pras bancas? Pelo que entendi, os assinantes vão continuar a receber os títulos normalmente…

          • Leonardo

            Não sei quanto às demais coleções, mas estou recebendo o Tex Gold normalmente como assinante.

  • Por um lado a gente aproveita que os preços estão mais baixos, por outro ficamos com medo de que a Amazon devore tudo e os preços subam quando não haver concorrência. Dias sombrios…

    • Clipping Observador

      Bingo!

  • sergio reis

    Desde setembro de 2017 a Saraiva bate de frente com os preços da gigante americana do varejo!seguidas promoções com descontos ACIMA dos 50% denotavam fôlego!parece que não era o caso!como consumidor,lamento e muito,essa situação da saraiva!concorrência só faz bem ao mercado!

  • Fabio Negro

    (Cultura e FNAC jamais estiveram presentes na Bienal do Livro.)

    Uma oportunidade para Livrarias Curitiba, Travessa e Leitura roubarem alguns espaços.

  • Fulano sem Nome

    Ih meu amigo, já vejo que ou a Amazon irá monopolizar o mercado ou as livrarias irão se tornar um Amazon da vida. Só que pior.

  • Thiago A.

    Que situação hein?!

  • Nelson FB

    Eu fazia muita compra na Saraiva, mas algumas vezes aconteceu deles venderem hqs que não tinham e no final eu que tinha que entrar em contato para receber meu dinheiro de volta. Se dependesse deles, eles nem devolveriam. Infelizmente, por mais que eles queiram, eles não tem a estrutura da Amazon. Por mais imprevisível e pior que seja a conquista predatória de mercado da Amazon (que faz com que diversas livrarias fechem as portas), pelo menos ela tem elevado os padrões de qualidade nos termos de entrega, reembolso, e atendimento. Em relação aos descontos e preços baixos, todos nós sabemos que depois que ela for a única líder do mercado, eles vão parar.

    • Fernando Amaral

      Já aconteceu comigo também. Fiquei muito aborrecido e não comprei mais com eles.

  • Daniel F. Lemos

    Pensei a mesma coisa Stephan. Além das mudanças culturais, temos a questão econômica brasileira que afeta diretamente os costumes culturais.

    Eu mesmo há uns 10 anos comprava uma HQ ou outra de vez em quando. Hoje em dia, muito raramente porque tá apertado.

    Quantos não estão na mesma situação?

    • Stephan

      Sem dúvida! E ainda tem gente por aí que diz que hoje em dia dá para viver somente de quadrinhos e livros no Brasil…

  • ninguém

    Vamos evitar o pseudo-coitadismo?
    Vamos evitar o falso moralismo de salão?
    Vamos parar com o alarde apocalíptico-conservador?

    A resposta óbvia é a lógica do mercado: sobrevive o mais apto.

    • Stephan

      Depende do entorno sócio-cultural em que se vive. Se a orientação da sociedade caminha para uma decadência intelectual, não importa o quão competente você seja, mas sim os gostos e hábitos majoritários dessa mesma sociedade. No caso em questão, trata-se de empresas voltadas para a comercialização de livros e revistas impressos. Esse mesmo risco corre a Amazon, pois daqui há algum tempo ninguém vai querer saber de ler mais nada, nem em Kindles, nem em tablets, nem na internet. Mesmo se livros e revistas fossem distribuídos gratuitamente, ainda ia ter muita gente que relutaria em levá-los para casa. De certa forma, o falecido Jacques Barzun previu isso em sua monumental obra “Da Alvorada à Decadência”.

    • Natanael Floripes

      Pode explicar o que você chama de “pseudo-coitadismo” e onde você viu “falso moralismo”?

      Achei que ninguém será capaz de postar um comentário tão nada a ver….

  • Canoa Furada

    Não lembro de grandes descontos em produtos da Mythos pelo site da Saraiva.

    Legal que na Internet encontramos a análise/solução de todos os problemas.

    • Stephan

      Ué, mas você mesmo também já não analisou/comentou tantas outras situações/problemas abordados aqui no UHQ?

