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Título: TOM STRONG - UM SÉCULO DE AVENTURAS (Devir
Livraria) - Edição especial
Autores: Alan Moore (roteiro) e Chris Sprouse, Jerry Ordway, Dave Gibbons, Arthur Adams e Gary Frank (desenhos).
Preço: R$ 45,00
Número de páginas: 208
Data de lançamento: Novembro de 2005
Sinopse: Tom Strong, o Herói da Ciência, vive grandiosas aventuras ao lado de sua esposa Dhalua, sua filha Tesla, o homem-mecânico Pneuman e o gorila falante Rei Salomão, e vai além dos limites da criatividade!
Positivo/Negativo: Alan Moore. O leitor que identifica este nome já está propenso a acreditar numa série de fatores já envolvidos no mito deste mestre dos quadrinhos. O ponto principal de seus trabalhos é, provavelmente, a inesgotável inventividade que o Mago Barbudo parece possuir.
Em Tom Strong, não é diferente.
O personagem é uma reunião de muitos ideais básicos dos personagens dos antigos pulps (histórias que saíam em forma de contos seriados em revistas de papel barato) e, ao mesmo tempo, introduz uma visão atual, com novas sacadas na estrutura narrativa das aventuras.
No enredo, os pais de Tom, Susan e Sinclair Strong, viajam no início do século XX até a lendária ilha de Attabar Teru, para criar um filho física e mentalmente perfeito. Eles acabam criando o pequeno Thomas em uma câmera de gravidade pesada, alimentando-o com raiz de Goloka, uma planta milagrosa que aumenta a longevidade e a inteligência.
Entretanto, os pais de Tom morrem em um terremoto, antes de seus nove anos. Assim, o jovem herói passa aos cuidados dos nativos Ozu, saindo para um mundo de aventuras quando atinge a maioridade.
Nesse enredo já é possível encontrar vários pontos em comuns com diversos personagens dos pulps, como Tarzan, Jim da Selva, Doc Savage etc. O próprio termo "herói da ciência" designa alguém que não tem superpoderes, mas sim um aguçado senso científico! Sim, até mesmo sua resistência, longevidade e a força dependem de sua alimentação à base de Goloka e dos experimentos científicos nele testados.
A história da origem de Tom Strong, por exemplo, é uma narrativa em uma revista em quadrinhos lida por um jovem membro dos Strongmen da América (uma espécie de fã-clube mirim do herói) enquanto ocorre um assalto um bonde aéreo de Millennium City. Talvez seja o modo de Moore indicar que parte da grandeza do personagem é absorvida por seus leitores, como numa metáfora para o potencial de uma história em quadrinhos ou a iconização de uma lenda benigna!
Essas narrativas paralelas são um belo complemento à trama. Como Tom tem 100 anos, existe uma grande margem para situar aventuras no passado, transformados em contos secretos nas mãos de artistas como Dave Gibbons, Jerry Ordway, Arthur Adams e Gary Frank.
Os eventos do presente remetem a situações do passado de Tom, criando assim uma linha de eventos com uma grande gama de possibilidades. O desenho de Chris Sprouse somado à arte-final de Al Gordon completam o quadro. O personagem não seria o mesmo sem o ar de herói altivo e troncudo que ambos conseguem lhe dar.
Se a história é de primeira a edição, idem. A Devir caprichou no acabamento: capa de Alex Ross em alto-relevo, bordas com um aspecto gasto, como aquelas revistas antigas que seu avô guardou de sua infância, além de um texto introdutório do próprio Moore, contando como um historiador viu o surgimento de Millennium City e de seu guardião, Tom Strong. Há ainda uma galeria com esboços de Chris Sprouse para a série. A editora conseguiu encontrar um formato excelente para publicar diversas séries, com um fino acabamento e preço justo.
Classificação:   
- Antonio Tadeu Ferreira Sobrinho
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