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É muito fácil ser um super-herói!
Por Marcus Ramone
(05/07/06)
Para
alguns candidatos, há certos impedimentos financeiros; para outros, a
falta de tecnologia disponível no mercado da Terra. Mas tornar-se um super-herói
não é tão complicado quanto se pensa.
Isso é o que afirma um divertido artigo publicado pela revista norte-americana
Forbes, na semana passada. A conceituada publicação de economia
e negócios abriu espaço mais uma vez para os quadrinhos, comparando poderes
e habilidades de alguns heróis com o que é possível encontrar no mundo
real.
O
texto diz que não é preciso ter poderes especiais para ser um super-herói.
Um regime rígido de condicionamento, por exemplo, faria de qualquer pessoa
um novo Batman. Para isso, bastaria um treinamento intensivo na escola
de artes marciais Tagou, na cidade chinesa de Henan, onde nasceu
o kung-fu. Em três anos, gastando o equivalente a 30 mil dólares, o "Cavaleiro
das Trevas" já estaria apto a dar uma ou outra bordoada em bandidões de
rua.
E quanto às habilidades de detetive e ciência criminal do Morcegão? Nada
que um extenso treinamento em criminologia e uma temporada em uma boa
academia de polícia não possam resolver.
Mas, e se um pretendente a super-herói quiser ir mais além e procurar
ser um Homem de Ferro? Engenheiros
do Exército dos Estados Unidos têm uma solução. Eles estão trabalhando
num projeto chamado Força Guerreira do Futuro, que vestirá os soldados
com exoesqueletos leves dotados de armas embutidas e propulsores. Os "brinquedos"
estarão prontos para uso até, no máximo, o ano 2020.
Como vai demorar muito, o melhor é escolher outro herói. Como o Capitão
América. A Agência de Projetos de Pesquisa de Defesa Avançada do
Pentágono está desenvolvendo drogas que aumentam a força e a resistência
dos soldados e permitirá a eles ficar até sete dias seguidos sem dormir,
assim como fazia o soro do supersoldado que transformou o franzino Steve
Rogers no Sentinela da Liberdade nos quadrinhos.
O uso desse artifício para adquirir força além do natural, entretanto,
é um assunto que deverá suscitar muitas discussões acaloradas.
Da mesma forma, um novo Justiceiro nas ruas da cidade seria motivo para
várias perseguições policiais, debates na TV e opiniões diversas da população,
mas, mesmo assim, a matéria da Forbes dá uma dica bem simples para
se tornar um Frank Castle da vida real: uma temporada em forças especiais
do exército, preferencialmente em zonas de guerra, e muito treinamento
no manejo de armas de fogo.
Agora vem a parte mais complicada. Para vir a ser um super-herói como
o Lanterna Verde, só mesmo procurando tecnologia alienígena. Há cientistas
que acreditam na existência de seres inteligentes vivendo em outros planetas.
E se houver uma civilização com pelo menos um milhão de anos à nossa frente
no âmbito tecnológico, é bem provável que ela possa criar um anel energético
como o do guerreiro esmeralda.
Também no campo das especulações científicas, uma mutação genética humana
natural poderia criar, muito mais que aberrações, pessoas com poderes
excepcionais. Se os X-Men existissem, provavelmente estariam de olho em
um bebê mutante que nasceu há poucos anos na Alemanha.
Em 2004, o The New England Journal of Medicine fez uma intrigante
reportagem sobre a criança com uma mutação genética que a deixou incrivelmente
musculosa. Aos quatro anos, ela possuía o dobro de músculos de uma criança
da mesma faixa etária, e erguia pesos que nem todo adulto conseguia suportar.
Incrível, sem dúvida. Mas nada de sair por aí se expondo a algum tipo
de radiação para adquirir supermúsculos ou quaisquer outros poderes. Em vez de habilidades extraordinárias, é mais provável que alguém acabe se dando mal.

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