  • Fabio Negro

    Segundo a já tradicional pesquisa “Retratos da Leitura”, o número de leitores CRESCE a cada ano no Brasil.

    • ninguém

      Nunca se escreveu e se leu tanto no planeta.

      Apesar disso, muitos insistem que o número de leitores decresce. Há, claro, um juízo de valor nessa afirmação, aliado a um raciocínio de rivalidade sem qualquer complementaridade, como a dizer que a leitura válida necessariamente deve estar fundamentada somente em certos livros clássicos e físicos. O que demonstra um pleno desconhecimento tanto das potencialidades das novas mídias disponíveis quanto dos hábitos de leitura das pessoas contemporâneas.

      O Kindle vai substituir o papel como melhor forma de armazenamento de informações e leitura? O whatzapp vai impedir que surjam mais leitores de Dante?

      É igual quando disseram, lááá na década de 1990, que o CD aboliria o disco de vinil ou o MP3 acabaria com o mercado da música. Veja só, estamos em 2018 e as lojas especializadas em discos de vinil (nicho de mercado que mais se desenvolve entre colecionadores) e o mercado, físico e virtual, revendedor de música continuam aí.

      • Stephan

        Se o número de leitores cresce a cada ano que passa, explique o motivo de tantas bancas, sebos e livrarias fecharem, além do alto número de erros crassos de português nas provas de segundo e terceiro graus país afora(sem contar nos exames da OAB)…

      • Stephan

        E será que os vendedores de vinis podem se gabar de vender horrores todos os meses, tal qual acontecia antes das mídias digitais surgirem? Muitos mal conseguem pagar o aluguel do mês, pois o público é muito restrito, se comparado a grande massa que curte música. Isso não está em pesquisas, mas na vivência do dia a dia e nas conversas com comerciantes do ramo. O mesmo se aplica ao mundo da leitura…

      • Natanael Floripes

        “Há, claro, um juízo de valor nessa afirmação, aliado a um raciocínio de rivalidade sem qualquer complementaridade”.

        É um filósofo, esse ninguém! Ou tava só tentando rimar? kkk

    • Stephan

      Prefiro acreditar no que eu vejo a crer em pesquisas que podem muito bem ser manipuladas. Certamente que na sua cidade o número de livrarias diminuiu, as bancas vendem de tudo menos gibis, etc…

  • André Chapetta

    Crise nas Infinitas Livrarias

    Mercado
    editorial brasileiro em crise. Reajustes de preços astronômicos.
    Promoções fantásticas – tudo pela metade do do dobro. A maior rede de
    livrarias do pais, responsável pela venda de um a cada três livros no
    Brasil, dando calote em editoras tradicionais. Uma distopia tão
    desalentadora quanto aquelas que nos acostumamos a ler em obras de Alan
    Moore e Grant Morrison.

    Observando de longe a
    iminente queda do Império dos Lombadeiros, optei por tentar consumir
    títulos mensais vendidos em banca de jornal: Hellblazer Origens, A Saga
    do Monstro do Pântano, Lobo Solitário, etc. Confesso que seria muito
    mais prático, conveniente e barato adquirir esses títulos pela internet –
    leia-se Amazon. Mas voltar a visitar bancas de jornal evocou memórias
    de uma infância e adolescência muito feliz. A sensação de sair da banca
    de jornal com a última edição de X-Men ou Homem-Aranha em formatinhos da
    Abril era inenarrável. Quanto dinheiro de lanche do recreio alimentou
    minha fome por boas histórias, vendidas por um preço justo.

    Obviamente
    consumir quadrinhos em bancas de jornal também têm seus inconvenientes.
    Não há boas bancas próximas a minha residência. Tenho que ir até outros
    bairros ou até ao Centro do Rio (sou de Niterói) para conseguir comprar
    alguns títulos. Também tenho bastante dificuldade em me informar sobre
    quando chegou ou quando vai chegar a última edição de uma publicação do
    meu interesse. Eu desfiz minha conta no Facelixo e tive de refazer só
    pra poder acompanhar a página do FB das bancas que eu frequento.

