O terror é destaque nos lançamentos da editora Mino

Por Marcelo Naranjo
Data: 23 outubro, 2017

A Editora Mino divulgou o lançamento de dois títulos.

Como noticiado anteriormente pelo Universo HQ, a coletânea Espíritos dos Mortos (formato 17,4 x 26,6 cm, 216 páginas, R$ 89,90) compila a adaptação livre de 14 obras entre contos e poemas do escritor Edgar Allan Poe pelo quadrinhista Richard Corben.

Poemas como O Corvo e O Verme Conquistador e contos como Assassinatos na Rua Morgue e A Queda da Casa de Usher são trazidos à vida por uma nova perspectiva, por meio do mergulho de Corben na obra de seu ídolo, sem perder as qualidades principais que marcaram e eternizaram os originais de Poe.

Richard Corben foi introduzido ao hall da fama do Eisner Award em 2012, após ganhar várias estatuetas do prêmio, por colaborações marcantes para publicações como Creepy, Eerie e Heavy Metal. Ele desenhou também alguns volumes de Hellboy, de Mike Mignola – que já declarou diversas vezes sua imensa admiração pelo artista.

Estátuas góticas, casas assombradas que se silhuetam em meio a trovoadas e figuras de expressão aterrorizada permeiam o livro, que conta com uma galeria de capas originais e um prefácio assinado por M. Thomas Inge, autoridade na obra de Edgar Allan Poe e em história dos quadrinhos. A obra está em pré-venda na Amazon Brasil com 20% de desconto.

Espíritos dos Mortos

A editora lança também o segundo volume de sua coleção com as melhores HQs de terror da Era de Ouro norte-americana (o primeiro volume foi Morcegos-Cérebro de Vênus e Outras Histórias). Desta vez, são 27 aventuras de nomes como Basil Wolverton, Jack Kirby, Joe Kubert, Steve Ditko, Wally Wood, dentre outros.

O que havia na caixa de Sam Dora? e outras histórias (formato 18,5 x 28 cm, 208 páginas, R$ 79,90) destaca os traços inovadores e expressivos de nomes que redefiniram o quadrinho moderno. O volume também traz um texto do jornalista Gonçalo Junior sobre o Comic Code e seu contexto histórico.

A obra também está em pré-venda na Amazon Brasil.

O que havia na caixa de Sam Dora? e outras histórias

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  • Ricardo

    Espetacular esse lançamento do Richard Corben, um dos melhores desenhistas de todos os tempos que, apesar de tudo, ainda não tem esse reconhecimento aqui no Brasil. Compra certa. Já o outro, 200 páginas em PB por 80 conto? Mesmo com todos esses grandes nomes, sinto muito…

    • Custo, editora pequena, tiragem menor, embora eu duvide que seja um material essencial, na época, havia coisas boas, mas muito material irregular, muitos dos artistas ainda estavam começando.

      • Ricardo

        Claro, levei isso em conta, mas tem que se levar em conta também o momento editorial, com grandes coleções, coloridas, com o mesmo número ou mais páginas que saem por bem menos que isso… não dá pra comparar o preço, no mínimo 30 reais mais caro que muita coisa que tem em bancas, por exemplo.

        Mesmo assim, ótimo saber que tem gente apostando nisso, o do Richard Corben é compra certa pra mim, tanto pelas histórias como para incentivar a editora a lançar mais títulos.

  • 0-Drix

    Mais uma ótima antologia lançada pela Mino, que eu não vou comprar porque viola e desrespeita a arte original em cores, ao ser publicada em preto-e-branco.

    • Na verdade a arte original é preto e branco. Só ganhou cores na gráfica. ;)

      • miltondiogo

        kkkkkkk

      • Exato, tanto que lá fora saem edições em P&B justamente pra valorizar a arte.

  • Até que enfim coisa boa!

