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Título: PASSAGEIROS DO VENTO (Meribérica/Liber) -
Série em cinco álbuns de luxo
Autores: François Bourgeon (texto e arte)
Preço: Variável, por tratarem-se de edições antigas
Número de páginas: 48 cada álbum
Data de lançamento: De 1980 a 1984
Sinopse:
A trama se passa por volta de 1780, quase sempre a bordo de navios. E
é dentro dessas embarcações que é narrada a história da vida da jovem
Isabeau, uma linda e insinuante morena que, apesar da pouca idade, já
é bastante calejada pelas pancadas que tomou da vida.
Batalhas marinhas entre franceses e ingleses, expedições à África em busca
de escravos, tempestades e motins ajudam a contar a saga, que é narrada
em cinco tomos: A rapariga do tombadilho, O pontão, A
feitoria de Judá, A hora da serpente e Ébano.
Positivo/Negativo:
Passageiros do Vento é uma daquelas histórias que o leitor, ao
chegar à última página, diz: "Esta é inesquecível!". E não é pra menos.
O trabalho do francês François Bourgeon é tão singular que, mesmo
quem não está acostumado ao ritmo mais cadenciado das HQs européias, apaixona-se
pela obra.
Sem dúvida, o melhor da obra são os desenhos precisos de Bourgeon, que
pesquisou detalhes minuciosos da época (como a constituição dos barcos,
as roupas de homens e mulheres e os costumes de cada nação visitada).
Um show de informação visual.
Outro
detalhe interessante é que o ritmo de Passageiros do Vento é lento,
com balões de texto grandes, que requerem atenção especial do leitor,
mas, mesmo assim, a trama é absolutamente cativante, daquelas que fazem-no
"querer mais" ao fim de cada capítulo.
A
história tem de tudo: romance, sexo, aventura, drama, racismo, injustiça,
fugas, violência etc. Sem dúvida, um dos melhores quadrinhos do Velho
Continente que já aportaram em nossas terras. Um clássico!
Como não há nada de ruim na saga, o pior fica por conta da dificuldade
de encontrar as edições (especialmente Ébano,o último tomo) e o
"português de Portugal". Não que isso seja um grande impeditivo, mas como
Bourgeon construiu o texto sendo fiel à linguagem dos marinheiros, que
é muito própria, muitas vezes, isso dificulta o entendimento para o leitor
brasileiro menos informado.
Se um dia der a sorte de encontrar essas preciosidades num sebo, não pense
duas vezes: compre.
Classificação:    
- Sidney Gusman
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