    Isso,
    além de me irritar, apontou um problema que eventualmente pode se
    demonstrar uma oportunidade. Isso é se, além de mim, outros leitores
    sofrem com essas inconveniências. Suponho que sim, mas para ter uma real
    noção e compreensão dessa situação achei por bem botar tudo em números.
    Pelo menos, tentar.

    Sendo assim, quem quiser e
    puder contribuir dando sua opinião sobre sua relação com quadrinhos e
    bancas de jornal pode me ajudar muito respondendo uma rápida pesquisa
    que criei hoje pela manhã.

    http://bit.ly/pesquisaformatinhos2018

    O
    feedback de vocês é importantíssimo. É uma pena que editoras e
    varejistas não façam uso de ferramentas simples para ouvir a opinião dos
    seus clientes antes de tomar decisões com resultados potencialmente
    catastróficos tal qual esse cenário que estamos vivendo em 2018.

    É isso. Beijos e abraços!

  • Stephan

    No Reclame Aqui há CENTENAS de depoimentos sobre os bons serviços prestados pela Amazon:
    https://www.reclameaqui.com.br/empresa/amazon/
    Ninguém aqui defende por defender empresas brasileiras, apenas constata-se que isso é um sinal de que as coisas não vão bem no mercado editorial como um todo, inclusive lá fora(vide os casos da Disney e da Playboy)…

    • ninguém

      Bobagem. O que há aqui é a repetição sem critério do que estão dizendo nas redes sociais. Repete-se aqui o que lá e aceito sem qualquer consciência de que o Mercado funciona exatamente como sempre funcionou. É a lei da natureza. O que não se quer aceitar é que as mudanças existem e nem sempre, como alardeiam os arautos do apocalipse, elas são previsíveis. Setores em qualquer tipo de mercado devem sempre estar em constante manutenção de seus serviços e produtos em prol da qualidade. “Vender horrores” pode parecer bom, mas fidelizar o cliente é melhor.

      Além disso, o fato de haver reclamações contra o serviço da Amazon não redime os desserviços da concorrência, que, aliás, só merece ser chamada assim a partir da entrada da empresa de Jeff Bezos no Brasil. Antes, o que se tinha era um oligopólio de famílias paulistas que vendia livros sem se preocupar muito com o atendimento ao consumidor e pouco ou nada sabia de pós-venda. Reclamações existem por que cada um é cada um. Seria problema se não houvesse soluções para elas, como foram e são os casos da Saraiva e da Cultura. Quantos, aliás, são os casos delas sem solução?

      • Stephan

        O que ninguém aceita é quando as mudanças são para pior! A decadência intelectual tem sido patrocinada desde os anos 90 pelos mais diversos setores que controlam a Sociedade como um todo. Na época, havia muitos “loucos” que alertaram para o que hoje estamos vivenciando, mas é tudo mera coincidência, vitimismo barato ou delírio, né?
        Quem não tem interesse de ler, não irá ler em lugar algum, seja em um suporte de papel, seja em um ambiente virtual. O que está em discussão é o próprio hábito de leitura em si, e não quem soube ou não soube aproveitar o Mercado e suas mudanças, a não ser que você acredite em pesquisas de origem e propósitos duvidosos.

        • ninguém

          Veja só o que disse um vendedor de discos de vinil recentemente – http://blogdojotace.com.br/2018/08/26/lojista-se-manifesta-a-respeito-da-morte-da-midia-fisica/ . Se isso não lhe servir como pesquisa embasada, então, recomendo-lhe um exorcista de primeira! ;)