  • Marquito Maia

    Ótima notícia, mas espero que a capa de “O que havia na caixa de Sam Dora e outras histórias” não seja a definitiva, pois cadê o acento em “histórias”???? rs
    No mais, só lamento que seja em P&B, quando, originalmente, foram publicadas em cores… Aliás, o mesmo caso da saudosa “Cripta do Terror” (Record, 1991), que republicava o material da extraordinária EC Comics… em preto e branco. Ah, essas editoras da República de Banânia… >sigh<

    • Não defendendo a editora, mas nem lá fora o material da EC sai colorido, aqui saia assim por motivo de economia, mas mesmo assim, as cores nem sempre são escolhidas pelos artistas (geralmente é outro profissionais) e ou então são bem escolhidas, tudo depende, a Warren publicava em P&B por causa do formato magazine, acabou que por conta dessas duas situações, o terror no Brasil é geralmente em P&B.

      • Marquito Maia

        Vamos por partes, como diria Jack:
        – Lá na Corte, o material da EC Comics já foi republicado em P&B e colorido, e, recentemente, a Dark Horse voltou à carga, publicando os gibis em edições de luxo, com as cores originais. (Aliás, adoraria ter grana pra bancar todos os volumes de “Tales from the Crypt”, “The Vault of Horror”, “Crime SuspenStories” etc. Como não é o caso, me contento com algumas antologias e um ou outro gibi que tenho na minha coleção, entre eles a série completa de “Piracy”, republicados, em cores, pela Gladstone, lá nos anos 90…)
        – O dono da Warren lançou “Creepy”, “Eerie” etc. em formato magazine e P&B única e exclusivamente pra escapar do famigerado Código de Ética (Hummm, no atual retrocesso que vivemos na República de Banânia, é melhor não tocar no assunto, porque vai que um bravo defensor da moral e bons costumes – até a página dois, imagino – resolve ressuscitar essa prática abominável junto às editoras? Brrr…)
        – Na República de Banânia, os gibis, na sua grande maioria, independentemente de gênero e nacionalidade (super-heróis, terror, guerra etc.) eram publicados em P&B, por questões de economia, ou, sabe-se lá, atraso tecnológico em termos de gráfica, ou, claro, porque o material era P&B mesmo! rs
        E, pra encerrar, não sou empresário nem nada parecido, mas esse material publicado pela Mino não é de domínio público, ou seja, gratuito e tal (royalties, adiantamentos etc.)? Isso não diminui os custos de produção? Então, por que não brindar o leitor colecionador (obviamente o público-alvo da coleção) com uma edição de luxo colorida?
        PT saudações.

        • Exato, a Warren fez o mesmo que a Ec havia feito com a Mad, mas a EC não quis voltar com terror, além de chamar ex-colaboradores da EC, se tornando uma sucesso espiritual, pois é, o argumento da editora é que tiveram custos com tratamento das páginas e tradução, isso me lembra quando a Panini publicou um encadernado da Liga baseado no Showcase Presents, saiu em preto e branco e papel jornal, mas como eram muitas páginas e traduziram todas as histórias, custou R$80,00, quando lá fora, são os encadernados mais baratos e ainda tem a vantagem de vir mais 400 páginas, aqui nem isso. Ainda há o custo da tiragem ser menor, uma editora pequena, quase underground, distribuição em poucos lugares, meu único questionamento é se esse material vale mesmo a pena.

          • Marquito Maia

            Uma pequena correção: o preço de “Arquivos DC – Liga da Justiça da América”, na época do lançamento, foi de R$55,00 e a edição em questão tem mais de 500 páginas, seguindo os moldes da coleção “Showcase Presents” (o primo pobre da coleção “Archive Editions”). Pena que não tenha dado certo por aqui…
            Quanto ao material da Mino, confesso que adoro essa produção da Era de Ouro, então que venham outros… mesmo em P&B. Afinal, como costumam dizer: “ruim com, pior sem”.