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Confira as atrações do 4º FIQ, em Belo Horizonte

Por Marcelo Naranjo, sobre o Press Release (29/09/05)

FIQ - Festival Internacional de QuadrinhosOs fãs de quadrinhos de todo Brasil podem comemorar, pois o FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos, maior evento de HQs da América Latina, chega à sua quarta edição, transformando Belo Horizonte num grande ponto de encontro para aficionados e curiosos, de 5 até 9 de outubro, nos espaços nobres da Casa do Conde (Rua Januária, 130 - Floresta).

O 4º FIQ apresenta treze exposições, entre nacionais e internacionais, oficinas, mostras de animações, feira de HQs, encontro com criadores e mesas-redondas. O Festival, que tem a entrada franca, traz criadores como Eddie Campbell, Gianfranco Manfredi, Frédéric Boilet, Lourenço Mutarelli, Gary Panter, Marina Comandini, Philippe Squarzoni, Signe Baumane e Nelson Cruz, dentre outros convidados.

A promoção é da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com a Editora Casa 21.

O FIQ, que recebeu, em média, um público de 25 mil pessoas em suas edições anteriores, valoriza a Nona Arte e ainda proporciona aos fãs da arte seqüencial uma rara oportunidade de encontro, discussão, debates e apreciação.

Arte de Lourenço Mutarelli Além disso, é bom os colecionadores de quadrinhos de todos os tipos prepararem os bolsos, pois será montada uma grande feira de HQs durante todos os dias do Festival.

O premiado quadrinhista paulista Lourenço Mutarelli será o principal homenageado do evento. O artista, autor das ilustrações do filme Nina, de Heitor Dhalia, foi o responsável pela criação da imagem promocional do FIQ neste ano e, atualmente, está trabalhando na HQ intitulada A Caixa de Areia, que será lançada no Festival.

Além de uma entrevista com o quadrinhista, o público será contemplado com uma exposição composta por 110 obras de sua autoria, que englobam toda sua carreira, incluindo cinema, literatura e teatro.

Arte de Eddie Campbell Nesta edição o evento homenageia, também, o folclórico quadrinhista Lacarmélio Araújo, que vende as aventuras do personagem Celton nos semáforos de Belo Horizonte, e Antônio Roque Gobbo, colecionar histórico, que criou sozinho a Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos e, posteriormente, em 1992, doou todo o seu vasto acervo para a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, que, com esta injeção inicial, montou a sua gibiteca. Parte do acervo, que inclui pérolas como Pato Donald #1, estará à disposição do público.

Em todo o mundo, os festivais de quadrinhos proporcionam aos fãs a oportunidade de ter um contato pessoal com desenhistas e roteiristas de destaque e no FIQ não será diferente. O público brasileiro poderá se encontrar, por exemplo, com o desenhista da aclamada série Do Inferno, o escocês Eddie Campbell, que será entrevistado pelo jornalista Sidney Gusman (Universo HQ). O evento ainda conta com 30 obras originais de Campbell, que serão expostas.

Arte de Gary Panter O italiano Gianfranco Manfredi, autor de Mágico Vento, que mescla faroeste ao horror, é outra grande atração. Absolutamente multimídia, o artista é autor de mais de uma dezena de romances, mais de trezentas músicas, numerosos roteiros televisivos e cinematográficos, estrelados por nomes como Nastassia Kinski e Roberto Benigni, além de ser crítico musical. Com curadoria do roteirista, serão expostos 40 trabalhos de diversos artistas italianos na mostra Mágico Vento.

Gary Panter, ilustrador, pintor, desenhista e músico, traz para o FIQ 30 obras originais. O criador do personagem punk rock Jimbo é considerado um dos mais importantes artistas gráficos do punk americano dos anos 70, apesar de ter começado na década de 50 e passado com destaque pelo psicodelismo dos anos 60. Ele destacou-se como desenhista no programa Kid/Adult TV Show, com Pee Wee's Playhouse, quando conseguiu mostrar a sua obra e idéias surrealistas para todo o EUA. Como conseqüência, o artista levou para casa três prêmios Emmy.

