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BD Guide 2005: Moliterni ensina os caminhos da Banda Desenhada

Por Marko Ajdaric, responsável pelo Neorama (18/01/2005)

BD Guide 2005Claude Moliterni não pára. Além do terceiro volume da Larousse dos Quadrinhos, ele lançou, junto com outros autores, a atualização de seu guia sobre a Nona Arte para este ano: BD Guide 2005, em setembro, pela Editions Omnibus (que não é especialista em quadrinhos).

O BD Guide ganhou, com sua primeira edição, o prêmio Yellow Kid de melhor obra, na ExpoCartoon em Roma. O guia na verdade contém três dicionários: um de autores, um de personagens e ainda um terceiro, de publicações, além de traçar um panorama dos quadrinhos, de 1828 até hoje.

Moliterni, talvez a melhor combinação que a França já deu ao mundo de criador, pesquisador e animador dos quadrinhos, tem, neste livro, a companhia de Philippe Mellot, Laurent Turpin, Michel Denni e Nathalie Michel-Szelechowska, que já o acompanham em outras edições do BD Guide.

O subtítulo dá bem a intenção da obra: "Encyclopédie de la bande dessinée internationale: Son histoire, ses auteurs, ses héros, ses journaux". Em 1792 páginas (quase o dobro da edição anterior - 976, confira a capa) , o livro, na opinião do resenhista Didier Pasamonik, do Univers BD, é uma obra de referência que flerta - bem - com o lúdico, incluindo passagens anedóticas e vários textos opinativos. No total, são 1.500 remissões.

A ficha oficial pode ser consultada aqui.

Para comprar online o livro (em site confiável) por 28,50 euros, o link é este. O preço pode ser considerado excelente, pois a edição anterior, bem menor, custava 30 euros.

Harry ChaseMoliterni, entre outros pontos de sua bela biografia, foi fundador da Société Française de B.D. e do festival de Angoulême, co-editor da revista Phénix, que tinha o subtítulo "Revue Internationale de la Bande Dessinée", e também divulgava artigos e notícias sobre a Nona Arte em todo o mundo. Confira aqui uma capa.

Moliterni também foi diretor literário da Dargaud até 1989. Outro marco em sua carreira foi a antológica exposição Bande Dessinée et Figuration Narrative - a primeira mostra de quadrinhos em um museu, na França, em 1967 -, que acabou virando livro.

Como roteirista, as séries mais importantes de Moliterni são Taar, que teve doze álbuns, com desenhos de Jaime Brocal-Remohi, e Scarlett Dream, que apesar de ter tido apenas seis álbuns, com desenhos de Robert Gigi, foi um grande sucesso de crítica. Veja aqui as fichas e capas da série.

Claude Moliterni e o Brasil:

Em 1979, Moliterni esteve no Brasil, visitando o Salão de Humor de Piracicaba.

A empatia com a cidade e com o festival foi tão grande que Moliterni resolveu deixar muito bem marcado o fato, ao ambientar uma das aventuras do personagem Harry Chase na cidade. Trata-se do álbum Piracicaba, Mon Amour, de 1980, ilustrado por Fahrer, em que temos um fato insólito e bem humorado: o vilão da história é ninguém mais ninguém menos do que o pesquisador brasileiro de quadrinhos Álvaro de Moya. Apesar de ser uma grata referência para os brasileiros, não é, como álbum de HQs, uma das melhores criações de Moliterni.

As fichas e as capas dos oito álbuns da série de aventuras detetivescas de Harry Chase podem ser conferidas aqui.


Links Relacionados: HQ Européia


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