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Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha # 3 - A Morte de Gwen Stacy Título: OS MAIORES CLÁSSICOS DO HOMEM-ARANHA # 3 - A MORTE DE GWEN STACY (Panini Comics) - Edição especial

Autores: Gerry Conway (roteiro) e John Romita e Gil Kane (desenhos); e do bônus, O Beijo, J.M. DeMatteis (texto) e John Romita Jr. (arte).

Preço: R$ 13,90

Número de páginas: 112

Data de lançamento: Novembro de 2004

Sinopse: Reedição de dois arcos de aventuras, da primeira metade dos anos 1970.

Na primeira parte, o Homem-Aranha enfrenta a ação terrorista do Dr Octopus, o que acaba por causar a morte do Capitão Stacy.

Deste mesmo período, duas aventuras que contam o derradeiro confronto entre o herói e o Duende Verde original, e as conseqüências trágicas deste embate para Peter Parker, Gwen Stacy e Norman Osborn.

Por fim, como bônus, uma produção dos anos 90 presta homenagem à estética das aventuras desenhadas por John Romita.

Positivo/Negativo: O jovem leitor encontra nas páginas desta caprichada edição da Panini uma amostra importante da produção que inscreveu o nome dos roteiristas e desenhistas, envolvidos neste período do Homem-Aranha, na história dos quadrinhos. Além disso, trata-se de páginas que colaboraram para o fortalecimento da Marvel Comics.

As três primeiras aventuras, as dos confrontos do Aranha com o Dr. Octopus pelos arranha-céus de Nova York, estabeleceram um padrão de qualidade para as seqüências de ação, ao mesmo tempo em que se tornaram objeto de admiração e culto, como atesta a montagem das cenas do filme Homem-Aranha 2 (2004).

Estas páginas lançaram o desafio de serem superadas por uma nova geração de desenhistas e arte-finalistas. As criações dos mestres John Romita e Gil Kane constituíram um elevado patamar de referência para os artistas que, anos depois, procuraram desenvolver trabalhos originais para o Homem-Aranha.

As duas aventuras seguintes, que contam as mortes do Duende Verde original e de Gwen Stacy, são marcantes pela ousadia e dramaticidade.

Desde de principio da década de 1960, Stan Lee estabeleceu roteiros e heróis marcados pela instabilidade e fragilidade. Os personagens por baixo das máscaras passaram a ser relevantes por seus medos e contradições, muitas vezes nada admiráveis.

Peter Parker não deixa de existir ao vestir o uniforme do Aranha. Os dramas do jovem estudante sem grana acompanham o herói em suas aventuras e desafios.

Mais: nos idos de 1973, quando a cultura pop do Ocidente era marcada pelas cores do psicodelismo e debates da contra-cultura de então, o leitor norte-americano acompanhou a agonia do personagem Harry Osborn provocada pelo uso de LSD, um corajoso e atual manifesto contra as drogas em forma de HQ.

Classificação: - Fernando Viti

 

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