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Quadrinhos - Os Justiceiros # 1Título: QUADRINHOS - OS JUSTICEIROS #1 (Ebal) - Revista mensal

Autores: Os Justiceiros - Gardner Fox (escritor), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs e Sid Greene (arte-final);

Ted Múltiple - Créditos não publicados.

Preço: NCr$ 0,30 (preço da época)

Número de páginas: 32 páginas

Data de lançamento: Setembro de 1967

Sinopse: A Liga da Justiça e a Sociedade da Justiça da América enfrentam, isoladamente, uma horda de malfeitores conhecida como "os campeões do crime", uma conglomeração dos bandidos da Terra-Um (Felix Fausto, Crono, Alquimia) e da Terra-Dois (o Violinista, o Bruxo e Pingente). Derrotados, os heróis juntam forças para enfrentar a situação.

Na história seguinte, Batatinha encontra o romance, e o ciúme começa a separá-lo de seu melhor amigo, o cinegrafista Johnny Chambers (Ted Múltiple). O problema está armado...

Positivo/Negativo: As histórias da revista não são creditadas. No entanto, a da Liga foi originalmente publicada em Justice League of America # 21, de 1963.

Gardner Fox foi um dos grandes nomes dos quadrinhos norte-americanos. Hoje, a idéia de juntar vários heróis numa equipe surgiu da mente dessa "velha raposa" dos quadrinhos, com o perdão do trocadilho.

A Sociedade da Justiça da América foi a primeira e, ainda hoje, é uma das mais queridas equipes de super-heróis. Suas premissas ainda servem de referencial para novos grupos e crossovers entre eles.

Mas, por mais habilidoso que fosse, Fox teve o auxilio luxuoso de Sekowsky, um dos maiores desenhistas da Liga da Justiça de todos os tempos. Numa análise rápida, sua arte mostrava que ele deveria ter seu trabalho mais reconhecido e valorizado.

Sua narrativa era perfeita, sua habilidade em desenhar vários quadrinhos por páginas e diversos personagens por quadrinho era marcante e, ainda hoje, importantíssima para artistas que retratam superequipes.

Uma das características das obras-primas da mídia HQ, é a interação de três possibilidades que levam à comunicação: os desenhos e a narrativa, o texto e a calha (espaço entre os quadrinhos, de onde o leitor abstrai informações que não foram mostradas).

Em histórias medíocres, o leitor nem sempre precisa do desenho para compreender a trama. Nesses casos, o fã funciona apenas como receptor de informações, sem interagir com a mídia. Aqui, Fox e Sekowsky, conseguiram um ajuste fino entre o texto, a arte e a interação com o público, resultando numa leitura agradabilíssima.

Os desenhos são um pouco chapados, algo comum na época, mas em muitas passagens Sekowsky demonstra sua habilidade em perspectivas. A arte é muito bonita, caricata, com traços modulados e enquadramentos bem legais. O artista usa com mestria a decupagem de página e o requadro (ou ausência dele), como parte da narrativa. Pena que a arte-final não seja uniforme e o desleixo seja gritante em algumas cenas.

A existência de terras múltiplas, uma crise que força heróis de realidades diferentes a atuar juntos, os heróis repetidamente sendo derrotados para, no final, graças ao Flash, conseguirem derrotar a vilania. Tudo isso realizado por um dos maiores escritores de todos os tempos e por um desenhista com sagacidade na narrativa visual e habilidade para retratar vários personagens por página... Essa fórmula já foi bastante copiada, mas nasceu na Era de Prata.

Se a própria Era de Prata já tinha sua graça ingênua, a edição da Ebal, não deixa por menos. Na segunda capa, há uma apresentação dos heróis presentes ou citados na revista e, dentre as pérolas, destaque para a apresentação do Máscara (Sandman): "O Máscara - Cara barra limpa, esse! Luta constantemente utilizando tijolos de cimento que fabrica em fração de segundo".

Apesar disso, a Era de Prata era divertidíssima.

Classificação: - Gilberto M. M. Santos

 

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