O retorno de Blueberry

Por Sérgio Codespoti
Data: 16 janeiro, 2018

Depois de Asterix, Lucky Luke e Corto Maltese (dentre outras séries), Blueberry também voltará a ser publicado com uma nova equipe criativa.

A editora Dargaud anunciou que lançará, no final de 2018, um novo álbum da série com roteiro de Joann Sfar (de O Gato do Rabino, Donjon, Klezmer e Chagall na Rússia) e arte de Christophe Blain (de Donjon, Gus e Quai d’Orsay).

Nessa história, um forasteiro de origem alemã colocará em risco a paz entre os índios e o exército americano. A nova aventura será publicada em duas partes.

Blueberry foi criado em 1963, por Jean-Michel Charlier e Jean Giroud (Moebius), na revista Pilote.

A série principal tem 28 volumes, sendo o mais recente de 2005, e cinco edições especiais. Além disso, a Dargaud também publica duas séries paralelas: La Jeunesse de Blueberry, com 21 álbuns, a maioria deles escritos por François Corteggiani; e Marshall Blueberry, com três títulos e uma edição especial.

Bluberry, arte de Christophe Blain

Bluberry, de Jean Giroud

• Outros artigos escritos por

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  • Eu já ficaria feliz com o “Retorno de Blueberry ao Brasil”, mas admito que é um início.

  • Gustavo Nascimento

    Conheci o personagem quando a panini publicou a aqula mini-série em três partes ,numa época que lançaram vários quadrinhos europeus ( inclusive o excelente XIII que infelizmente nunca lançaram o final aqui) , e queria muito que alguém lançasse a série completa desse personagem que é muito bom

    • Rene

      Por aqui a chuva de DC e Marvel continua. E tem muita porcaria.

    • codespoti

      Lembrando que um dos últimos volumes de XIII é ilustrado pelo Moebius.

      • Gustavo Nascimento

        Olha só, eu nem sabia! Melhor ainda! Por favor alguém atenda nosso clamor e publique isso!

    • Pedro Bouça

      Quando publicam material diferenciado vem geral dizer que está muito caro. Dá uma olhada na thread dos lançamentos da Mythos…

  • Francisco Cláudio

    Blueberry e Ken Parker são o que há de melhor em termos de histórias em quadrinhos de faroeste. Ainda sonho em ver essas séries publicadas de forma decente aqui no Brasil.

  • codespoti

    Não era pra dar susto em ninguém, não. rs.

  • codespoti

    Não me lembro dessas edições.

    • Pedro Bouça

      Saiu, mas durou pouco e pouquíssima gente comprou. Eu nunca nem vi essas edições!

      • Alessandro Souza

        Eu cheguei a ver num sebo uma vez. Também vi muitas propagandas nas revistas da Vecchi. Saudosa Vecchi: Tex, Zagor, Ken Parker, Chacal, Chet, Fort Navajo, Skorpio, Spektro…. Muita coisa boa.

  • Brontops

    Não foi uma edição especial pela Abril mesmo? Meu irmão tinha esse Fort Navajo.

  • Brontops

    Tanto o Sfar quanto o Blain são muito bons (Apesar de, às vezes, deixarem o leitor na mão com séries “incompletas”). Ambos produziram uma hq chamada “Sócrates, o semi-cachorro” e é maravilhosa e cheia de insights. Conta as aventuras de um vira-lata filósofo e falante, companheiro de Hércules, o semi-deus (Daí o nome) …Mas honestamente não sei o que esperar… Isaac o Pirata, Gus, Sócrates, o Gato do Rabino, não são “aventuras” típicas, como a gente imagina uma história do Blueberry, do Ken Parker, XIII, etc. Provável sairá algo bom, mas vai certamente haver choradeira dos puristas.

    • Pedro Bouça

      O Sfar meio que deixa tudo incompleto, o Blain às vezes termina as coisas. Às vezes!

      • Brontops

        Eu até aceito um final “em aberto” – como foi o caso do Sócrates, o semi-cão.

        O próprio Gus parece uma história que não terá um final evidente: é um pouco como Satiricon, são episódios. Acho muito bacana o Gus e sua proposta, mas é um pouco como Love and Rockets (com muitas diferenças, claro), tem um tom de novela, de vida. Nunca haverá uma conclusão satisfatória.

        As edições que saíram aqui do Isaac o Pirata terminam em aberto, mas havia uma certo tom de conclusão, Isaac perdido e a namorada dele engatando o relacionamento… Acabei importando as outras edições de Isaac e me decepcionei: a história levantou várias lebres que ficaram no ar. Fiquei na mão.

        Do Sfar, gostei muitíssimo das Oliveiras Negras, sobre a Queda do Templo de Jerusalém. O final é em aberto e abrupto, mas coerente.

  • marcos kirst

    Falando em Asterix… Alguma pista sobre quando sai por aqui o mais recente álbum, “Asterix e a Transitálica”?

  • Pedro Bouça

    O irônico é que o material mais famoso de Blueberry é precisamente o que está inédito no Brasil…

  • Pedro Bouça

    Sim. E dificilmente será publicada, já que era a primeira parte de uma série prevista para três e o Moebius morreu antes de fazer as outras duas…