Pipoca & Nanquim lança Grama, graphic novel biográfica de Keum Suk Gendry-Kim indicada ao Eisner Award

Por Samir Naliato
Data: 22 junho, 2020

A editora Pipoca & Nanquim revelou seu lançamento para julho: Grama (formato não informado, 492 páginas, capa dura, R$ 79,90), da autora sul-coreana Keum Suk Gendry-Kim.

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Trata-se de uma poderosa graphic novel antiguerra que narra a história real da sul-coreana Ok-sun Lee, vendida pela própria família na infância e forçada à escravidão sexual pelo Exército Imperial Japonês.

Ela é uma das várias mulheres que foram capturadas para servir aos soldados nas chamadas “casas de conforto”, espalhadas pela China e por territórios ocupados pelo Japão durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa e a Segunda Guerra Mundial, em um dos episódios mais vergonhosos do passado da humanidade.

Ok-sun Lee, hoje com mais de 90 anos, se tornou uma importante ativista pela indenização das “mulheres de conforto”, e é por meio de seus relatos à autora Keum Suk Gendry-Kim que acompanhamos sua triste história de vida.

Lançada na Coreia do Sul em 2017, a obra já ganhou publicações em outros seis idiomas e tem colecionado prêmios e elogios da crítica no mundo todo. 7

Grama venceu o Prêmio Especial Bulles d’Humanité, do tradicional diário francês L’Humanité; entrou para as listas de melhores histórias em quadrinhos de 2019 dos jornais The New York Times e The Guardian; e venceu os prêmios The Cartoonist Studio Prize, Big Other Book Award e VLA Graphic Novel Diversity Award.

Agora, em 2020, está indicada em três categorias do Eisner Award, como Melhor trabalho baseado na vida realMelhor edição norte-americana de material internacional – Ásia e Melhor roteirista/artista.

O grande êxito de Grama está em trazer à tona a questão desse gravíssimo crime de guerra, sempre com ênfase na força e determinação de sua protagonista para superar adversidades e manter-se viva.

A edição da editora Pipoca & Nanquim foi traduzida diretamente do coreano.

Grama

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  • Fabio Negro

    me parece que os coreanos que ofereceram a obra para a Pipoca e Nanquim são os mesmos que rondavam nossas editoras no começo da década. Aqueles ligados à embaixada coreana e ao governo coreano. É fascinante como a Coréia trata a sua cultura como produto de exportação!