          • Stephan

            Dispenso exorcistas desde o dia em que li os livros do Anton LaVey e do Aleister Crowley, sem me esquecer, claro, do bom e velho Livro Negro de São Cipriano;)
            A opinião de um só indivíduo perante a realidade da maioria não é pesquisa embasada, mas sim, uma opinião individual, com a qual pode-se concordar ou não.
            Se de cada 10 lojas de vinis 8 ou 9 fecham, não se pode culpar única e exclusivamente os vendedores(ver os casos das locadoras de vídeo e de DVDs).
            Em minha cidade não existe mais uma galeria do rock, que aqui perdurou por anos a fio. Sim, houve, em parte, má administração em muitos casos, mas o que dizer daqueles lojistas que eram referência no ramo e que também fecharam as portas?
            Não sei porque as pessoas tem resistência a enxergarem o que está por trás de muitas mudanças tidas como “acidentais” ou como sendo frutos do mero “acaso”. Como bem disse Benjamin Disraeli: “O mundo é regido por personagens muito diferentes do que é imaginado por aqueles que não estão nos bastidores.”

          • ninguém

            *sono.

          • ninguém

            “Não sei porque as pessoas tem resistência a enxergarem o que está por trás de muitas mudanças tidas como ‘acidentais’ ou como sendo frutos do mero ‘acaso’.”

            Simples, porque sempre aparece algum fatalista para insinuar que a mudança vigente é sempre ruim ou que sempre acontece para pior…

    • Stephan

      Ah, esqueci-me de colocar bons serviços entre aspas…Quanto maior o tamanho de uma empresa, maiores os seus defeitos também!

  • Natanael Floripes

    Você quer dizer pirateando, né? É a mesma coisa que dizer “prá que comprar maçã se tem tanta maçã que você pode roubar no supermercado quando não tem ninguém olhando?”.

    • Canoa Furada

      O ninguém disse que nunca se leu tanto no planeta. Aí o Stephan perguntou: então como as livrarias fecham?. Então eu respondi que leitor não necessariamente é consumidor. Não estou fazendo propaganda de nada, nem dizendo que é certo ou errado.

  • Natanael Floripes

    “essas produções audiovisuais são uma bela propaganda das HQ’s.”.
    Poucos leitores resolvem ler quadrinhos depois de ver um filme desses da Marvel ou DC. Quando leem, descobrem que é tudo diferente do que viram nas telas e as histórias são difíceis de entender e desistem.

    • Canoa Furada

      Acho muito difícil que com tantos filmes, séries, desenhos e jogos (diversas plataformas) a Marvel não angarie mais leitores.

      Até porque o editorial da Marvel se esforça pra deixar as HQ’s muito parecidas com as outras mídias, seja uniforme ou “personalidades”.

  • ninguém

    Coleção não precisa ser necessariamente física, assim como hábitos de leitura não precisam ser supridos só por bancas de jornais. Os tempos são outros e as opções aumentaram.

  • Stephan

    Me too!

  • Marquito Maia

    Eu idem. Compro uma ou outra edição de cada coleção (capa preta, capa vermelha e Homem-Aranha) em bancas… Agora é esperar pra ver qual será a solução adotada pela Salvat.

    • Paulo PrsGrind

      É só comprar pelo site da Salvat os números isolados que te interessam.
      Para a editora sai mais barato em termos de custos do que depender do distribuidor e da venda em banca, sem contar que elimina várias variaveis da equação simplificando o processo.
      O modelo de negócios para publicações mudou, as editoras já entenderam isso e estão agindo, boa parte está com sites próprios ou parcerias com a amazon.
      20 anos atrás pra encomendar uma HQ americana o dono da comic shop aqui fazia um drama desgraçado, parecia que queria que os clientes implorassem pra ele trazer algo e cobrar uma fortuna, demorava meses e se deixava uma boa parte adiantado da grana.
      Hoje tu compra em pré venda pela amazon e só paga quando enviarem pra tua casa. Não tenho saudade alguma dos velhos tempos, só me lembro dos vendedores psicopátas que haviam por aqui, com discos e cd´s era a mesma coisa…

  • ninguém

    Renovação é uma palavra pouco usada nas frases deterministas e apocalípticas sobre essa crise. Se uma editora, livraria ou banca quebra, ao contrário do que estão dizendo, há outras para ocuparem o lugar e até mais surgirão capazes de se adaptarem às novas demandas do mercado.

