Pipoca & Nanquim anuncia Destino Adiado, do francês Gibrat, e mais lançamentos

Por Samir Naliato
Data: 27 janeiro, 2020

A editora Pipoca & Nanquim anunciou que publicará Destino Adiado, do autor francês Jean-Pierre Gibrat. Este é o primeiro trabalho solo do quadrinhista de 64 anos a ser lançado no Brasil (anteriormente, havia saída uma história curta na antologia Safadas, da Nemo).

A edição já está em pré-venda na Amazon com desconto de 30% por tempo limitado e frete grátis para usuários Prime.

Destino Adiado (formato 21,6 x 30,2 cm, 132 páginas, capa dura, R$ 69,90) conta com roteiro e arte de Gibrat. Em junho de 1943, Julien Sarlat pula do trem que o transportava para os campos de guerra da Alemanha e volta para o vilarejo de Cambeyrac, na França, onde se esconde em uma propriedade abandonada para esperar o término da Segunda Guerra Mundial.

Por trás das persianas, ele se torna o espectador do teatro cotidiano das pessoas da cidade, mas seu maior interesse está em Cécile, por quem sempre fora apaixonado. Cécile, com quem ele agora não pode falar, apenas observar. Mas as fileiras dos tanques alemães não vão tardar em aparecer na cidade e trazer à Julien a guerra da qual ele fugiu.

Este volume compila a obra completa, que foi originalmente lançada em duas partes, em 1997 e 1999 (leia o review aqui).

Destino Adiado

Além disso, a Pipoca & Nanquim trouxe outras novidades para o início deste ano, todas disponíveis para compra. Confira:

A série de fantasia e humor que traz as aventuras de bichinhos de estimação resolvendo casos horripilantes está de volta para mais um volume. É hora de Pugs, Órfão, Campeão, Dimpna, Jack, Branquelo e outros animais enfrentando as ameaças sobrenaturais que afligem sua cidade. E elas não são poucas. Eles precisarão conter não só novos perigos, como também alguns que já passaram pelas páginas dos outros dois volumes da série.

Este encadernado apresenta sete novas histórias completas, incluindo o encontro com Hellboy, provavelmente o mais experiente investigador do oculto que o mundo já viu.

Beasts of Burden - Guardiões da Vizinhança

  • Rohan No Louvre (formato 23,6 x 31,2 cm, 132 páginas, capa dura, R$ 69,90), por Hirohiko Araki.

Em 1987, o mangaká Hirohiko Araki lançou JoJo’s Bizarre Adventure, cuja popularidade transformou a série em uma das mais longevas de todos os tempos no Japão, com sua publicação se estendendo até os dias de hoje. Recheado de personagens icônicos, a quarta saga desse mangá apresentou um que chamou mais atenção do que a maioria: Rohan Kishibe, um jovem autor de mangás que tem o poder de transformar as pessoas em “livros” e de conhecer a “vida” delas por intermédio da leitura de suas páginas.

E é ele quem estrela Rohan no Louvre, spin-off que apresenta uma história do personagem com as mesmas características sinistras e cheias de criatividade que os fãs brasileiros já viram no anime, mas que também pode ser lida e curtida por quem não sabe nada sobre a série principal.

Antes de se tornar um notório mangaká, Rohan era apenas um aspirante com muita vontade de se profissionalizar. Nessa época, enquanto passava as férias na pousada da avó, ele conheceu uma garota chamada Nanase Fujikura, que lhe contou a respeito da “pintura mais maligna do mundo”, guardada no Museu do Louvre. Obra do obscuro pintor Nizaemon Yamamura, que a fez utilizando o pigmento negro de uma árvore milenar sagrada e foi executado por causa disso, há quem diga que ela encerre uma maldição.

Muitos anos depois, tomado por uma mistura de curiosidade com saudosismo, Rohan se recorda da conversa que teve com Nanase e decide partir para o Louvre a fim de passar essa história a limpo. Infelizmente, quando ele descobrir a verdade, será tarde demais para se arrepender.

Rohan No Louvre

  • Olympia (formato 21,6 x 30,2 cm, 140 páginas, capa dura, R$ 69,90), por Bastien Vivès, Florent Ruppert e Jérôme Mulot.

Uma nova aventura com Alex, Carole e Sam, as ladras mais charmosas e divertidas do planeta, como visto no volume anterior – A Grande Odalisca – lançado no final do ano passado. O entrosamento entre elas só melhora com a necessidade de novos golpes e planos mirabolantes, ao melhor estilo Carmen Sandiego. Porém, diferentemente da última vez, o trio se encontra desfalcado. O que não é exatamente um impedimento para a próxima missão: furtar a célebre pintura de Édouard Manet, Olympia.

Com isso posto, é preciso saber até que ponto as moças serão capazes de se arriscar em nome dos laços de amizade que se formaram e pelo bem-estar geral, ainda mais quando determinadas ações não são guiadas pela vontade, mas sim pela mais pura e absoluta pressão.

Olympia

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  • Ronildo Abijaude

    Embora as edições em capa duras sejam realmente muito legais de se ter nas estantes eu acharia muito melhor capa cartão pra baratear um pouquinho os preços.

    Essa capa de Olympia é perfeita.

    • Rogerio Basile

      Concordo totalmente. Na verdade, ando tirando a capa dura da minha vida. Agora só o que for absolutamente indispensável.

