Quadrinho independente Exceção Hostil aborda preconceito em cenário futurista

Por Samir Naliato
Data: 18 junho, 2018

Durante o FIQ – Festival de Quadrinhos de Belo Horizonte, foi lançada a revista em quadrinhos independente Exceção Hostil (formato 17 x 24 cm, 60 páginas, R$ 15,00), escrita por Gabriel Godinho Sampaio e desenhada por Luiz Gustavo Maduro Pereira.

Ambientada em um futuro próximo, mas muito parecido com o cenário atual, a história mostra Acira, uma mulher órfã, homossexual e deficiente física em busca de justiça ao combater racismo, homofobia e injustiça sociais. Para isso, ela (uma ciborgue) se prepara ao longo da vida com estratégias intelectuais e tecnológicas, além do apoio dos amigos de infância William e Niza, que passa a ser sua companheira na idade adulta.

Os antagonistas de Acira são o político conservador Joel Mussono e a facção extremista CHUD (Clã dos Humanos Decentes), que persegue minorias.

A edição está disponível na Amazon Brasil no formato eBook. A versão física pode ser encontrada no Mercado Livre.

Assista abaixo ao trailer de Exceção Hostil.

Exceção Hostil

• Outros artigos escritos por

.

.

.

  • MARCIO FREITAS CAMILLO

    O autor em questão pretende “combater o preconceito racial” mas não abre mão de uma pra lá de estereotipada heroína loira de olhos azuis??? Acho que eu não entendi essa proposta.

    • sky

      Abra sua mente. Ideinha mais chula de sugerir que só se pode falar de preconceito colocando afrodescendentes na capa. O preconceito começa com comentários infelizes como o seu!

      • MARCIO FREITAS CAMILLO

        Ah, então levantar uma dúvida sobre uma determinada obra, agora é “preconceito”??? É que hipocrisia me irrita. E viva a liberdade de expressão, né???

        • SKY

          Amigo, você escreve o que quiser (mesmo que não faça muito sentido).

          Iterpretei: “O autor quer falar de racismo mas coloca uma branca na capa como protagonista. Não entendi.”

          Se existe interpretação diferente dessa, por favor, me digam.

          • MARCIO FREITAS CAMILLO

            Obrigado “por permitir” que eu escreva o que eu quiser (sua opinião é “muito importante” pra mim). Rsrsrs…#sqn

            E sim, você sabe interpretar um texto (isso é um bom começo). Colocar uma “heroína” loira de olhos azuis como heroína fodona anti-racismo vai na contra mão do que a própria esquerda e movimentos sociais tanto dizem pleitear (pergunte para os nativos africanos o que eles pensam sobre o Tarzan, por exemplo). Essa hq aí é claramente puro oportunismo e hipocrisia do autor que só quer faturar em cima de ideólogos mais ingênuos. Você ao menos já cogitou isso??? Se não, o problema está é com você, sinto informá-lo.

    • Você leu a HQ?

  • SKY

    Pelo preview da Amazon dá pra notar que faltou esmero, parece fanzine amador. Não que eu me importe, mas acho que se a idéia é vender, precisa caprichar.

    Valeu pela notícia, Samir.

  • Achei bem interessante!