Noir lança os quadrinhos que inspiraram Cidade Proibida, da Globo

Por Marcelo Naranjo
Data: 30 outubro, 2017

O ex-policial Zózimo Barbosa achou que, ao trocar o ofício de caçar bandidos pela profissão de detetive, teria uma vida menos arriscada e mais tranquila. Enganou-se. Principalmente depois de escolher a opção de atender maridos ou esposas traídas. Virou especialista em cornos.

A história parece familiar? Sim, para quem assiste à série Cidade Proibida, que a Rede Globo exibe desde o final de setembro, às terças-feiras, depois da novela das 21 horas. Com 21 pontos de audiência na Grande São Paulo, em média, é um sucesso de público e de crítica.

O que a maioria dos telespectadores não sabe, porém, é que o seriado – que já teve a segunda temporada confirmada para 2018 – veio das histórias em quadrinhos, criadas pelo roteirista e desenhista brasileiro Wander Antunes.

E são esses quadrinhos, em episódios inéditos e alguns já publicados (pela Pixel, em 2007), que voltam às livrarias pela Editora Noir, no álbum Zózimo Barbosa – O Corno que sabia demais e outras histórias (formato 16 x 23 cm, 96 páginas, R$ 34,90).

Este álbum de Wander Antunes – roteirista brasileiro com oito álbuns publicados na Europa – é a oportunidade perfeita para o público conhecer a gênese do já cultuado Zózimo: um adorável e incorrigível mulherengo e detetive incansável. O título é ambientado no Rio de Janeiro dos anos de 1950, no mais puro estilo noir.

Além dos quadrinhos, a obra está repleta de materiais extras, como a apresentação dos personagens (por eles mesmos), a origem de Zózimo, o processo de criação passo a passo, esboços e estudos dos personagens e muito mais.

Zózimo Barbosa – O Corno que sabia demais e outras histórias tem roteiro de Wander Antunes (Memórias de chuteiras, Nosferateen, A boa sorte de Solano Dominguez, Crônicas da província, Toute la poussière du chemin, Big Bill est mort, L’oeil du diable, Vieille Amérique, Un paradis distant) e arte do ilustrador, quadrinhista e animador Gustavo Machado (Sítio do Pica-pau Amarelo, Zé Carioca, Os Trapalhões, Sergio Mallandro, Gugu, Corcunda de Notre Dame, Hércules, Mulan, Tarzan e o recém-concluído Isso não é um assassino, quadrinho que homenageia os 50 anos de morte do pintor René Magritte).

 

• Outros artigos escritos por

.

.

.

  • marcio monteiro

    O trabalho/arte do Gustavo Machado é sensacional! Seu traço é primoroso, elegante e classudo. Vale muito a pena ter esse álbum. Tenho esse material quando saiu pela pixel, mas como saiu algo novo terei que colocá-lo na lista de papai noel.

  • Wesley Rocha Santos

    A capa ficou dez.

  • Marquito Maia

    É nessas horas que a gente vê o quão curioso (pra dizer o mínimo…) é o mercadinho de quadrinhos da República de Banânia… rs

    • Andre Hernandez

      Fala Marquito, aqui é o André da Noir. Qual é a curiosidade, meu caro? Será que eu consigo ajudar você a responder essa questão? Um abraço.

      • Marquito Maia

        Não é nada, não, André. Só foi um comentário… Keep cool, man.
        Quanto ao lançamento em questão, parabéns pelo primeiro título de quadrinhos (e não sobre quadrinhos, que também são igualmente bem-vindos, visto a carência de bibliografia específica sobre o assunto…) da Editora Noir. Que venham outros… Abração.

  • Felipe Lima

    Olha só, não fazia idéia que a mini-série global vinha de uma hq.

  • Esse gibi é ótimo e a versão da Pixel, até uns tempos atrás, estava bem fácil e barata) de achar.
    Agora, que bela descoberta esse catálogo da Noir! Não conhecia!

  • Josival Fonseca

    Essa hq é excelente! Primeira de luxo! Podem comprar sem medo de ser feliz. Tenho a versão da Pixel, e recomendo para os que não a tem.