    • ninguém

      Indispensável mesmo é ter paciência e aprender a esperar.
      Comprar essas edições na pré-venda, ao invés de aguardar uma boa promoção ao longo do ano, é querer perder dinheiro, não importa se a capa é dura ou não. Eu mesmo só compro os títulos da PN quando superam os 40%.

      • Marquito Maia

        Pois é, adaptando o velho ditado “apressado come cru”: “colecionador de HQ apressado paga mais caro”. Confesso que também fico de olho nas promoções da não-tão-bondosa-assim Amazon pra comprar uma publicação ou outra!!

      • sergio reis

        Engraçado mesmo é como nos tornamos escravos da meia-noite e suas “promoções” relâmpagos!como temos que ser “Zen” pra PAGARMOS/COMPRARMOS algo…o trabalho de curadoria do PN é impecável!O zelo editorial nem se fala!Agora 70,100,150 reais numa HQ é caro SIM!Cada vez mais esse hobby outrora pra muitos ,torna-se cada vez mais elitista!!e sim,capa cartão faria muito bem a esse mercado combalido!ou até quando será possível sustentar tiragens de 3.000 , 5.000 exemplares aos olhos da face?tipo essa liga do Moore,que quando bate os “módicos” 115,120 reais nas madrugadas da vida,rola até lista de espera!veja que a Panini também já rompeu a casa dos 150 reais com Vingadores vs xismen,O dia mais claro e a próxima da lista deve ser a queda do morcego…mini série em banca já fica na faixa dos 60(Batman cavaleiro Branco!) E 120(Relógio do juízo…)!

        • ninguém

          Não entendi seu comentário. Você reclama dos altos preços E de ter de procurar promoções que os reduzem?

          Cada um faz o que bem entende com o dinheiro que tem. Seguindo a máxima de que “dinheiro não dá em árvores”, em qualquer outro segmento econômico, compete ao consumidor pesquisar muito para poupar seu dinheiro.

          Ninguém é escravo por fazer isso, pois, na verdade, essa iniciativa é sinal de razoabilidade, de inteligência.

          • sergio reis

            É completamente salutar ficar até a meia-noite pra buscar desconto em HQs de 200,00 reais!e dado a razoabilidade disso,ficar em lista de espera até uma,duas da matina se submetendo a esse pleno exercício evoluído de consciência cidadã… realmente kda um faz o que bem quiser com seu dinheiro!e sua vida também!o quê não impede que outros tenham a percepção de quanto isso beira a imbecilidade!o quanto as empresas(tanto editoras,quanto Amazom!) já tornaram esse jogo viciado!e concedem descontos que,na realidade,aproximam os produtos do preço que eles REALMENTE têm!A maioria é escrava SIM!se vc pode, e PAGA 230,00 na liga Extraordinária,192 no Vingadores vs X-Men,165 na Biblioteca Eisner e por aí vai, poderá dizer que não!Do contrário,se encaixa nos escravos mesmo!querendo ou não!percebendo ou não!

          • ninguém

            Então, para se libertar de tais “grilhões” que você descreveu, tem-se de torcer para que os mesmos que viciam o jogo deixem de fazê-lo, certo? Ou Parece que imbecilidade é um conceito bastante elástico, não é mesmo? Pois, pelo que pude inferir, melhor não precisar se esforçar para poupar o dinheiro que se tem (e que SEMPRE será escaço), mas consumir o que se quer comodamente, no impulso do momento, no imediatismo da compra, ao invés de agir racionalmente, como uma pessoa sensata.
            Parabéns, campeão! Vai fundo, pois a grana é sua!

          • sergio reis

            Cara não subverte o quê falei!se libertar de vícios deve ser algo salutar!Tem que ser!E sim!Sustentar qualquer coisa viciada,só torna elástico o termo IMBECIL,pra um imbecil mesmo!

    • luiz silva jr

      Também concordo. Há edições em capa cartonada, como Launfest de Troy da Marsupial, que possui um efeito envernizado que a deixa bem mais bonita do que capa dura.

  • Thiago A.

    Poderiam adquirir os direitos de às inimigo, um poema de guerra que saiu pela abril na década de 90.

    • Andre Freitas Eudentista

      Tenho a minha, mas é uma boa idéia republicar esse material!!

      • Thiago A.

        Também tenho a minha, com a capa transparente e tudo.

  • sergio reis

    Bom,talvez o fato de não ficar até meia-noite (caso vc leia HQs e não saiba que a detentora do maior catálogo do mercado forneça esses “descontos”,na maioria dos casos,nesse horário!)o torne cool, e portanto passível de fazer piadinhas!o que falei aqui,nada mais é do que a constatação da prática de quem ler e tenciona adquirir as HQs superavitadas do mercado!pelo visto, há muita gente com dificuldade de se aceitar!ou pelo menos reconhecer suas práticas…

    • Marquito Maia

      Santo mau humor, Batman! Seu grau de chatice beira o do seu homônimo – aaaargh – sertanejo/político (ou melhor, ex-político… como se um dia tivesse sido!!)

  • sergio reis

    Longe de mim a arrogância da subversão…segue com sua percepção restrita da relação de consumo!seja lá do que eu padeça,ainda é menor do que sua percepção!encerro aqui!