    Lembrando o clichê que diz ser crise sinônimo de oportunidade para o chinês. E como o brasileiro, que é famoso por ter jogo de cintura, por malemolência e malandragem, não consegue fazer o mesmo?

    • Sarah Oliveira

      Pode ser mesmo. Mas apenas uma?

      • ninguém

        Uma o quê? Uma palavra?

        • Sarah Oliveira

          Uma editora…

          • Don Ramon

            Ela tem o licenciamento que vem no pacote, alguns a editora tem que usar, publicar. Ou empurra nos mix das revistas ou lança uma edição maior. Teve cast que falou sobre isso, não lembro qual. E quando lançam o encadernado vende, parte porque as pessoas gostam de comprar capa dura.
            Outros tantos de comprar algo mais caro como sinal de colecionismo, status…e pra tirar foto pro instagram.
            Desses muitos títulos, alguns são de tiragem menor, nem todas tem alcance no gosto do público. E pra cada desses, tem a possibilidade de formar novo leitor, casual ou aquele que vai virar seguidor.

          • ninguém

            Ah, isso foi um exemplo do problema.
            Não era para ser entendido literalmente.

  • Stephan

    Mais vendas = mais dinheiro no caixa = mais capital para se investir e diversificar o estoque dos produtos = mais compradores = mais vendas, etc…
    O que você chama de falácia eu chamo de lógica. Por mais que o comerciante tenha apreço pelo que ele oferece aos clientes, as contas não esperam para vencer no fim do mês. Exemplo: o caso da Tower Records, que de gigante no mercado musical passou para uma mera loja online!
    Outro detalhe: a reclamação de baixa nas vendas no setor editorial é mundial, e não é só coisa de brasileiro “chegado em um drama”.
    Claro que em muitas situações o fechamento de livrarias, sebos e afins é resultado de má administração(entre outros fatores específicos), mas isso, por si só, não explica a situação verificada em países como a Inglaterra, em que a leitura de obras físicas era um hábito tão tradicional quanto o chá das 17:00 h, e que, ano após ano, vê livrarias de séculos de existência fecharem as portas!

  • Stephan

    Erros sempre existirão, o problema é quando a quantidade deles está acima do tolerável, como se tem visto nos últimos tempos…
    Pelo seu argumento no primeiro parágrafo, então, não haveria motivo para a Saraiva, Cultura e FNAC estarem em crise, já que a maior parte do seu lucro provinha das vendas online. Não desconsidero seus problemas administrativos e de logística, mas ainda assim não há livraria que resista à falta de interesse na leitura, e disso nem a Amazon estará livre quando o que você classifica de devaneio apocalíptico chegar!

  • Brontops

    Figurinhas da Copa?

    • Sarah Oliveira

      Eles lançam álbuns mensalmente. Tem até álbum de novela da Globo. É inacreditável.

  • Southern Cimmerian

    Essa crise não se resume apenas a HQ’s, quantos aqui que leem Hq’s também Leem livros ou revistas ou jornais? Bem poucos eu garanto. Então apesar de amazons, saraivas e culturas (essas duas estão sofrendo o que fizeram com as pequenas livrarias) acabado com as pequenas livrarias e bancas, nós (brasileiros em geral) também temos nossa parcela de culpa, pois muitos poucos possuem o hábito de leitura ao ponto de regularmente frequentar esses lugares e ler não apenas Hq’s (que são uma parcela ínfima dessa ‘crise’) mas também comprar e ler livros/revistas/jornais. Falo isso porque eu também pouco frequento bancas nos dias de hj, infelizmente. Mas esse é um assunto que rendeira horas de discussão (no bom sentido). Apenas uma opinião de mais um ‘analista da internet’, rss.

  • Stephan

    George Soros, Rupert Murdoch, Kissinger e companhia agradecem pensamentos como os seus…

    • ninguém

      Sério? E seu ponto é…?

  • ninguém

    Se a carapuça não lhe serviu, que apresente então argumentos contundentes a respeito do assunto, com fundamentação pertinente e não apenas achismos paroquiais. Aí, sim, prosseguiremos com o debate, tá?