Yukiko, de Frédéric Boilet A França, que sempre teve uma relação muito próxima com o FIQ, não poderia ficar de fora, e o público poderá conhecer um pouco mais sobre Frédéric Boilet, um dos criadores do Atelier des Vosges, em 1995, ao lado de outros grandes artistas.

O atelier dá o nome a uma das exposições do evento, comemorativa aos seus 10 anos, que reúne 74 trabalhos de 12 autores franceses da nova geração. Boilet possui um intenso e reconhecido trabalho como roteirista e desenhista na França e Japão, onde já participou de publicações de até quatro milhões de exemplares.

Também da França, o roteirista e desenhista Philippe Squarzoni vem prestigiar o evento, trazendo 30 ilustrações sobre áreas de conflitos no mundo. O autor de Garduno é um assíduo lutador em diversas missões humanitárias.

Atelie des Vosges - Nicolas de Crecy E a cidade sede do FIQ não poderia deixar de participar do Festival. Nelson Cruz será contemplado com uma exposição, reunindo 66 trabalhos, sobretudo da sua última criação: Moby Dick, de Hermann Melville. O mineiro é pintor e ilustrador desde os anos 70 e já recebeu diversos prêmios e indicações em todo o mundo, incluindo um Jabuti, por suas ilustrações e histórias.

A Arte de Andrea Pazienza é o título da exposição que mostra um pouco da arte do revolucionário artista italiano, já falecido. Sua esposa, a quadrinhista e pintora Marina Comandini, que também prestigia o Festival, selecionou 30 obras do artista, originais e inéditas no Brasil, que retratam a sua passagem pelo país.

O aclamado projeto Cidades Ilustradas, que já conta com seis álbuns, lançados pela Casa 21, é outra atração, na exposição homônima ao projeto. A coleção convida artistas, nacionais ou estrangeiros, que não vivem nas cidades ilustradas, a ajudar o leitor a compreender e observar importantes centros urbanos.

Belo Horizonte recebeu o olhar do importante quadrinhista espanhol Miguelanxo Prado, enquanto Jano ilustrou o Rio, Cesar Lobo, Curitiba, Marcello Quintanilha, Salvador, Jean-Claude Denis, Belém POR ilustrou o Rio, Cesar Lobo, Curitiba, Marcello Quintanilha, Salvador, Jean-Claude Denis, Belém e Marcelo Lelis deu a sua visão sobre as Cidades do Ciclo do Ouro.

O FIQ traz ainda as exposições Ilustra Brasil 2, BH, com 60 obras organizada pela Sociedade dos Ilustradores do Brasil, 10 anos de Graffiti, composta por 50 obras da revista Graffiti, principal publicação da área em BH, Novos Criadores, com trabalhos de talentos emergentes da cidade, e Quadrinhos na Imprensa de Minas Gerais, que apresenta 49 trabalhos de diversos artistas atuantes nos principais órgãos de imprensa do Estado.

Além das entrevistas e exposições, o evento conta com sete mesas-redondas, abordando a relação dos quadrinhos com a política, educação, história, internet, humor e as políticas editoriais. Nomes importantes como Jô Oliveira, Alan Sieber e os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá são presenças confirmadas.

As mostras de animação são as novidades do FIQ deste ano. Será um grande encontro de animadores de cinema independente em Belo Horizonte, com a participação da cineasta americana Signe Baumane. A programação conta com debates e mostras.

O FIQ oferece também oficinas de iniciação aos quadrinhos, quadrinhos e sala de aula, caricatura, mangá, dentre outras. Além disso, as escolas podem agendar visitas pelo telefone 0XX-3277-4631.

A programação completa está disponível neste link.

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